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STF julga denuncia contra líder do PMDB na quinta

Valdir Raupp (RO), líder do PMDB no Senado, deve ser levado ao banco dos réus na sessão plenária do STF marcada para a próxima quinta-feira (13).

Investigado pela Polícia Federal, o senador foi acusado formalmente pelo Ministério Público da praticado “crime contra o Sistema financeiro”.

Deu-se na época em que Raupp era governador de Rondônia. Sua administração obteve do Banco Mundial um empréstimo de R$ 167 milhões.

O dinheiro deveria ter sido usado em projetos de gerenciamento de recursos naturais do Estado. Uma parte, porém, foi desviada para as arcas do Tesouro estadual.

O governo usou o dinheiro para pagar salários de servidores. Algo que, por ilegal, caracteriza crime financeiro.

No julgamento de quinta, o Supremo dirá se aceita ou não a denúncia contra o ex-governador Raupp. Deve aceitar.

Trata-se, em verdade, da continuação de uma audiência interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Quando Gilmar pediu prazo para analisar os autores com mais vagar, o placar já era frontalmente adverso a Raupp.

O relator do processo, Joaquim Barbosa, votará a favor do recebimento da denúncia.

Acompanharam-no outros cinco ministros: Cármen Lúcia, Ricardo Lewandwoski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso.

Como o plenário do Supremo é comporto de onze ministros, os seis votos já compõem uma maioria contra Raupp.

Na sessão de quinta, Gilmar Mendes lerá o seu voto. Se for contra Raupp, a fatura estará liquidada.

Se for a favor, o futuro de Raupp estará na dependência de uma mudança de opinião dos ministros que já votaram.

Mantendo-se os votos, o líder do PMDB vai ao banco de réus. Abre-se a fase do contraditório.

A defesa de Raupp não nega que um pedaço do empréstimo do Banco Mundial pagou salários de servidores.

Alega-se, porém, que o dinheiro teria sido restituído e aplicado nos programas contratados com o organismo internacional.

De resto, Raupp vale-se de um argumento à Lula. Alega que não sabia da aplicação atravessada das verbas do Banco Mundial. Quando soube, o mal já estava consumado.

A encrenca vem à tona num instante em que Raupp tenta convencer os seus liderados a reconduzi-lo ao comando da bancada no exercício de 2009.

Fonte: Josias de Souza

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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