Relatório da PF afirma que o empresário Fernando Sarney, indiciado esta semana por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, usou a casa do pai, o presidente do Senado, José Sarney, para intermediar negócios da incorporadora Abyara com a Caixa Econômica Federal, em 2008. Diretores da empresa e um vice-presidente do banco teriam se reunido lá, em encontro promovido por Fernando, acusado pela PF de tráfico de influência junto a órgão federais.
O Instituto Mirante, criado pelo empresário Fernando Sarney, filho de José Sarney, foi beneficiado com R$ 250 mil da Eletrobrás entre 2006 e 2007. Ele é chefiado por duas pessoas indiciadas pela Polícia Federal sob a acusação de lavagem de dinheiro, entre outros crimes.
Para a PF, Fernando praticava tráfico de influência no setor elétrico do governo, área controladas politicamente por seu pai.
Ao fazer um balanço do primeiro semestre no Congresso, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), admitiu ter feito avaliações erradas em sua gestão, afirmou que a crise administrativa da Casa foi personalizadas nele e culpou a imprensa pelo seu agravamento. Sarney deixou claro que permanecera no cargo e disse que vai combater “injustiças com o silêncio, a paciência e o tempo”.
Três policiais civis, expulsos por envolvimento em assaltos, garantiram uma indenização de R$ 1 milhão por causa de um erro durante o processo administrativo. À época, o governador Joaquim Roriz assinou a exoneração dos servidores, mas o STJ anulou a medida.
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