Até quando?
O Brasil colheu mais um resultado da política de generosidade. O governo do Equador, alegando irregularidades na construção de uma hidrelétrica, em ação desproporcional à importância da questão, decidiu expulsar duas empresas brasileiras (a companhia construtora e outra, estatal) e cancelar outros contratos que nada tinham que ver com o problema, solucionável por negociação ou arbitragem.
Seguindo a política de compreensão e de generosa boa vontade com nossos vizinhos, o Itamaraty a tudo assistiu sem esboçar reação na defesa da empresa, apenas adiou missão ministerial que iria abrir novos créditos para o Equador. Agora, o presidente Rafael Correa oficializou o calote da dívida e o PT-governo finalmente reagiu, informando que “recebeu com preocupação” a notícia da decisão do governo equatoriano.
Rubens Barbosa, consultor de negócios, foi embaixador em Washington e em Londres
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