Depois da polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aprovar a extradição do italiano Cesare Battisti, mas decidir que a palavra final caberá ao presidente Lula, o relator do caso, ministro Cezar Peluso, deixou clara sua irritação com o resultado do julgamento. Peluso disse que não tem condição de redigir o texto do acórdão que resumirá a decisão final. “Não tenho condições intelectuais de sequer resumir com inteira fidelidade o douto raciocínio da maioria”, reclamou.
A extradição de Cesare Battisti recebeu o apoio do vice-presidente José Alencar e do presidente do Senado, José Sarney. Eles recomendam a Lula seguir a posição do STF e da Justiça italiana, e determinar a transferência do ex-ativista condenado por quatro homicídios “O Supremo lavou as mãos, se desmoralizou”, disse Demóstenes Torres (DEM-GO). Juristas divergiram sobre o caso. O ministro da Justiça. Ministro aposentado do Supremo e ex-juiz da Corte de Haia, Francisco Rezek considera “um disparate”.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que a decisão do presidente Lula sobre o destino do ativista italiano Cesare Battisti será política e pode levar em conta, ou não, a autorização do STF para a extradição.
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