Paul Cézanne nasceu em 1839 em Aix-en-Provence, cidade do sul de França, numa próspera família da burguesia de província. O pai, rico proprietário de uma fábrica de chapéus, só legaliza a relação com a mãe cinco anos após o nascimento do filho e depois de se ter estabelecido como banqueiro.
Enquanto frequenta a escola primária, torna-se amigo de Émile Zola, futuro escritor de renome. Destinado pela família à carreira de advogado, chega a inscrever-se na universidade de Aix em Direito, mas consegue convencer o pai a deixá-lo ir para Paris estudar pintura, onde se instala no verão de 1861.
Durante os anos que se seguem, alterna as estadias entre Paris e Aix. Estuda com afinco e dedicação os mestres clássicos e românticos; na Academia, aprende a pintar a partir de modelos; visita o Louvre para reproduzir as grandes telas. É nesta fase que se torna amigo de Bazille, Renoir, Monet, Sisley (também eles futuros representantes do movimento impressionista) e Manet (estamos em 1866). É junto a Zola que encontra o apoio moral, intelectual e até financeiro de que precisa.
A presença do crânio na obra de Cézanne, por coerência com sua própria história de vida, é, antes de mais nada, uma Natureza-Morta. Ela não recebe aqui o enfoque dado por Weyden em Caveira e crucifixo ou em outras alegorias da morte (ver Ciclo da Vida). No entanto não podemos desconsiderar o fato de Cézanne ter escolhido o crânio humano como tema de algumas de suas obras.
Esta escolha ganha maior significado quando pensada a partir dos conflitos internos vividos pelo artista. A caveira atua aqui como símbolo de suas angústias, tanto as existenciais quanto as inerentes ao ato de criação.
Paul Cezánne viveu o suficiente para assistir à virada do século 19 para o século 20 – e ao contrário de Van Gogh e Gauguin, morre com sua obra reconhecida e valorizada pelo público e pela crítica.
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