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O CENTRO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                                 “Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas”                        (Voltaire)

Aceito quase como um provérbio secular, há um pensamento muito repetido mundo afora pregando a eliminação dos extremos para revelar o que é íntegro; é uma lição de Aristóteles, no seu texto “Ética a Nicomaco”. Vem do grego, “In Medio Est Virtus”, e com a tradução latina do conceito, “virtus in médium”, que significam “a virtude está no meio”.

Nesta época em que a política brasileira está conturbada por desprezo à cultura humanista e falsificação dos seus valores, a Nação sofre pela falta de lideranças com estofo de estadistas e substituídas por robôs contendo ideologias deturpadas e/ou superadas por partidos cartoriais ditos “de esquerda”.

Observadores da cena política veem apenas a movimentação da direita e da esquerda, linhas paralelas que se tocam no infinito do interesse dos seus protagonistas. Ambas rejeitam qualquer posição divergente, e negam juntas a existência de outras tendências. Afirmam-se como “ideologias próprias” sustentando não haver espaço para uma terceira via.

Diante das massas e para conquistar o eleitorado, mostram uma polarização de fachada, propagandística, garantindo para só elas o apoio para ocupar bancadas no Congresso e cargos executivos na União, estados e municípios.

Entretanto, a prática discursiva da direita e esquerda entram, porém, em contradição ao aceitar por vínculo causal, subdivisões e alianças de “centro-direita” e “centro-esquerda”.

Só dessa maneira admitem a existência do Centro. É um fato objetivo o reconhecer esta adoção filosófica presente na consciência humana que anseia por um governo baseado na razão e na justiça; e que o objetivo inarredável do desenvolvimento social é a liberdade.

Vê-se, então, que o espectro político esquerda-direita é a limitação das opções por imposição conceitos totalitários, enquanto a vocação do centro amplia a ideia de liberdade, reivindicando um Estado-Providência para atender as necessidades básicas do povo, e diminuto, restrito a coordenar a vida social, distribuindo a Justiça e regulando a segurança pública.

Assim, queiram ou não queiram os extremistas, o mapa das posições políticas se amplia com a extrema direita, direita, centro-direita, centro, centro-esquerda, esquerda e extrema esquerda. Isto é um fato concreto, inegável.

Fica desta maneira reconhecido o Centro Democrático ou Centro Liberal, como uma força ideológica no prisma político. Não é um rotulo e muito menos uma sigla partidária; é a expressão da aceitação de um ideário progressista adotando doutrinas filosóficas e éticas que levem ao desenvolvimento econômico.

O “centrismo” sincretiza igualmente, sem preconceito, princípios da direita e da esquerda, embora se assumindo sempre como uma “terceira via”. “Uma” porque admite a existência de outras, ao contrário das posições extremistas.

A transformação da sociedade, da economia e da política é a ideia sustentada pelo Centro para a conquista do progresso numa sociedade livre, justa, solitária e democrática. Advoga uma reforma que alcance os poderes executivo, judiciário e legislativo, livrando-os dos vícios ocasionais, mas mantendo-lhes a independência.

Estabelecida esta harmonia estatal, requer também um sistema fiscal com impostos diretos e progressivos, impedindo qualquer privilégio tributário e tendo a sua aplicação transparente para combater a corrupção.

Finalmente, para o Centro Liberal o Estado existe apenas para garantir o direito à vida, à liberdade e ao direito da propriedade. Com tais fundamentos – que alguns consideram utópicos –, não podemos nos envergonhar por defende-lo.

PENTE-FINO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Corrupção há em todo lado, na Europa, EUA, Ásia, etc.; mas no Brasil corrupção virou cultura política” (Luis A R Branco)

Espantado ao ler no Jornal Destak uma matéria sob o título “Pente-fino no INSS acha até grávida há dez anos”, resolvi dar uma pesquisada no subsolo para sociedade brasileira o reflexo da corrupção desenfreada dos andares de cima.

As investigações feitas na Previdência desde 2016 sobre concessões irregulares e mesmo criminosas, vem apresentando resultados incríveis. Desde então foram convocados 1,5 milhão de pessoas esquecidas pela perícia médica que avalia os auxílios Doença, Invalidez e Prestação Continuada.

