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Crise

Setor de máquinas tem queda de 50% nos novos pedidos

O setor de Máquinas e Equipamentos está sofrendo uma queda de 50% nos novos pedidos. A situação é ainda pior em setores como o de máquinas ferroviárias e o de ferramentas, chegando a 70% de redução. Desde outubro as demissões passam de 13 mil.

O presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Luiz Aubert Neto, classificou o momento de “desastroso” para o setor. Das 30 câmaras setoriais da Abimaq, só uma teve crescimento no trimestre, de 4,5%, por causa da Petrobras, que continuou produzindo.

– Se a queda no faturamento e nos novos pedidos continuar nessa magnitude, só cortando na carne. Os principais setores que compram máquinas, como os de mineração e siderurgia, estão sem fazer pedidos e passam por problemas. Isso é ruim. Em outubro, empregávamos 250 mil pessoas, mais que o setor automotivo direto. E são profissionais que precisam de investimento, demora para treinar. O nosso principal capital é o humano, dói, mas tem de cortar – disse o presidente da Abimaq.

Aubert acha que o governo está olhando os dados pelo retrovisor. Ele pede aumento de desonerações nos investimentos.

– É preciso ter desoneração de investimento. Nem que isso tenha início e fim determinados. Estamos numa época de exceção. Mas o governo fica com uma política suicida de manter os impostos. Tem o caso do IPI. Tirou dos automóveis e passou a vender. Ele perdeu o imposto na outra, mas vai ganhar no emprego, porque o funcionário vai consumir. Só que se não desonerar no investimento, na produção, breca a geração de empregos e não desonerar no investimento, na produção, breca a geração de emprego – afirmou.

Como mostrou o resultado da produção industrial de fevereiro, houve queda de 6,3% nos bens de capital (investimentos) na comparação com janeiro e queda ainda maior de 24,4% na comparação com fevereiro do ano passado. O problema para o governo é que diminuir impostos significa menos receita. Ontem, foi divulgado que em fevereiro houve o primeiro déficit nas contas primárias em 12 anos. Ou seja, nesse mês, o governo gastou mais do que arrecadou.

Fonte: Miriam Leitão/Leonardo Zanelli

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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