O risco de um desastre na região serrana do Rio de Janeiro, como o que ocorreu nesta semana e já deixou pelo menos 547 mortos, havia sido apontado desde novembro de 2008 em um estudo encomendado pelo próprio governo do Estado. A situação mais grave, segundo o relatório, foi identificada exatamente em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, cidades com o maior número de mortes em razão das chuvas intensas.
Segundo a geógrafa Ana Luiza Coelho Netto, professora da UFRJ e coordenadora do trabalho, o estudo visava apontar regiões vulneráveis, mas não detalhava pontos exatos de risco para os habitantes. O secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que faltou “apenas” retirar os moradores. Dias antes da chuva, a Promotoria preparava ação contra a Prefeitura de Teresópolis por ocupação irregular de área de risco.
De uma das cidades mais aprazíveis da Região Serrana do Estado do Rio, Friburgo se transformou num cenário de guerra. Faltam luz, água, telefone, comida e remédios. Há filas e desabastecimento, racionamento de combustível e corpos em decomposição. Para piorar a situação, houve saques, assaltos e boatos do rompimento de uma represa, que levaram pânico aos moradores. Este é também o cotidiano nas outras principais cidades da Região Serrana, três dias após a tragédia.
O prejuízo do setor turístico da Região Serrana do estado pode chegar a US$ 30 milhões – um número inédito para uma das áreas mais belas do estado. Houve queda na ocupação e 95% de cancelamentos nas reservas da temporada.
Das 3.200 famílias que perderam suas casas no deslizamento do Morro do Bumba, em Niterói, 800 ainda estão na fila para receber aluguel social. Muita gente acabou voltando a viver nas áreas de risco. As obras nas encostas não foram feitas.
A temporada de chuvas no Brasil também tem consequências na economia. Especialistas estimam que os danos causados na produção agrícola vão pressionar a inflação de janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), antes previsto para 0,7% este mês, já está com a projeção próxima de 1%. O alface, o tomate, o jiló e a abobrinha são os produtos mais afetados pelo excesso de chuvas, com maior reajuste nas prateleiras. E a alta deve se estender ao preço da carne.
Foi no sítio Poço Fundo, em São José do Vale do Rio Preto, que Tom Jobim criou Águas de Março, Dindi e Matita Perê. A casa onde gostava de passar férias foi destruída pelas chuvas.
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