É de pasmar os casos que são encontrados. Além de gestantes que receberam o benefício por hipertensão estendido por anos, cegos renovando carteira de habilitação, beneficiário de auxílio-doença desde 2008 que diz ter neoplasia maligna dos brônquios e pulmões e que trabalha como personal trainer e participa de maratonas…

Defrontou-se com a situação de um homem de 49 anos, que se aposentou por invalidez aos 40 anos por causa de dermatite, e casos de materialização de espíritos, segundo o ministro Alberto Beltrame, com 17 mil mortos recebendo o BPC.

Desde o início da Operação Pente Fino, realizou-se 481.283 perícias. Foram mais de 213.873 auxílios-doença que somadas a outras fraudes, foram cancelados 310.515 benefícios gerando uma economia de R$ 7,6 bilhões aos cofres públicos.

Pequenos corruptos e grandes prejuízos ao País nos levam aos grandes corruptos e gigantescos assaltos aos cofres públicos com perdas de valores astronômicos para o contribuinte. Este filme começa com a delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, iniciando a nacionalmente aplaudida Operação Lava Jato.

A empresa-ícone do povo brasileiro quase foi à falência pela desmedida corrupção que o complexo PT-governo-Empreiteiras implantou. O sistema de propinas foi oficializado, como se viu na contabilidade de várias empresas, e no recebimento de doações a partidos através de “caixa dois”.

Isto, porém, não é nada comparado ao escândalo dos empréstimos do BNDES para financiar obras no exterior com juros inferiores ao mercado de crédito. De acordo com delatores estes financiamentos renderam 3% de propinas, e calcula-se que somaram R$ 50 bilhões. Façam as contas para ver a gatunagem praticada.

Não custa lembrar que o BNDES financiou US$ 682 milhões para o Porto de Mariel, em Cuba; na Venezuela, US$ 637,89 milhões para a implantação de um estaleiro de construção e manutenção de reparos de embarcações e US$ 527,84 milhões para a construção da linha II do metro de Los Teques.

Ainda para a ditadura de Chávez e Maduro, usando o FAT, consumiu-se US$ 865,42 milhões para a Usina Siderúrgica Nacional. Na República Dominicana foram contratados US$ 656 milhões para a construção de uma central termelétrica.

Destinados ao governo narcopopulista de Cristina K, na Argentina, o banco de fomento destinou US$ 636,88 milhões para expansão da capacidade de transporte de gás natural, além de US$ 293,86 milhões para o sistema de distribuição de água de Paraná de Las palmas.

Além do perdão de dívidas dado a “ditadores amigos” na África, aponta-se Angola recebendo uma formidável quantia (que não consegui apurar) e Moçambique, que obteve US$ 320 milhões para construção de uma barragem.

Para isto, estimulamos o pente-fino que o MP está fazendo pedindo a cooperação internacional de 36 países, alguns deles conhecidos paraísos fiscais. Isto já rendeu R$ 5 bilhões e com a perspectiva de muito mais.

Vê-se que Lula sendo preso por causa de um tríplex está saindo barato para ele…

 

 

MAR DE LAMA

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“A água que não corre forma um pântano; a mente que não trabalha forma um tolo”. (Victor Hugo)

Quando do meu ingresso na faculdade, em 1954, a oposição a Getúlio Vargas atingia o auge com o seu líder, Carlos Lacerda, usando pela primeira vez e com muita habilidade a televisão, repetia o slogan “Vamos acabar com o Mar de Lama”, referindo-se às denúncias de corrupção no governo.

Paradoxalmente a expressão “Mar de Lama” foi do próprio Vargas, que o exclamou ao saber das transações ilícitas na administração pública e das maracutaias praticadas pelo seu guarda-costas Gregório Fortunato, chefe da guarda presidencial.

Estes fatos me chegam à lembrança por ter os olhos e a mente voltados para a sordidez implantada no País nos 14 anos de governo de Lula, preso em Curitiba graças à independência do Ministério Público Federal, à ação eficaz da Polícia Federal e ao juiz Sergio Moro.

É extenso o uso da palavra Lama, dicionarizada como substantivo feminino, que significa mistura heterogênea de terra e água; e no sentido figurado representando tudo que é vil e causa asco, sarjeta, degradação, indignidade.

