Dezenas de reivindicações justas, de aplicação simples nos três poderes, foram bandeiras nas manifestações de rua. Preço alto e péssimas condições dos transportes públicos; Educação e Saúde no padrão FIFA, mais segurança pública, contra a corrupção e a impunidade, e por respeito dos políticos ao povo.
Nada disso foi cogitado pelo PT-governo. E a boneca de ventríloquo que está na Presidência da República aparece com um plebiscito de mentirinha que não passa de uma reforma eleitoral para favorecer o seu partido.
Não é exagero dizermos que grande parte da população é alheia à política e mesmo acovardada para enfrentar o poder até em defesa dos próprios direitos… Com isso, é facílimo para os detentores do poder, pela propaganda massiva e caríssima, conquistar as mentes pouco esclarecidas e desinformadas.
É nisso que aposta a quadrilha organizada que chegou ao poder por um estelionato eleitoral. E, vergonhosamente, conta com o apoio dos chamados ‘movimentos sociais’ cooptados a peso de ouro para servir de ‘tapia’ para atender ao proselitismo partidário.
Nenhum desses instrumentos oficiosos participou das manifestações de rua e dos protestos populares. Agora são mobilizados – no mais perfeito instrumental fascista – para enfrentar como zelosos serviçais dos interesses do PT-governo o ímpeto das massas descontentes.
A UNE há muito, deixou de lado a defesa da Educação. Não mais se preocupou com um ensino público de qualidade e nem sequer defende os estudantes de medicina ameaçados de exercer a profissão em virtude da importação de médicos ‘estrangeiros’ (leia-se cubanos); o MST arquivou de uma vez por todas a luta pela Reforma Agrária para mamar nas tetas do Erário.
Com relação ao movimento sindical, o que se vê são enxames de pelegos dominando quase todas centrais sindicais, somente para se apropriar do famigerado imposto sindical ou usar o sindicalismo como trampolim eleitoral. Fundada para defender os trabalhadores, faz tempo que a CUT abandonou seus mais fiéis afiliados, os sindicatos de servidores públicos.
Sem cumprir suas tarefas corporativas, e muito menos se interessar pelos anseios sociais do povo, esses movimentos sociais “chapas-branca” são sombras daquilo a que teoricamente se propõem. Não servem sequer para criticar o assalto ao FGTS e o FAT ou. ao menos, questionar a hedionda impunidade de autoridades corruptas.
O inconsciente popular movido pela acumulação de revoltas pontuais contra os malfeitos da administração do Estado, que ganhou as ruas espontaneamente num autêntico pacto nacional contra a inação dos governantes, contra a roubalheira desenfreada em todos os setores das administrações municipais, estaduais e federais.
Então, as lideranças partidárias no Congresso acordaram e foram a reboque, particularmente na Câmara dos Deputados. Entretanto, o partido governista perdeu o rumo. Fala pelo frustrado Ruy Falcão, presidente do PT, bancando ave de rapina para o povo que trata como se fosse uma revoada de pássaros. Lula desapareceu de cena, aproveitando o momento para “arrecadar” simpatias africanas.
Ateste-se que em nenhum momento, as massas e seus condutores eventuais, pediram um plebiscito ou um referendo. Cobraram sim, ações para enfrentar os problemas percebidos e cada vez mais agravados. Dois deles foram resolvidos facilmente: Redução das tarifas e o arquivamento da PEC 37, um aborto natimorto da corrupção.
No epicentro da politicagem restaram Dilma e seus acólitos. Despreparada tanto ela como eles. Os desnecessários e estéreis 39 ministros não pesam a metade do marqueteiro bolivariano João Santana, hábil maquiador dos desmandos presidenciais. Dizem que foi dele a idéia do plebiscito para desviar o foco dos protestos; por puro diversionismo.
O tal plebiscito, ao que vê, resume-se a um disfarce. Não aborda os fundamentos do exercício político, como autonomia do Banco Central, o voto secreto dos parlamentares, o fim da excrescência dos suplentes de senador, a garantia de punição para os fichas-sujas, o controle dos gastos públicos, enfim, para pôr na cadeia os assaltantes do Erário.
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