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Christie’s prevê recorde com obras de Rembrandt e Rafael

A casa de leilões Christie’s está confiante de que a recessão já acabou no mundo das artes, e antevê recordes na terça-feira que vem com a venda de obras de grandes mestres como Rembrandt, Rafael e Il Domenichino.

Funcionárias da casa de leilões Christie's exibem "Retrato de um homem, a meia distância, com as mãos na cintura", de Rembrandt, que pode ser arrematado por até R$ 70 milhões (4/12/09)

A maior casa de leilões do mundo qualifica essa venda como histórica. As estimativas pré-vendas variam de 45 a 63 milhões de libras (75 a 105 milhões de dólares), maior valor já alcançado em leilões desse tipo. Serão 43 obras, desde o Renascimento até o século 19.

“Este leilão promete ser um marco para o mercado de arte”, disse Richard Knight, codiretor internacional da Christie para mestres antigos.

“O mercado (para obras de mestres antigos) demonstra grande estabilidade ao longo do último ano (…) e os colecionadores continuam aproveitando as oportunidades para adquirir obras que raramente aparecem no mercado”, afirmou.

Ao contrário de outros setores do mercado, especialmente a arte contemporânea e russa, as obras dos mestres antigos praticamente mantiveram seus valores durante a crise financeira.

A obra mais cobiçada no leilão da Christie’s será o “Retrato de um homem, a meia distância, com as mãos na cintura”, pintado em 1658 por Rembrandt e que passou quase 40 anos sem ser visto. Na última vez em que foi leiloada, em 1930, a tela alcançou 18,5 mil libras (em valores da época).

Agora, pode chegar a 18-25 milhões de libras, o que pode ser um novo recorde para esse artista holandês – o maior valor já alcançado por uma obra de Rembrandt é 19,8 milhões de libras (29 milhões de dólares, na época da venda).

O recorde já alcançado por uma obra dos chamados mestres antigos foi 49,5 milhões de libras (77 milhões de dólares) pela tela “O Massacre dos Inocentes”, de Peter Paul Rubens, arrematada em 2002 na Sotheby’s londrina.

Também será leiloado na terça-feira um desenho do mestre renascentista Rafael, usado como estudo para uma figura em um afresco no Vaticano.

A “Cabeça de uma Musa” pode alcançar 12-16 milhões de libras (20-26 milhões de dólares), segundo estimativas da Christie’s. O atual recorde para um desenho de um mestre antigo é de 8,1 milhões de libras.

Um terceiro destaque é “São João Evangelista”, do italiano Domenico Zampieri, conhecido como Il Domenichino. A obra barroca está avaliada em 7 a 10 milhões de libras.

Fonte: UOL Entretenimento
Marjorie Salu

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Marjorie Salu
Temas: Rembrandt

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