Lembro-me de uma alocução do visionário Enéas Carneiro referindo-se ao Poder Legislativo, já na sua época dominado por quadrilhas de picaretas. Disse Enéas: “Miasmas pútridos emanam no Congresso em Brasília, contaminando o ar da metrópole. Mas o meu nome não exala odor mefítico, porque não chafurda no pântano da ignomínia”.

Batizada de Operação Mar de Lama, a PF nas Minas Gerais realizou uma ação de combate ao crime organizado. E, no mesmo Estado (onde evocamos Tiradentes e repudiamos o atual governador, corrupto e corruptor), fez-se uma campanha “Mar de Lama Nunca Mais” para criminalizar barragens como a da empresa Samarco que infelicitou Mariana e região, com danos ambientais, sociais e econômicos.

Com a mesma referência tivemos recentemente as palavras do general Rocha Paiva ao dizer que “O lodaçal da vergonha onde lançaram o país vem sendo dragado pela Lava-Jato. A nação passou a ver com clareza a degradação moral e ética das lideranças no Executivo e no Legislativo e, hoje, também a percebe na mais alta Corte de Justiça”.

Esta comunicação do militar brasileiro fotografa a realidade. Herdado da Era Lulista a lamacenta ignomínia veio para afogar as instituições republicanas, acovardadas, no pântano dos costumes apodrecidos.

Não dá para esquecer que o PT e seus puxadinhos no poder nadaram na lama da inconsequência, da irresponsabilidade e das propinas que enriqueceu os dirigentes partidários e elegeu pelegos analfabetos nos estados e por duas vezes na presidência a trapalhona Dilma Rousseff.

A miniatura do mapa oceanográfico da lama está desenhada no entorno da PF em Curitiba, no acampamento lulopetista, uma espécie de cracolândia ideológica, Ali se cultua Lula, chefe da organização criminosa. Mergulhados na latrina bolivariana e sem papel higiênico, os atoleimados acham natural insultar e agredir os que não pensam como eles.

… E o Pelego adorado nessa poça de lama que envergonha e revolta a capital paranaense, responde ainda por mais seis processos que vão da obstrução da Justiça até a práticas nada republicanas no exercício da presidência.

Este lamaçal de baixeza, desonra e infâmia tem, felizmente, os seus dias contados, pela reação de uma corrente de ministros togados que não se vendem nem se trocam, levantando-se contra as tentativas de distorcer e usar a Constituição para implantar o Reino da Impunidade.

O grupo que entra de sapatos enlameados pela politicagem no recinto solene do STF embora ruidoso, é medíocre e pequeno; transcende a “caranguejos” pelo cheiro característico da lama e, como os crustáceos do manguezal, só andam para trás…

 

 

 

DISCURSO DO ÓDIO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“O ódio é um veneno que bebemos esperando que os outros morram” (Shakespeare)

Na missa-show de aniversário de pessoa já falecida sob as bênçãos de padres narcopopulistas, o corrupto Lula da Silva condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, subiu bêbado a um palanque e fez um discurso de ódio.

Lembrou-me um dos clássicos da MPB, “O Bêbado e o Equilibrista” da dupla João Bosco & Aldir Blanc, que vale uma paródia “… E um bêbado trajando luto provocou risadas como uma tragicomédia de Carlitos”. O cheiro de cachaça transcendeu no narizinho da senadora Gleise.

A arenga típica dos pelegos espertos durou 55 minutos em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, que fugiu da sua função, transformando-se em partido político e seria fechado se a lei fosse respeitada no Brasil.

Lula falou para a plateia amestrada cujo fanatismo primário é pouco exigente quanto à seriedade da sua fala. Debulhando uma espiga de milho que não medrou, os grãos pecos pipocaram com o ruído da montanha que pariu um rato.

Foi um discurso de ódio: Ameaçou estabelecer a censura da imprensa nos moldes da ditadura venezuelana; ordenou atos terroristas com a queima de pneus para impedir o tráfego nas estradas; mandou os arruaceiros do MST E MTST invadirem propriedades no campo e na cidade, enfim, propôs a subversão da ordem pública.

Diante da leniência governamental sem tomar medidas contra isto, leva-nos historicamente à República de Weimar, na Alemanha pós-guerra com um governo fraco, um parlamento corrupto e juízes que fugiam do anseio popular, seguindo o pensamento hitlerista “A voz do povo nunca foi mais do que a expressão daquilo que do alto se lançou sobre a opinião pública” (Mein Kampf).

