Onze meses após a decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu o nepotismo na administração pública, gabinetes do Senado continuam empregando familiares de senadores.
A regra do STF proíbe nomear familiares até o terceiro grau. Alguns senadores empregam parentes entre si (pai e filha, irmãos); outros nomearam familiares de grau de parentesco mais distante. Para os congressistas, não há nepotismo.
O Ministério Público Federal determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar indícios de crimes cometidos na edição de 663 atos secretos pelo Senado nos últimos 15 anos. Os boletins sigilosos, revelados pelo Estado em junho, serviam para criar cargos e nomear parentes. A PF vai apurar práticas de peculato e corrupção passiva.
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