A conta vai para os assalariados
Números do próprio governo revelam ter sido liberado até agora, de diversas formas, 380 bilhões de reais ditos para socorrer a economia em crise. A maior parte para bancos, financeiras e empresas em situação pré-falimentar, por culpa própria. No mundo inteiro, admitem-se três trilhões. No caso, de dólares.
Mesmo assim, lá e cá, começaram as demissões, eufemisticamente chamadas de extinção de postos de trabalho. Depois delas virão a fome, a indignação e a explosão. Conclui-se haver chegado o limite dos tempos em que a conta permanece sendo enviada para os mesmos de sempre, os assalariados. Para eles, não há socorro.
Carlos Chagas, jornalista
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