Disparates na República dos Pelegos
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
Já se vai mais de dois meses do dia em que Lula da Silva disse que a crise financeira internacional não passava de uma marolinha. De lá para cá a onda cresceu e o Pelegão, com a malandragem que aprendeu na pelegagem, foi se adaptando, se desdizendo, deixando-se entrevistar e fotografar para deixar seu besteirol no esquecimento.
Como sempre, o Pelegão assumiu a condição de salvador da pátria, distribuindo dinheiro com os banqueiros amigos e viajando à Europa e aos Estados Unidos levando a solução do problema no bolso. Mas não está sendo fácil convencer a inteligêntsia brasileira.
Em seu apoio, acorreram as seis centrais sindicais, passados – repito – 60 dias do conflito da jogatina financeira e a economia real. Os pelegos vieram – emprestando com alarido – sugestões para salvar o Brasil da ruína.
A burocracia sindical, obesa com a generosa gordura do imposto sindical compulsório, é devagar. Só agora, passados 60 dias, 1.440 horas, 86,400 minutos e 5.184.000 segundos chegam a CGTB, CUT, CTB, Força Sindical, NCST e UGT (pela ordem alfabética) alertando o Chefe que a marolinha virou um tsunâmi.
As propostas da pelegada nada trazem de novo. Devem ter sido copiadas de teses da revista “Problemas” do velho partidão, de teorias trotskistas da IV Internacional ou de paradoxais conceitos das pastorais católicas. Coisas do século passado, antes da queda do muro de Berlim.
Se não há novidade no esforço (e que esforço!) da pelegagem, os brasileiros ficaram sabendo que as centrais sindicais existem, embora nada façam em defesa dos trabalhadores, como seria seu dever. Sua atuação é para ajudar a República que elegeram como sua, identificando-se com o PT-governo.
As seis centrais que mamam nas tetas do Ministério do Trabalho batizaram suas recomendações como “documento unitário dos trabalhadores”. É uma análise capenga da conjuntura mundial diante da crise do capitalismo. Contribuição ao neoliberalismo adotado pelo Presidente.
É incrível que essas organizações de cúpula não tenham esboçado sequer um tímido apelo a Lula pela derrubada do fator previdenciário, um garrote que atormenta os trabalhadores aposentados e pensionistas. Nada se viu ou ouviu dessa gente criticando o ministro Paulo Bernardo, que quer vetar o projeto do senador Paulo Paim, já aprovado no Senadol.
Paulo Bernardo, oriundo da pelegagem sindical, repudia abertamente o projeto que resgata a dignidade dos beneficiários do INSS .Ele se opõe à aprovação da lei, que considera “absurda e corrosiva”, e nenhum “líder dos trabalhadores” que pensam em ajudar a economia capitalista deu um pio em defesa dos aposentados.
Também outro ministro, José Pimentel, da Previdência Social, exorta a base governista na Câmara dos Deputados a rejeitar o projeto de Paulo Paim e as centrais se omitem. E o argumento de Pimentel é pífio, dizendo que a Previdência Social irá à falência se o “fator previdenciário” cair.
Não vai muito longe o tempo em que o PT-partido e sua linha auxiliar, a CUT, gritaram “fora FHC” porque o presidente de então usou o mesmo raciocínio quando propôs a reforma da Previdência. Assumindo o neoliberalismo, petistas e pelegos igualam-se a Collor, FHC e aos 300 picaretas do Congresso Nacional…
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