17/11/1972 – Perón retorna depois de 17 anos de exílio
O político Juan Domingo Perón desceu com dificuldade a escada do avião que o trouxe de Roma ao Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, depois de 17 anos de exílio. O povo foi impedido de manifestar as boas-vindas ao seu antigo líder. A imagem de do ex-presidente de 77 anos, desembarcando em solo argentino de braços abertos e com um largo sorriso foi vista pela população apenas na TV.
Só 300 peronistas tiveram permissão de recebê-lo. Tanques patrulhavam os acessos ao aeroporto. O comércio foi fechado. Durante a madrugada, uma rebelião de 60 suboficiais peronistas foi reprimida com violência.
A chuva torrencial e o forte esquema de segurança impediram que o ex-presidente tivesse a acolhida programada por alguns setores do Movimento Justicialista, organização criada a partir das idéias que Perón pôs em prática nos seus dois mandatos anteriores.
O retorno do ex-presidente ao país foi negociado pelo presidente argentino, general Alegando Lanusse. No início da década de 70, a crise econômica agravava-se com a queda do Produto Interno Bruto (PIB) – resultado dos bens e serviços produzidos no país -, com o aumento do desemprego e da inflação, e a redução do salário real dos trabalhadores. A situação abriu caminho para a radicalização política e ações guerrilheiras, e para a volta do peronismo ao poder.
Em 73, Perón foi eleito pela terceira vez para a presidência, mas não conseguiu cumprir o mandato até o fim. No ano seguinte, morreria de enfarte. A mulher de Perón, Isabellita, eleita vice-presidente, assumiu o comando e foi deposta por um golpe militar em 1976. A junta chefiada pelo general Jorge Rafael Videla tomou o poder, dissolveu o Congresso e deu início à “guerra suja” – repressão violenta aos opositores. O número de desaparecidos durante a ditadura militar argentina é estimado entre 15 mil e 30 mil pessoas.
Populismo à moda de Perón
Perón foi presidente da Argentina de 1946 a 1951, reeleito em 1952 e novamente eleito em 1973. Na primeira gestão foi eleito com mais de 56% dos votos. Seus seis anos de governo foram marcados pela estatização das ferrovias, de empresas de telefonia, do petróleo e companhias de eletricidade, e pelo crescimento industrial.
Os trabalhadores ganharam direitos a aposentadoria, férias remuneradas, cobertura de acidentes de trabalho e seguro médico. Na política externa adotou uma postura antiamericana e antibritânica, criando o que chamou de terceira posição, um ponto entre o comunismo e o capitalismo.
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