Constatamos aqui a caricatura daquela situação, assistindo a ousadia fascista de Lula e da hierarquia do PT instigando grupos arruaceiros, tipo “capacetes de aço” e “camisas pardas” para assustar ministros, militares, parlamentares e religiosos.

As pichações nos tribunais federais e no prédio onde a presidente do STF tem seu apartamento, foram feitas por quem obedece ao discurso do ódio. Como foi a agressão homicida do bandido Maninho do PT na porta do Instituto Lula.

Os estudiosos da História atestam que atravessamos o momento em que o fascismo tupiniquim impõe a sua revolução de fancaria que, se não for reprimida, levará a Nação ao suicídio político como ocorreu na Alemanha no século passado. Até agora, felizmente, a minoria ruidosa só tem eco nos meios políticos e no governo frágil de Temer; não assusta mais as classes médias.

Assim, é afortunado vermos que a classe média já não se identifica com os “revolucionários bolivarianos”. Para eles, restaram os dependentes crônicos de ideologias superadas e das ilusórias políticas sociais de bolsas-esmolas criadas pela demagogia politiqueira.

Neste cenário esfumaçado, os pelegos sindicais – assumindo o protagonismo teatral de “aristocracia operária” – sem o mínimo escrúpulo ético, seguem os corruptos do andar de cima, aproveitando-se dos restos do banquete das propinas que enriquecem os dirigentes partidários.

Então prevalece nesse bando organizado o discurso do ódio, temperado com promessas de tudo para toda gente. E cumprem tarefas para amedrontar os fracos de espírito infligindo a luta de classes e a divisão da sociedade pela raça, religião e opção sexual.

Com a Nação dividida e a formação de ideologias adaptadas aos interesses de grupos fáceis de conduzir, o lulopetismo sonhava em implantar a “ditadura nacional socialista” como a de Maduro, na Venezuela.

Tiveram 14 anos para fazer isto, mas fracassaram; enganaram muitos por algum tempo, mas nem todos por muito tempo; dessa maneira caíram em desgraça e o seu chefe foi desmascarado por conspurcar a presidência usufruindo propinas e foi preso.

Esta prisão de Lula da Silva barrou de vez a ameaça fascista ao nosso futuro. Nossos temores, o nervosismo e a irritabilidade, são transferidos para os cultuadores do corrupto. E só lhes resta o discurso do ódio.

 

 

MECANISMO

MIRANDA SÁ. jornalista

“Quando o único mecanismo que você possui é um martelo, todo problema que surge você trata como um prego” (Mark Twain)

O “Mecanismo” ou “Mecanicismo” é uma teoria científica que explica os fenômenos físicos pelo movimento da combinação de peças que o fazem funcionar. Como verbete dicionarizado, é um substantivo masculino, que significa disposição das partes constitutivas de uma máquina; maquinismo, engrenagem.

Por extensão, trata-se de um conjunto de elementos que concorrem para a atividade de uma estrutura orgânica; mecânica. Também o título de uma série televisiva brasileira inspirada nas investigações da Operação Lava Jato e lançada pela Netflix.

A série obedeceu à direção do cineasta José Padilha, escrita por Elena Soárez e tendo a participação de Felipe Prado e Marcos Prado. Comentando o enredo, Padilha disse que a corrupção é o mecanismo estruturante da política e da administração pública no Brasil, incluindo as cortes judiciais constituídas por indicações.

Assim se expõe uma triste realidade onde “o mecanismo está em tudo. No flanelinha que recicla talão, na carteira falsificada para pagar meia entrada, no suborno ao guarda para aliviar uma multa…”

Na ciência temos vários tipos de mecanismos, inclusive um que encontramos na Psicologia conhecido como “mecanismo de fuga”; o fato de alguém estar em situação de risco eminente ou se sinta psicologicamente ameaçado, aciona os mecanismos mentais de defesa.

Este mecanismo de fuga tem um exemplo atualíssimo: As pessoas bem informadas já notaram que os lulopetistas perderam o interesse pela investigação sobre o atentado ao ônibus da caravana. Uma fuga. A “eles” isto não interessa mais; ganharam o espaço que queriam na mídia, e pronto.

Sobre o atentado “fake” à Caravana de Lula, conta-se uma história que me parece ter se baseado na novelinha de Artur Azevedo “De Cima para Baixo”, em que o nosso escritor retratou a engrenagem da burocracia na administração pública.

