Foram divulgadas gravações que ligam José Sarney ao escândalo dos atos secretos. As conversas mostram Fernando Sarney, filho do senador, pedindo a interferência do pai junto ao então diretor-geral da Casa Agaciel Maia, para garantir a nomeação do namorado da filha Maria Beatriz Sarney, a Bia, para um cargo na instituição. O rapaz acabou nomeado por ato secreto. O senador não falou; a defesa de Fernando nega ato ilícito.
Gravações da Polícia Federal com autorização judicial revelam que o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado era um operador atuante em negócios e política na área pública. Um dos alvos era o setor elétrico – nos telefonemas, aparecem interlocutores como o diretor da Eletrobrás, Astrojildo Quental, e o assessor do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), Antonio Carlos Lima.
Na posse do novo procurador-geral da República, o presidente Lula pediu cautela com a “biografia dos investigados”.
A permanência de José Sarney no cargo de presidente do Senado sofreu forte abalo com a divulgação de diálogos, gravados pela Polícia Federal.
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