Para entender o dia sem estragar o fim de semana
Hoje definitivamente é um daqueles dias difíceis, onde a coleção de más notícias é tão grande que qualquer um já pode perder o humor previamente, antes de começar o fim de semana.
Por que está tão ruim? É o cruzamento das duas crises: de um lado a financeira e bancária que ainda não acabou, e de outro a crise da economia real que já começou. Não há para onde olhar.
Além do mais, é o que eu tenho dito aqui: o mercado só tem um foco. Quando as coisas estão bem, ele despreza qualquer alerta sobre problemas se formando; quando está pessimista ele ignora notícia boa, como a do resultado da Vale do Rio Doce, ontem.
Mas há mais do que psicologia neste baixo astral de hoje: é que está todo mundo fazendo as contas no mundo e vendo que não apenas neste ano, mas no próximo não haverá bons resultados de empresa a serem apresentados.
Aqui esta semana produziu um nítido agravamento da crise, principalmente após a MP 433 porque ela produziu mal estar com o Congresso – que se sentiu meio o bobo da corte por não ser informado pelo ministro da Fazenda de algo que já estava pronto para ser assinado. E de outro pela constatação de que mesmo nossas vantagens não estão sendo suficientes para conter o impacto da crise.
Outro fator que torna o dia mais pessimista é o que eu tenho falado aqui: no mundo inteiro os investidores estão se dando conta que o tsunami está engolindo outros países do Leste Europeu e do Sudeste da Ásia.
Por último, a sensação de que os governos americano e europeu já fizeram tudo e nada está funcionando provoca uma nova onda de extrema desconfiança.
Vale repetir aqui, que este furacão de vários olhos, um dia vai passar. Por enquanto é ficar firme na cadeira com o cinto apertado. E não esquecer que o fim de semana está chegando. A gente poderá pelo menos pensar em tudo disso com mais distanciamento.
Fonte: Miriam Leitão
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