Sentinela do povo na Amazônia
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
O general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, comandante do Exército na Amazônia, repetiu em entrevista dada a Jávier Godinho, do Diário da Manhã de Goiânia, suas considerações sobre a ameaça real que paira sobre a Amazônia.
Nas recentes declarações, disse o general Heleno: “A cobiça internacional não é uma paranóia dos militares. Ela tem sido expressa nos discursos de autoridades de diferentes países, o que reflete uma cobiça que não é explícita e não tem endereço ainda, mas é genérica. No momento que verificamos o potencial da Amazônia, tudo que ela já mostrou que tem e o que ainda não foi prospectado, mas sabemos existir, tudo isso faz com que devemos nos prevenir contra esta cobiça internacional”.
Todos os patriotas brasileiros temem a cobiça internacional sobre o Grande Norte, e é sempre bom repetir, como fez o general Heleno, a existência na região de “potencialidades fantásticas em termos de riquezas naturais”.
As preocupações do General deveriam ser também nossas. E uma delas, é fundamental para garantir a soberania brasileira, a presença efetiva do Estado. Acrescentaríamos outra: a seriedade do Governo Federal ao tratar dos problemas advindos da interferência de Ongs estrangeiras no território.
Por respeito ao Supremo Tribunal Federal que ainda não pôs na pauta o problema criado com a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, o comandante Heleno não abordou a questão. Apenas repetiu tratar-se de “um tema polêmico e que tem que ser discutido não por poucos indivíduos, mas por toda a sociedade brasileira”.
Como chefe militar o general Heleno está correto. Os estudiosos do problema também estamos certos em observar democraticamente aos senhores juízes que a questão das reservas está envolvida com fatos obscuros, que vão de um equivocado viés ideológico ás ações suspeitas de empresas mascaradas de entidades humanitárias.
Quanto ao idealismo (extremista) do bispo Pedro Casaldaglia pregando que “História do Brasil em relação aos índios é uma história de usurpação etnocida, genocida e suicida…”, registramos a responsabilidade da Igreja Católica na imposição religiosa e a exterminação cultural dos silvículas.
É uma verdade inegável o trato desumano que os primeiros colonizadores e, mais tarde, que os desbravadores dos sertões deram aos povos indígenas, imprimindo massacres e explorando a escravidão.
Também é impossível não reconhecer que missionáriuos cristãos, aventureiros e exploradores levaram seus conceitos civilizatórios àquela gente. E muitos com ajuda solidária, como temos ainda vivo o exemplo do marcehal Rondon e dos sertanistas e estudiosos seus seguidores.
Amarrando estas observações no feixe das boas intenções, vale a pena mensurar o esbanjamento de milhões de hectares de terras com reservas indígenas. Apontar a injustiça contra os trabalhadores e racismo contra os brancos, caboclos, mulatos e negros que ocorrem em Roraima na Raposa Serra do Sol.
Ali, foram destinados 1,74 milhões de hectares para 14.000 índios, e exige-se a expulsão dos não-índios que ocupam terras há décadas. Chega-se ao absurdo de separar casais, o cônjuge índio fica e o não índio se vai…
É notório o desapreço do Governo Federal e dos seus alcólitos pela visão humanísta nas demarcações. Os atuais ocupantes do poder fecham os olhos para a atividade estrangeira, para o estupro das crenças ancestrais e a falta de reconhecimento da imensa e inevitável aculturação dos indígenas.
Por isso, e pela falta de estudos e planejamento para compreender a situação, o Governo Federal atinge arbitrariamente os não-índios brasileiros, mas favorece o arrendamento de florestas na Amazônia, grupos estrangeiros… Felizmente está lá o general Heleno, sentinela avançada do povo brasileiro.
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