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Crise

China deve crescer 7% em 2009, diz Bradesco

A intensiadade da desaceleração na China vem surpreendendo os economistas e praticamente já colocou por terra a tese do descolamento. O Departamento de Estudos Econômicos do Bradesco estima que o crescimento da economia chinesa será de 7% em 2009. Para um país que vinha crescendo a taxas acima de 10% durante anos, pode-se dizer que a taxa é modesta.

Um indicador que aponta para a forte desaceleração no país é o índice antecedente da produção industrial. Ele mede o nível de estoques, empregos, novas encomendas, produção e pedidos de exportação no país.

Vejam no gráfico abaixo, como o indicador apresenta curva semelhante ao que aconteceu nos Estados Unidos e na União Européia. Reparem como ela começa a cair logo em seguida, sugerindo que o espaço de tempo para que China fosse atingida foi bem curto.

O PMI (Purchasing Managers Index) chinês em novembro ficou em 38,8 pontos. Nos EUA, o indicador semelhante está em 36,2 e na União Européia, 35,6. Quando o número fica abaixo de 50 pontos, indica que a economia está em processo de contração.

A queda forta no índice de preços ao consumidor divulgado hoje, de 4% para 2,8% nos dozes meses terminados em novembro, também mostra que a crise está mexendo com o consumo. Para se ter uma idéia do tamanho da queda, em fevereiro, o acumulado no mesmo espaço de tempo somava 8,7%. Nessa época, a inflação era o maior temor do governo chinês.

Outro ponto importante e que só agora chama atenção dos economistas são os cortes de energia promovidos pela China no meio do ano. Na época, isso foi encarado como uma medida para diminuir a poluição para as Olimpíadas. Porém, a análise dos dados hoje mostra que a redução não aconteceu somente na região onde os jogos foram disputados, mas no país inteiro, sinalizando que o governo chinês já previa que o ritmo de crescimento seria menor.

“Hoje, percebemos que o ajuste na economia chinesa já vinha acontendo há mais tempo. O número de falência de empresas já estava alto e o preço dos imóveis também vinha caindo”, explicou o Bradesco.

Mas isso não significa que a China entrará em recessão, apenas crescerá menos.

Fonte: Míriam Leitão

Marjorie Salu

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