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Crise

Crédito melhora na margem, mas retrai em 12 meses

O Banco Central divugou agora pela manhã o relatório de crédito do mês de novembro. Os dados mostram basicamente duas coisas: em relação a outubro, há uma pequena melhora, mas nas comparação com novembro do ano passado, há uma forte queda.

Ou seja, se por um lado, as ações do Banco Central de liberação de compulsório impediram que o quadro se agravasse de outubro para novembro, por outro, o cenário como um todo é muito pior do que no ano passado, como reflexo da crise financeira mundial.

Isso tendo como parâmetro as concessões diárias de crédito, que são mais importantes do que o volume total de crédito da economia. Enquanto as concessões mostram as novas operações realizadas, o volume total inclúi também operações antigas.

Vamos aos números:

A média diária de concessões totais de crédito (somando pessoas jurídicas e físicas) teve um crescimento de 14% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2007, 10% em setembro (também na mesma base de comparação), 2% em outubro, e retração de 2% em novembro. Percebe-se aqui claramente a desaceleração até chegar ao encolhimento. Os números batem com o marco de agravamento da crise que foi a quebra do Lehman Brothers, dia 15 de setembro.

Já na comparação mês a mês, em novembro houve uma pequena recuperação. De acordo com o economista Antônio Madeira, da MCM Consultores, isso significa que os bancos estão repassando parte do dinheiro liberado em compulsório pelo Banco Central.

Na margem, houve um aumento da concessão diária de crédito de 4,2% de outubro para novembro. Para pessas físicas, o crescimento foi de 6%, enquanto para as jurídicas, a alta é de 3,3%. Mesmo assim, essa melhora veio acompanhada de juros mais altos e prazos de financiamentos menores.

– O crédito está mais caro e com prazos mais curtos, e isso é reflexo da crise que aumentou com a crise – afirmou Madeira.

Sobre o volume total de crédito, vale ressaltar que pela primeira vez atingiu 40,3% do PIB, taxa recorde e que foi atingida um mês antes da previsão do Banco Central, que era dezembro.

Fonte: Miriam Leitão

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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