É o mecanismo partidário dos socialistas bolivarianos que me pareceu interessante, e fizeram uma ficção que nos leva ao organismo de inteligência do PT, comparável à “troika” que dirigiu o PCUS, partido comunista da união soviética no stalinismo. O nome troika, em russo trojkʌ, se refere a um carro conduzido por três cavalos alinhados, e o partido adotou-o para mostrar o equilíbrio harmônico da sua direção.

No Brasil, a troika do lulopetismo, como os Três Mosqueteiros do romance histórico de Alexandre Dumas, são quatro dirigentes intelectuais. Dumas tem como personagens Aramis, Athos e Porthos, a quem veio se juntar o jovem D´Artagnan; no PT, são dois frades, Beto e Boff, a professora Marilene Chauí e o ideólogo Zé Dirceu.

Pois bem. Eles se reuniram para avaliar o desgaste que Lula, o partido e os puxadinhos veem sofrendo e traçaram a estratégia de fazer uma incursão à região Sul do País, que pela rejeição ao lulopetismo poderia concorrer com uma vítima redentora. E assim foi criada a Caravana de Lula.

Os organizadores da base montaram, como um engenho bem azeitado, todo o planejamento. Um grupo se encarregou da logística do transporte e dos suprimentos; cinco carros, três ônibus, bebidas e bons petiscos para o primeiro coletivo que levava a hierarquia partidária e pão e mortadela para a claque acompanhante no terceiro ônibus.

A excursão foi um fracasso. Vaias, ovadas e xingamentos no Rio Grande e em Santa Catarina, mas decepcionando os vitimologistas, nenhum ferido, exceto o provocador que levou o repressivo ponta pé na bunda de um gaúcho vestido de bombacha.

O desânimo atraiu uma reunião extraordinária que decidiu recorrer a uma velha tática, a farsa de que nos referimos no começo do texto, como exemplo do silêncio que paira sobre o tal atentado que ocorreu sem testemunhas, apesar de quase duzentas pessoas presentes. Seria uma ação cerebral e fisiológica.

Foram designados três voluntários para executar a peça. Um sarará do MST, magrelo e alto, um varapau que aparece sempre na foto das manifestações; um pelego gorducho da CUT, como todos pelegos cevados pelo imposto sindical, e uma magrela da UNE, com aquele biotipo adotado dos pequenos burgueses socialisteiros da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Fizeram o que lhes mandaram fazer, e para resumir, o plano foi malogrado pelas complicações do improviso. Os ônibus entraram numa estrada vicinal e os tiros foram dados num ônibus parado conforme deduziu a perícia da polícia técnica; também os miguelitos (aquele objeto de preg

os retorcidos usados para furar pneus) foram fotografados nas mãos dos companheiros para compor o registro da revolução.

Assim, embora o caso atravesse um silêncio quase absoluto por omissão da mídia, o mecanismo partidário interno pegou fogo. Lula, bufando de raiva, mandou chamar Dilma, que foi com tanta pressa que chegou esbaforida à presença do Chefe.

– “Estou indignado” – disse o Pelegão. – “Que planejamento foi aquele, sua guerrilheira de merda? Se as coisas ocorrem assim, jamais voltaremos ao poder…”

– Não sei como me desculpar, companheiro, humilhou-se a Búlgara; – “Mas a culpa não foi minha, afirmou com os olhos esbugalhados e lacrimejantes.

Daí, com a pressa que teve para vir, a Ilibada saiu dali desenfreada e não se conteve, convocou com urgência para um encontro a senadora Gleise, presidente do PT. E diante da Senadora foi arrogante como nunca: – “Como você me fez passar por uma vergonha perante o nosso líder Lula? ” – E continuou com sua vitimologia: – “Ele chegou a me dizer que pensou em mandar o Pimentel não apoiar minha candidatura a deputada em Minas…”

Ouvindo isso, Gleise, tão insolente e violenta nos seus discursos no Senado, murchou com a crítica acerba que recebeu. E voltou triste para Brasília, mas transpirando rancor; de lá convocou o presidente da CUT, e baixou-lhe o sarrafo com ele adentrando: – “Como é que você me manda um incompetente para cumprir uma tarefa do partido? ”. E diante do mi-mi-mi do pelego, cabisbaixo diante da dirigente, incitou-o: – “Expulse aquele cabra-safado da Central, que não merece nossa confiança! ”

O Companheiro da Central saiu do encontro desalentado; porém reagindo mandou chamar Stédile, do exército de camponeses de Lula. O General não pode comparecer e mandou à CUT seu segundo tenente.

