De público, nenhum companheiro reconhece, até para não ferir Dilma Rousseff, mas nos conciliábulos reservados do PT, são muitos os lamentos a respeito de não ter o presidente Lula feito com José Dirceu e com Antônio Palocci aquilo que agora faz com José Sarney: sustentá-los a todo custo.
Se o ex-chefe da Casa Civil e o ex-ministro da Fazenda tivessem recebido o apoio do Lula, não precisariam deixar suas funções. Estariam até hoje no governo, necessitando decidir apenas qual deles seria o candidato, ambos com peso político bem superior a Dilma.
Poderiam, Dirceu e Palocci, até mesmo formar uma chapa pura de respeitável densidade eleitoral, tanto faz qual deles a encabeçaria. Afinal, a proximidade de um com Delúbio Soares, e do outro com um caseiro-espião, constituíram denúncias muito inferiores àquelas jogadas sobre os ombros do presidente do Senado.
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