Após os gritos e as ameaças da véspera, o Senado teve um dia de mais polidez nos discursos ontem, mas com reações fortes, como a reunião de representantes de cinco partidos, que reforçou o pedido de afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência da Casa. Senadores de PSDB, DEM, PT, PDT e PSB decidiram contestar manobras da tropa de choque pró-Sarney comandada por Renan Calheiros e Fernando Collor.
O PT recusou convite de DEM, PSDB, PDT e PSB para pedir a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) do cargo de presidente do Senado. O partido, cuja liderança na Casa vinha pressionando Sarney e foi desautorizada pelo presidente Lula, preferiu manter sua posição a favor apenas da licença temporária. Na avaliação do Planalto, os aliados venceram o primeiro tempo da luta.
O senador Pedro Simon disse em entrevista ao Estado que não reagiu aos ataques de Fernando Collor em plenário porque teve “medo” do olhar fixo do colega.
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