Lá chegando, o Sem Terra foi recebido aos berros. – “Aonde anda o Stédile? Abandonou a luta? “ – bradou o Pelego, e atacou: – Vocês estão acomodados, nunca mais invadiram nada, e nós repassando verbas; vamos parar com isto, pois além de estarmos sem o imposto sindical, não podemos desse jeito confiar na sua fidelidade a Lula! ”

O Sem-Terra saiu abatido da reunião e convidou a direção da UNE para ir à sede do Movimento. Foi para lá a gasguita que estava na caravana e, logo ao chegar, enfrentou o esbravejar dele: – “Que revolucionários são os estudantes que ficam fumando maconha e relaxam com as atividades de agitação e propaganda, além de não estudar…”

A Estudante não retrucou. Calada, abandonou o prédio abatida, e foi para a UNE de onde telefonou para a “chefa” da União Bolivariana Comunitária (UNBOC), dona Marialva, uma típica representante das favelas, mulher, negra e pobre, mas não humilde. Ela não aceitou o carão que a garota da UNE ensaiou em dar. Deu uma rabissaca, saiu e foi para casa.

Chegando à habitação, deu um esbregue no marido: – “Eu me esforço, trago a feira para casa e você fica bebendo cachaça nas biroscas. Estou farta disso” – E chamando o filho de 16 anos, que ensaiava ser pelego, organizando a Frente Invasora de Prédios Abandonados”: – “… E o senhor está me saindo uma bisca, me deixa sozinha enfrentando a luta quando devia estar ao meu lado nas horas difíceis! ”

O garoto cheio de tatuagens, metido a homem, intimidou-se diante da mãe e se retirou devagarinho para a sacada do “Minha Casa, Minha Vida”.  Lá chegando, o cachorro da família, Fidel, correu ao seu encontro balançando o rabo; então, o representante da última geração do lulopetismo, sem ter a quem transferir a autoridade política, pegou o pobre animal pelo dorso e com frieza atirou-o do terceiro andar do condomínio lá embaixo…

US$ 5 MILHÕES

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

   
         “Os que tentam descobrir o que há sob a superfície das coisas não sabem o risco que correm” (Oscar Wilde)

Foi como num bom filme policial: Um bando de cinco pessoas armadas de fuzis cortou o gradil do campo de voo do Aeroporto Viracopos e em apenas seis minutos esvaziou a caixa contendo dinheiro em papel moeda e fugiram com cinco milhões de dólares.

Um bom repórter indagaria: – “De quem era o dinheiro? ” – E ficaria sem resposta por que nem a transportadora de valores Brinks, nem a empresa aérea Lufthansa, que levaria a carga para Zurique, na Suíça, nem a Polícia Federal acionada para investigar o fato, informaram.

Segundo o noticiário, restava a Receita Federal para se pronunciar, e de lá a informação de que não é possível dizer quem é o dono da fortuna roubada em virtude da proibição expressa da Lei do Sigilo Fiscal.

Este quadro nos leva a pensar sobre as leis vigentes no Brasil, elaboradas, parece, para proteger malfeitos…  Estamos brigando contra algumas delas, como a tal “presunção de inocência” para um sentenciado duas vezes por crime praticado e o famigerado “foro privilegiado” que protege cidadãos mais iguais do que os outros.

Igualmente os sigilos que se multiplicam na legislação traduzem – pelo menos para mim – suspeita. Suspeita, palavra de origem latina, “suspecta”, é dicionarizada como substantivo feminino, com rica definição, seja desconfiança sobre algo, dúvida, o que não se pode confiar e não ter prova de ser verdadeiro.

O antônimo de suspeita é certeza. No roubo dos US$ 5 milhões, segundo a polícia, só há uma certeza: os criminosos obedeceram a uma estratégia traçada para uma operação rápida e, se possível, sem deixar vítimas.

