Apesar da crise financeira em curso, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, pressionará a equipe econômica a não suspender o pagamento de emendas parlamentares. Coordenador político do governo, Múcio considera a liberação dos recursos fundamental para cicatrizar feridas abertas em aliados nestas eleições municipais. Aposta na iniciativa para impedir que eventuais mágoas ou descontentamentos decorrentes da campanha resultem em votos contrários ao Palácio do Planalto nos painéis de votação da Câmara e do Senado.
“Foram vitoriosos todos os partidos que apóiam o presidente Lula. Agora, a apuração dos votos é rápida. Já a das seqüelas de uma campanha é lenta”, diz o ministro. “O governo precisa terminar de pagar as emendas. Se isso não for feito, a situação pode se complicar”, acrescenta.
A meta de Múcio é assegurar o pagamento de mais de R$ 600 milhões em emendas até dezembro, em três parcelas mensais de R$ 200 milhões, o que fecharia um desembolso de R$ 3,24 bilhões neste ano.
A maior parte do dinheiro tem origem nos chamados restos a pagar. Ou seja, constava de leis orçamentárias de anos anteriores e ainda está pendente.
Fonte: Correio Brasiliense/Daniel Pereira
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