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AUTÓPSIA ELEITORAL

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Entrei no anfiteatro da ciência,/ Conduzido por mera fantasia,/ E aprouve-me estudar anatomia,/ Para dar um novo pasto à inteligência… (Fontoura Xavier)

Do nosso epigrafado, o notável poeta Fontoura Xavier, no seu soneto “Estudo Anatômico”, descreve uma autópsia “… numa mesa onde jazia uma imóvel matéria, úmida e fria, que outrora animara humana essência…” Neste necrotério, encontro também virtualmente o cadáver putrefato do Partido dos Trabalhadores…

Faço uma autópsia eleitoral. Com asco, pego o bisturi, abro o defunto, e nas vísceras encontro os primeiros indícios da corrupção com as denúncias em que o PT-governo e Lula fraudaram a empresa dos Correios. Chocou a Nação o vídeo em que Waldomiro Diniz aparece recebendo propina.

O então deputado Roberto Jefferson foi apontado como articulador do esquema. Reagindo, Jefferson revelou o uso do dinheiro público surrupiado para compra de votos no Congresso pelo PT em troca de apoio. O todo poderoso ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, chefiava as ações feitas pelo publicitário mineiro Marcos Valério.

Através de Valério sob as ordens de Dirceu, o PT pagava mesadas de R$30 mil para que parlamentares votassem a favor do governo Lula na Câmara. Daí nasceu o nome deste logro: “Mensalão”.

Além do “primeiro ministro” petista, nomes do círculo íntimo de Lula foram ligados ao assalto, o ministro Luiz Gushiken, o presidente do partido José Genoíno, o secretário-geral Sílvio Pereira e o tesoureiro Delúbio Soares. Diante do escândalo, apostando na impunidade, José Dirceu espetaculariza a denúncia contra si e renuncia à chefia da Casa Civil, voltando para a Câmara dos Deputados.

Resumindo esta primeira dissecação, vimos o julgamento do fato pelo STF, tendo o ministro Joaquim Barbosa como relator do caso, onde o bando petista e seus parceiros foram acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e formação de quadrilha e fraude. O pivô do crime, José Dirceu e os hierarcas do PT foram condenados e presos.

Nas vísceras, não encontramos Lula, que escapou como uma vesícula removida cirurgicamente graças a FHC; e, talvez por isto, encontramos na cavidade abdominal a metástase do virulento crime contra o Brasil: o Petrolão, nome atribuído ao esquema continuado de corrupção e desvio de fundos ocorrido na Petrobras.

Foi usado o dinheiro da estatal do petróleo, com contratos superfaturados que favoreciam empreiteiras, que por sua vez, pagavam propinas ao PT e os seus aliados, e individualizando em benefício de políticos lulopetistas.

Foi o retorno às barganhas para comprar votos e financiar campanhas políticas. Desta vez, felizmente, surgiu um antídoto, a Operação Lava Jato, que prendeu o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto da Costa.

Youssef adotou a delação premiada no processo, revelando vários nomes comprometidos, entre eles o de Dilma Rousseff e Lula da Silva, embora por motivo ignorado e suspeito não tenha apresentado provas do envolvimento deles. Mas uma coisa é certa: Lula recebeu o benefício com um tríplex, e a compra da Refinaria de Pasadena, aprovada por Dilma, é criminosa.

Segundo o jornalista Felipe Moura Brasil, no Petrolão, o PT recebeu entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos.

Dos oito anos de Lula, e pouco mais de cinco do seu fantoche Dilma, sobraram nos restos mortais do PT células cancerígenas que, pela autópsia feita, representam uma generalizada roubalheira que ultrapassa R$ 47 bilhões em subtrações fraudulentas.

O cadáver fétido do partido corrupto apresenta muitos outros tumores malignos, que constantes da necropsia, e comprovados, são jogados no lixo hospitalar, onde os vermes ululando com voraz apetite parecem lhes dar vida, criando uma imagem de ressuscitação…

Nesta cena de asco, aparece uma larva com a máscara nojenta de Lula da Silva. É Fernando Haddad, protagonista da tentativa de volta do tumor maligno. Não concorre à presidência, mas “para tomar o poder”  anunciando a convocação de uma “constituinte exclusiva” como a que fez o ditador Maduro na Venezuela.

Diante disto, deixam-nos sem opção. Cabe ao eleitor consciente recusar-se a eleger o representante espectral da doença que abateu o Brasil, material, moral e politicamente.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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