Do lado da Receita Federal, o delegado Antônio Andrade Leal, que também investiga o caso, diz que não houve irregularidades na remessa de dólares, e se trata de uma operação normal de instituições financeiras e empresas que operam com câmbio.

Mesmo correndo risco, como alerta Wilde, é importante fazermos as pesquisas nos porões da criminalidade…. Não cabe apenas à Polícia Federal e aos promotores públicos a investigação aonde haja suspeita.

Embora as autoridades envolvidas estejam atentas e nos tranquilizando, gostaríamos de saber mais, porque a conjuntura nacional, com tanta gente poderosa envolvida em corrupção, nos interessa desvendar este crime.

As propinas jorrando aos borbotões nos tempos do PT transbordaram e até hoje aparecem nos serviços públicos. E falar de propinas arrecadadas pelo lulopetismo é falar de milhões. É milhão para lá, é milhão para cá.

Com Cabral, sócio de Lula no Rio de Janeiro a soma já está perto do bilhão; e bilhão, se levarmos em conta as suspeitas, o próprio Lula teria no Exterior mais do que isto em paraísos fiscais e nas mãos dos governantes “amigos”, que foram aquinhoados pelo dinheiro do BNDES, deixando um percentualzinho…

A revista Veja, “insentona”, levantou R$ 370 milhões repassados ao ex-Presidente em propinas e financiamento eleitoral; ao filho dele, Fábio Luiz, R$105 milhões via Gamecorp, para o outro filho, Luiz Cláudio, R$ 4,2 milhões e para o dileto sobrinho, Taiguara Rodrigues, R$ 20 milhões. Em respeito aos mortos, deixemos para lá os R$ 11 milhões na conta de dona Marisa, falecida.

O juiz Sérgio Moro, na primeira sentença condenatória de Lula, escreveu: “Não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você”. Eu espero que os ministros do STF tenham esta mesma percepção de Justiça.

 

CONDENADO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Denúncias precisam ser apuradas. Denunciados devem ser julgados. Os julgados e condenados devem cumprir a justa pena” (Dom Jaime Spengler)

Passados quase 80 anos, chega-me uma recordação da mais tenra infância: a minha avó, referindo-se a um bodegueiro que fora flagrado e preso por adulterar no peso (bons tempos aqueles!), disse: – “É um condenado! ”.

Perguntei-lhe o que era um “condenado” e ela disse que era por que o ladrão não escaparia do fogo do inferno; estava condenado pela justiça divina… Eu passei a usar a palavra como se fosse um palavrão para xingar os outros…

Nos dias de hoje acho que ninguém mais dá importância à condenação no fogo do inferno. O verbete “condenado” é adjetivo quando se considera arriscado, errado, inadequado e como substantivo, se usa em sentenças judiciais.

Prevalece na linguagem jurídica a “sentença condenatória”, a condenação em dinheiro. Na prática, a execução da decisão de um juiz.

Toda vez que falo em juízes, recordo Oswald de Andrade, notável escritor, ensaísta e dramaturgo brasileiro, que disse: “Proponho engenheiros em lugar de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das ideias”.

Realmente, as filigranas excepcionais que sempre aparecem para a alegria dos advogados chegam neste caso com dois tipos de sentença em nosso ordenamento, a sentença mandamental ou executiva e a sentença condenatória, esta última exigindo a intimação pessoal do Réu sob pena de nulidade do processo.

Condenados no nosso País são milhares, talvez milhões, e agora com o emergir da Operação Lava Jato, já atinge os criminosos de colarinho branco, que até então se punham acima da Lei. Passando em revista temos além de ex-senadores, governadores, promotores, tesoureiros de partidos, youtubers e até clubes de futebol, como o Corínthians.

Na lista, muitos poderosos, como José Maria Marín da CBF; Marcelo Miranda, governador de Goiás; Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara Federal; Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro; e, como as investigações queimam como fogo de monturo, teremos em breve casos incendiários de políticos com foro privilegiado…

O mais famoso entre os condenados da Lava Jato é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lula, o pelegão chefe de uma organização criminosa travestida de partido. Condenado pelo juiz Sérgio Moro, apelou para a 2ª instância, e na 4ª Região do Tribunal Federal teve a sentença mantida por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e ampliada para 12 anos e um mês de reclusão em regime fechado.

Lula enriqueceu graças a propinas das empreiteiras que realizavam obras ou forneciam equipamentos para a Petrobras. Ocultava e dissimulava as vantagens imerecidas por ocupar a presidência da República.

