Novas ordens
O mundo em transe com o colapso dos ativos; extravagâncias na divisão de poder: cinco países europeus, com o mesmo BC, têm 36% dos votos no FMI. Mesmo assim, os embaixadores Rubens Ricupero e Sérgio Amaral não acreditam em nova ordem econômica internacional. Os dois sugerem mudanças aqui: proteção da Amazônia e educação dos negros levarão o Brasil ao século XXI.
Conversei com os dois no programa da Globonews. Ricupero acha que o novo presidente americano terá que, primeiro, acudir as emergências internas.
— Será preciso acabar com o incêndio, remover o entulho. Não é no meio do incêndio e do entulho que se reconstrói o edifício.
Amaral lembrou que toda vez que surge uma crise, fala-se em reformar a arquitetura econômica internacional.
— Reformar o quê? Os Estados Unidos já disseram que querem mais transparência, mais controle de risco e regras convergentes, mas não em uma regra internacional de regulação para os países. A Europa quer uma instância internacional para regular e num banco central emprestador de última instância, e isso é mais ambicioso. Mas é preciso saber quem vai fazer a reforma, se será o FMI.
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