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7 DE SETEMBRO_Fazendo justiça

Breve História da Independência do Brasil

Tudo começou com a fuga da corte portuguesa para o Brasil, instalando-se no Rio de Janeiro que, assim, tornou-se a sede do império português. Reinando, o príncipe Dom João organizou a administração brasileira criando três ministérios: o da Guerra e Estrangeiros, o da Marinha e o da Fazenda e Interior.

Instalou também os serviços auxiliares e indispensáveis ao funcionamento do governo, entre os quais o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Junta Geral do Comércio e a Casa da Suplicação ( Supremo Tribunal).

A 17 de dezembro de 1815 o Brasil foi elevado a reino e as capitanias passaram em 1821 a chamar-se províncias. Com a morte da rainha D. Maria I, a quem Dom João substituía, deu-se a proclamação e a coroação do Príncipe Regente, que recebeu o título de Dom João VI.

Sob o governo de Dom João abriram–se fábricas, manufaturas de tecidos começaram a surgir, mas não progrediram por causa da concorrência dos tecidos ingleses. Bom resultado teve, porém, a produção de ferro nas províncias de São Paulo e Minas Gerais.

As atividades econômicas do Brasil ampliaram-se com a construção de estradas, melhoria dos portos, introdução de culturas agrícolas e pecuárias e a vinda de colonos europeus. O açúcar e do algodão, passaram a ser primeiro e segundo lugar nas exportações, no início do século XIX. Foi instalada a usina de ferro de Ipanema.

Como medidas de incentivo à cultura foram criadas escolas como a Academia Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola de Comércio, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, a Academia de Belas-Artes e dois Colégios de Medicina e Cirurgia, um no Rio de Janeiro e outro em Salvador. O Teatro de São João inaugurado em 1818.

Fundou-se o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real, cujo acervo era composto por muitos livros e documentos trazidos de Portugal. Também foi inaugurado o Real Teatro de São João e o Jardim Botânico. Uma atitude muito importante de dom João foi a criação da Imprensa Régia, que editou obras de vários escritores e traduções de obras científicas.

O processo histórico da chamada Independência do Brasil, que marcou o fim do domínio político português e conquista da autonomia administrativa, começou com as ações de ultramar reduzir o nosso país à condição de colônia. A desigualdade de tratamento estimulou muitas tentativas de libertação e muitas pessoas morreram na luta por este ideal sendo o caso mais conhecido o sacrifício de Tiradentes.

Os portugueses insistiram com violência à idéia de recolonizar o Brasil, mas a presença de Dom Pedro impedia a consecução do despotismo. Chamado em 9 de janeiro de 1822 de volta a Portugal, o príncipe reagiu respondendo negativamente aos chamados e proclamou : “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico.”

Após o Dia do Fico, Dom Pedro ampliou as medidas que desagradavam a metrópole. Convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra e determinou a volta das tropas portuguesas para o reino. Decidiu também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem a sua aprovação. E nas sessões da Maçonaria, exortava o povo a lutar pela independência.

O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, Dom Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.

A comitiva do futuro imperador estava em viagem de Santos para São Paulo no momento da decisão. Próximo ao riacho do Ipiranga, Dom levantou a espada e gritou : ” Independência ou Morte !”. O calendário marcava o dia 7 de setembro de 1822 quando foi proclamada a Independência do Brasil. Em dezembro de 1822, D. Pedro foi coroado imperador do Brasil.

Google/Caio Prado Júnior/Nelson Wernewck Sodré/História Nova/Miranda Sá

Miranda Sá

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Miranda Sá
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