O articulista da Folha de São Paulo, Vinicius Torres Freire, fez uma proposta interessantíssima em artigo publicado esta semana. Como uma lição de bom jornalismo, ele sugere que se pergunte aos presidenciáveis sobre as “avacalhações” que os seus partidos e aliados promovem no Congresso Nacional.
Para ele, seria um teste perguntar o tema para Dilma, Marina e Serra, que posição assumem sobre o aumento do valor das aposentadorias que os parlamentares desta última legislatura querem aumentar de 6,14% propostos pelo governo federal para 7% reivindicados pelas representações de aposentados e centrais sindicais.
Os parlamentares estão de olho nos votos, como também os candidatos a cargos executivos; mas estes últimos vão gerenciar o dinheiro público e terão um difícil começo de administração para cumprir o reajuste demagógico, que extrapola a capacidade de pagamento do INSS.
Este tema é preferencial para Vinícius. Mas nós, leitores de jornais, ouvintes de rádios e telespectadores poderíamos listar vários questionamentos aos principais candidatos à sucessão de Lula da Silva. Até mesmo sobre a herança que ele deixará se maldita, como o Plano Real de FHC ou bendita, a simulação afetada de populismo, como o Bolsa Família e outras bolsas que estimulam o comodismo.
Da minha parte eu escolheria teses ligadas à política exterior e à defesa e consolidação da democracia. Meu questionário incluiria o caso dos presos de consciência de Cuba, para saber o que o pretenso futuro presidente (ou presidenta, como quer Dilma), se eles concordam com Lula, comparando opositores do governo com criminosos comuns.
Também sob o foco das relações internacionais, o que Dilma, Marina e Serra pensam a respeito do direito de países soberanos – como no caso do Irã – se teem direito de desenvolver uma política nuclear própria, com fins pacíficos ou não.
Sobre a democracia, de que maneira os candidatos encaram as investidas do PT-governo de implantar um controle “social e democrático dos meios de comunicação”, como propõe o ministro Vanuchi no simulado Programa dos Direitos Humanos, máscara da investida totalitária dos atuais detentores do poder.
Com certo cinismo, o senador Aloizio Mercadante – com sua repugnante subserviência a Lula – diz que o “controle” será exercido por nós, leitores de jornais, ouvintes de rádios e telespectadores. Nas ditaduras, os leitores de jornais, ouvintes de rádios e telespectadores, são figuras de retórica; quem os representa são os censores e a polícia política.
Pela democracia e republicanismo vale à pena interrogar Dilma, Marina e Serra como serão suas relações com o Congresso Nacional. Há que haver uma definição séria, depois da triste experiência de Zé Dirceu, estabelecendo uma base parlamentar de apoio ao PT-governo pela compra dos parlamentares, no chamado “mensalão”.
Pessoalmente, eu gostaria de saber sobre o intercâmbio entre o Poder Executivo e o Judiciário, principalmente com os ministros do Supremo Tribunal Federal, que na atualidade assumem posições políticas, tendências ideológicas, e tratamento diferenciado nos julgamentos de plenário.
Por fim, insisto em ver definidas as posições de cada presidenciável a respeito da Federação. É impossível continuar tratando os estados federativos desigualmente, ao sabor dos interesses do presidente e do partido no poder. O caso das verbas da união para os sinistros é o exemplo mais-do-que-perfeito disto.
Enquanto o Rio de Janeiro, que atravessa uma tragédia inominável com os últimos temporais recebeu 0,96% dos repasses, a Bahia teve 62%. Por causa de um ministro candidato e de um governador do partido de Lula. E assim, o sofrimento do povo é carta fora do baralho da politicagem.
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