Ainda bem que o movimento estudantil foi comprado por Lula. Senão ia estar uma confusão danada por aí. O que o governo fez este ano com os estudantes brasileiros dava direito a um Maio de 68 novinho em folha.
Até agora, barulho mesmo nas ruas só o das mamães zelosas e suas buzinas poderosas na porta das escolas particulares. Andam impacientes, as guardiãs dos pimpolhos. Vai ver é por isso que eles vão chegando ao ensino médio preferindo o silêncio.
Se quisessem gritar, podiam agora ensurdecer o pais. Para o governo, o futuro é Olimpíada, Copa do Mundo e pré-sal. Gente não interessa.
Esse ministro marqueteiro da Educação, que a imprensa adora, deu seu primeiro golpe na cambalhota do Enem. Os estudantes ficaram sabendo em 2009 que as regras para concorrer à universidade seriam modificadas – em 2009. Virem-se.
É confortante para um menino de 16, 17 anos saber que a forma de avaliação do seu aprendizado na escola de repente não será mais aquela. Será outra, e ele que vá à luta de entendê-la, preparar-se para ela, vasculhar nos jornais se a carreira e a faculdade que almeja irão seguir o plano A, o B ou o A+B.
O vestibulando de 2009 tem que estudar as matérias e as acrobacias governamentais.
Vem a gripe suína, e lá vão as autoridades marqueteiras correndo aos holofotes. Sacam da manga um plano mirabolante de combate à epidemia, esticando as férias contra o vírus. O H1N1 mudou-se por duas semanas das escolas para os shoppings, as lanchonetes e os cinemas. Em seu lugar, veio a epidemia da ignorância e da bagunça curricular.
Correndo atrás do prejuízo da mudança das regras e do calendário, a estudantada subestimou a munição do governo trapalhão. A nova prova-vestibular no ensino médio foi impressa como se fosse um panfleto de Lula.
Claro que alguém ia ter a idéia de vendê-la. O cronograma de estudos da garotada foi para o espaço de novo.
Aí a decisão sobre a nova data do exame – atropelando o vestibular de várias universidades, que agora anunciam a seus candidatos que o Enem volta a não valer – é tomada em dupla pelos ministros da Educação e da Justiça (!), que é candidato a governador e não pode desperdiçar uma ribalta.
É compreensível o silêncio dos estudantes diante de tanto escárnio. Até 2016, tudo se resolve.
Guilherme Fiúza, jornalista e cineasta
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