Antes de viajar para Paris para um fim-de-semana de descanso, Lula teve um inusitado encontro com seu parceiro político, José Sarney. O Capitão-Mor do Maranhão agiu na reunião como um mestre: arvorando-se de todo-poderoso presidente do Congresso, disse que não pediria licença ou renunciaria. E fez de Lula seu refém.
Enquanto isso, na porta do Palácio, como um pedinchão, estava o PT, desarvorado e humilhado, como um iô-iô subindo e descendo conforme o impulso dado pela chefia dos saltimbancos.
A degradação partidária é tão grande que sobram pouquíssimos a manter a dignidade que é exigida dos homens públicos. Nesta minoria, destaca-se o senador acreano Tião Viana, dando uma entrevista para a revista Veja, afirmando: “Lula nada fez para evitar a desconstrução e a perda de autoridade moral do Congresso”.
O reconhecimento de Tião enfureceu o Presidente que, nada tendo a contestar, pediu “provas” de ilicitudes praticadas por Sarney. Mais provas? Não bastam os atos secretos, o nepotismo e o patrimonialismo? Já não chega a própria constatação quando disse que Sarney era um dos maiores ladrões da História do Brasil?
Por interesse próprio, contra a República e a Constituição, Lula disse que Sarney não deveria ser tratado como “uma pessoa comum”. Porque não? Em que artigo da Constituição Sua Excelência se baseia para conferir privilégios monárquicos?
Mas Tião, repito, está em inferioridade numérica na bancada senatorial do PT, enquanto o paulista Mercadante, uma expressão masoquista, emocionado defende Sarney, em nome da governabilidade… Que governabilidade? Pelo que se saiba, governar é reger o país sob o império da Justiça e conduzi-lo para o progresso e a paz social, coisa que Lula não faz.
Os neopetistas que põem o pescoço na cangalha de Lula devem se envergonhar, pois conhecem a biografia de Sarney. Sabem do seu fisiologismo durante a ditadura militar, do enriquecimento voraz e inexplicável e da transformação do valoroso Maranhão num feudo eleitoral ignorante e miserável.
Qual dos lulistas-petistas bajuladores não vê que a oligarquia sarneysta se formou dentro do poder, pelo poder e para o poder, e o patrimonialismo foi a fonte de sua riqueza impressionante?
Que os peleguinhos e peleguinhas sindicalistas que chegaram ao poder por estelionato eleitoral ceguem diante desse fatos concretos, é explicável. Mas Arns, Botelho, Mercadante, Paim e Suplicy, não dá para entender; pela lógica não deveriam banhar-se no lamaçal da picaretagem.
Os homens e mulheres deste país que não saíram de chocadeiras, mas tiveram pai e mãe, se acanham ao assistir o domínio dos Cafeteira, Collor, Jáder, Jobim, Jucá, Renan, Salgado e Lula, este, convertido no 301º picareta… Noves fora as “guerrilheiras” Dilma Rousseff e Ideli Salvatti… Que sobrenomes, hein!
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