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Artigo saído n’O JORNAL DE NATAL. Nas bancas

Olimpíadas, uma mensagem de Paz

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br


Os jogos olímpicos, como todo mundo alfabetizado sabe, nasceram na Grécia há mais ou menos 2500 AC. Simbolicamente era uma homenagem a Zeus – o deus da concórdia, maioral do Olimpo, uma promoção pacifista que suspendia as guerras entre as cidades-estado e reunia representantes de todos para as competições esportivas. Com as Olimpíadas, os gregos pretendiam instituir a paz e a harmonia entre os membros da federação helênica. Os vencedores das várias modalidades atléticas eram recebidos como heróis em suas cidades e ganhavam uma coroa de louros, reforçando a importância que a civilização grega atribuía aos esportes.

A intolerância religiosa, que vem de longe, levou o imperador romano Teodósio I, convertido ao cristianismo, a proibir em 392 DC os jogos olímpicos, enquadrado entre as manifestações religiosas do antigo politeísmo. Um idealista francês, Pierre de Fredy , conhecido como barão de Coubertin, promoveu a retomada das Olimpíadas 1.504 anos depois da interdição de Teodósio. Os jogos da Idade Moderna foram realizados em Atenas, em 1896, contando com a participação de 285 atletas de 13 países. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro ao mérito pessoal e um ramo de oliveira em nome da paz entre os povos.

Visando a Paz, os Jogos Olímpicos passaram contemporaneamente a ter uma função política, principalmente pelos países sob regime totalitário. O nazismo, em 1936, usou-os como propaganda de Hitler – que preconizava a superioridade da raça ariana – e retirou-se da tribuna de honra quando o atleta negro norte-americano, Jesse Owens, dirigiu-se ao pódio para receber as quatro medalhas de ouro que ganhou no atletismo. Também na Alemanha, em 1972, terroristas mataram estupidamente 11 atletas israelenses.

Este ano, às vésperas das Olimpíadas de Pequim, os amantes da paz não se conformam com as manifestações anti-China que preconizam o boicote dos Jogos. O pretexto é a independência do Tibet, província chinesa onde a revolução aboliu a escravatura e o sistema feudal de produção. Em Lhasa, capital do Tibet, ações terroristas incendiaram escolas, hospitais e prédios públicos. Manifestantes depredaram lojas e fábricas pertencentes a cidadãos chineses.

Tudo obedeceu a um plano previamente traçado e em nome do dalai lama, que a intelligentsia chinesa considera “uma relíquia feudal”… Realmente, o líder religioso do lamaísmo, é uma excrescência nos tempos atuais como representante de uma teocracia – “forma de governo em que a autoridade, emanada dos deuses ou de Deus, é exercida pelos seus representantes na Terra” segundo as enciclopédias.

O que os lamaístas – com o dalai lama à frente – chamam de “genocídio cultural” é na realidade o fim de um “reino teocrático” e da escravatura mantida pelos monges. A figura do dalai lama foi levantada na mídia internacional para fazer publicidade de filmes hollywoodianos e depois passou a servir de caça-níqueis de ONGs internacionais. O misticismo e as seitas obscurantistas fizeram-no mártir e isto foi capitalizado pelos inimigos do progresso chinês, este sim, um verdadeiro milagre político e econômico, exemplo de organização e trabalho para os países emergentes.

Os inimigos da revolução chinesa querem impedir que o mundo veja “ao vivo e a cores” o país continental e mais populoso do planeta que o povo chinês construiu. Uma revolução autêntica mostra os resultados obtidos em todos os campos da vida. Está nos rostos de jovens trabalhadores e trabalhadoras o orgulho de suas conquistas em nome do socialismo e da paz.

É a paz que deve ser perseguida a todo custo, e os Jogos Olímpicos representam a ânsia de um mundo melhor, mais justo, mais pacífico e mais feliz.

Miranda Sá

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Miranda Sá
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