Ralph Siqueira, ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, disse que o presidente da Casa, José Sarney, foi informado no fim de maio sobre a existência de atos secretos. Além disso, segundo Siqueira, Sarney também sabia que esses atos haviam sido discretamente publicados, naquele mês, na rede administrativa do Senado. As declarações contradizem Sarney, que havia subido à tribuna, em 16 de junho, para dizer que não sabia o que era um ato secreto.
A Fundação José Sarney recebeu R$ 300 mil de uma empresa de fachada, a KKW do Brasil, representante de duas “offshores” (firmas no exterior), relatam Hudson Corrêa e Alan Gripp. A KKW é de Gilberto Miranda, afilhado de José Sarney (PMDB-AP). Com a doação, ela foi a maior financiadora da entidade em 2007. Para a KKW, a fundação “tem boa índole”. Miranda diz que a KKW é das filhas. A fundação não falou.
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