“Cafezinho” era o apelido de um funcionário da Câmara que, nos anos 80, antes das facilidades introduzidas pela abertura comercial, cuidava de fornecer eletroeletrônicos e bebidas importados aos congressistas. Numa viagem ao Paraguai para buscar muamba, foi preso pela PF.
O então presidente do Senado, Humberto Lucena, procurou aflito o da Câmara, Ulysses Guimarães:-Temos de dar um jeito na situação do Cafezinho!
-Não tenho nada com isso…- esquivou-se Ulysses.
-Ele tem um bolo de mais de cem cheques pré-datados de deputados e senadores! -, desesperou-se Lucena.Um par de telefonemas depois, Cafezinho estava solto.
RENATA LO PRETE, jornalista (painel@uol.com.br)
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