Depois de quase 60 dias de duvidas, incertezas, tumultos, medos ostensivos ou sigilosos, de jogadas limpas ou não, acabou a guerra pelo não funcionamento da CPI. E começa a batalha para que ela não decida coisa alguma. A partir das 2 horas da tarde, quando a “base” ameaçava não instalar a CPI, a oposição ameaçou não votar mais nada, a começar pela LDO, a “base” (leia-se, Renan Calheiros) se intimidou e marchou para a sala já preparada para funcionar a CPI.
Nenhuma restrição: quem deveria presidir a sessão inicial seria o segundo suplente Paulo Duque, por ser o mais idoso. Como muitos senadores pediam a palavra pela ordem, um dos súditos de Renan, com a palavra, começou a gritar: “Respeitem Paulo Duque, ele é um homem consagrado no Rio de Janeiro”. Ha! Ha! Ha! Vou colaborar com os senadores que disseram “não conhecer Paulo Duque”.
Em 1946, cobri a Assembléia Constituinte palra a revista “O Cruzeiro”. Conheci então o senhor Paulo Duque, que ia todo dia ao Palácio Tiradentes carregando a mala do senador Artur Bernardes Filho. Como isso ocorreu há 63 anos, não chega a ser surpreendente que não o conheçam.
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