Raul Jungmann (PPS-PE) entrega na próxima terça (18) ao presidente do STF, Gilmar Mendes, a íntegra da gravação feita em reunião da cúpula da PF.
Membro da CPI do Grampo da Câmara, Jungmann requisitara a fita, há dois meses, num requerimento de informações dirigido à Polícia Federal.
A PF vinha se recusando a atender à requisição do deputado. Súbito, neste final de semana, Jungmann recebeu, finalmente, uma cópia da gravação.
Dá-se num instante em que o áudio da reunião, antes tida por secreta, já se encontra pendurado nas manchetes.
O encontro da PF ocorreu em 14 de julho, uma semana depois da deflagração da Operação Satiagraha.
Participaram dirigentes da PF, o delegado Protógenes Queiroz e integrantes da equipe dele. Foi uma conversa em que se lavou roupa suja.
Protógenes foi cobrado por seus superirores, irritados por não haverem sido informados acerca dos detalhes da investigação contra Daniel Dantas.
A certa altura, Protógenes pronunciou uma frase que soou como admissão de que, auxiliado pela Abin, o delegado bisbilhotara ilegalmente o STF.
Mencionou, sem dar detalhes, um “trabalho de inteligência” feito no Supremo. Eis a frase que açula a polêmica:
“Nós sabíamos que tinha um HC [habeas corpus] já preparado, já um outro HC, que estava sendo gestado no gabinete no Supremo Tribunal Federal… né? E em escritórios de advocacia. Isso em trabalho de inteligência que nós…”
Para Jungmann, “o Supremo tem o direito de saber aquilo que diz respeito a ministros da nossa Suprema Corte”. Por isso decidiu entregar a gravação a Gilmar Mendes.
Em julho, quando a gravação fora feita, o governo tratava o assunto como segredo de Estado. Depois de reunião realizada na sala de Lula, optou-se por divulgar apenas quatro minutos de uma fita de quase três horas.
Vieram à luz na época somente os trechos que, na visão do governo, deixavam claro que Protógenes afastara-se do inquérito da Satiagraha por vontade própria. Uma lorota.
O ministro Tarso Genro (Justiça) alegara, à época, que o resto da gravação teria de ser preservado porque se havia discutido na reunião detalhes de apurações sigilosas.
Agora, decidido a expor os desacertos de Protógenes, o governo cuida de difundir ao máximo o áudio do encontro ex-secreto.
Torça-se para que a PF exiba o mesmo empenho para levar às barras dos tribunais os investigados originais: Daniel Dantas e sua trupe.
Fonte: Josias de Souza
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