Charles Darwin contra os dogmas caducos
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
BLOG: www.mirandasa.com
Por um imperativo da consciência humana, eu não poderia deixar de associar-me às homenagens que o mundo civilizado faz a Charles Darwin pelos 200 anos do seu nascimento, ocorrido na Inglaterra a 12 de fevereiro de 1809.
Considero uma obrigação das gerações que atravessaram o obscurantismo do século 20 reverenciar Darwin, o revolucionário fundador da Antropologia Biológica e divulgador dos preceitos científicos da origem e evolução das espécies.
Este compromisso é a expressão da solidariedade ao sábio que, segundo Karl Marx, desferiu um golpe mortal na teleologia das ciências naturais com o livro A origem das Espécies, demonstrando que os seres viventes, animais e plantas, se transformam sem cessar.
E foi além: ensinou que essa evolução natural e histórica determina o desaparecimento de conhecidas criaturas e o aparecimento de novas outras, sem interferências sobrenaturais como ensinam as religiões.
É por isso que passados 150 anos do darwinismo, a teoria da evolução das espécies e a conclusão da origem do Homem a partir de macacos antropóides, ainda é combatida pelos metafísicos, presos à mitologia bíblica da criação do homem a partir de um boneco de barro vivificado pelo sopro divino.
Charles Darwin publicou dois livros, A Origem das Espécies, em 1859 e A descendência do homem, em 1871. A exposição contida em sua obra estabeleceu a sistematização da teoria evolucionista, um extraordinário avanço científico.
A seleção natural e a origem do ser humano esclareceram que o Homem é parte da natureza e parente de todos os seres vivos. Assim, não é por acaso que assistimos em pleno século 21 a oposição de religiosos dogmáticos que se mantêm acreditando na lenda de Adão e Eva.
Reagindo, a comunidade científica mundial dá um total crédito à análise da evolução humana e histórica, considerando as condições espacial e temporal das mudanças para a excelência da linha evolutiva.
Isto não é por acaso. Os homens de ciência sabem que foi o darwinismo que inaugurou a Era Científica do conhecimento humano. Antes dele, concepções hipotéticas amparavam religiões e filosofias, dominando corações e mentes com dogmas caducos.
Mesmo sem ter derrotado para todo e sempre as tendências especulativas, a ciência natural avançou, a partir de Darwin, em todos os ramos da pesquisa do universo, do planeta e da vida. O saber humano se excedeu na antropologia, na arqueologia, na paleontologia e até na psicologia.
O essencial para os estudiosos livres de peias ideológicas é não confundir o Homem com o animal, alegando que aquele provem deste… Esta confusão é primária: na proposta de Darwin nada indica que “o Homem descende de gorilas”, mas que “homens e gorilas descendem de ancestrais comuns”.
Vê-se que não foi e não é, por falta de clareza, que a demonstração científica de Darwin serviu e ainda serve à falta de argumentos dos que insistem em negar a idéia de que as diversas espécies de animais e plantas estão ligadas pela mesma origem e não surgiram casualmente, prontas e acabadas.
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