Está tudo provado e corre dentro da legalidade, desde as investigações da Polícia Federal, do levantamento comprobatório do Ministério Público e da sentença na Primeira Instância. Não podemos esquecer que ainda responde a outros processos, envolvendo seus filhos e um sobrinho.

Com Lula preso, assistiremos a derrocada do Partido dos Trabalhadores, que enganou o povo brasileiro apresentando-se como defensor da ética e intolerante com a corrupção; transformando-se depois numa seita de fanáticos que cultuam bandidos como heróis e usurpam até enredos de carnaval.

No Rio, território que foi dominado pelo lulopetista Sérgio Cabral, assistimos a escola de samba Paraiso do Tuiti realçando a figura vampiresca do presidente Temer para esconder a barbárie criada no Rio pelos sócios solidários do PT.

Na Bíblia está escrito:  “Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado”. Assim, eu não tenho a menor dúvida, os sicários de Lula estão condenados ao fogo do inferno…

 

ÍMPAR

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                                                      “Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar”   (Carlos Drummond de Andrade)

“Cada um é um número ímpar”, era um trocadilho que minha mãe – de inteligência inigualável – repetia sempre. Referia-se às pessoas que embora semelhantes à vista são distintas entre si, como a crueza das palavras de madre Teresa de Calcutá e as “cartas de amor de uma religiosa portuguesa”…

A palavra Ímpar, vem do latim, ímpar,àris com o significado de desigual, desproporcional, e é dicionarizado em português como 1) único, singular;  2) que não apresenta simetria; 3) número não divisível por dois, que não pode ter duas metades inteiras; 4) raro, incomum.

A personalidade humana, por exemplo, é indivisível; cada indivíduo na multidão é um número ímpar, não tem igual; a Sociologia vê, entretanto, que a “consciência individual”, se modifica no seio de qualquer grupo social inorgânico, transformando-se no que Durkheim chamou de “consciência coletiva. ”

Dialeticamente, o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, levou ao estudo da psicologia analítica o “inconsciente coletivo”, segundo ele a camada mais profunda da psique, onde aparecem vestígios de heranças ancestrais, comuns a todos os seres humanos.

Entre a Psicologia e a Sociologia vemos claramente como a “consciência individual” é trocada pelo “inconsciente coletivo”, no caso das multidões praticando linchamentos, saques e vandalismo. Embora os indivíduos sejam honestos, não raro a imprensa noticia o tombamento de um caminhão cuja carga é saqueada pela multidão.

É o “efeito manada”, comportamento desusado observado muitas vezes em animais que vivem em grupos. Quando crianças, chamamos a isto “Maria-Vai-Com-As-Outras”, para a participação imitativa de pessoas em determinadas situações.

Temos também o “pensamento de grupo” (groupthink em inglês) inspirado no “duplipensar” do livro 1984 de George Orwell. Aí é o uso político totalitário do “inconsciente coletivo” aproveitado pelo nazismo.

Até hoje se pergunta como os nazistas conseguiram unir e arrastar uma sociedade culta e de certa forma sofisticada como a alemã para aceitar e até aplaudir as barbaridades cometidas pelo regime hitlerista. Que Stálin fizesse isto na Rússia, pela servidão de um povo acostumado com o “knut” dos czares até se entende.

A “comunidade do povo” (Volksgemeinschaft) e a “superioridade biológica da raça ariana” foram impostos por uma maciça propaganda (“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”) e o indesmentível carisma de Hitler.

Isto, a História registra. E se repete como caricatura no Brasil ao assistirmos a paixão política dos lulopetistas, excedendo a capacidade intelectual de artistas e professores no fanatismo inexplicável por Lula da Silva. Sem dúvida astuto e carismático, embora bandido, ele é cultuado por uma fração social, felizmente minoritária.

Lula é um pelego marginal reconhecido pela Justiça. Foi condenado a 12 anos e alguns meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção, e ainda tem quem negue a sua culpa por fanatismo “religioso” ou perfídia oportunista.

Por estes traiçoeiros seguidores do ”socialismo bolivariano” – máscara do narcopopulismo –, vamos recuperar na UTI da linguagem a palavra “farândola”, para utiliza-la no lugar de “efeito manada”: Farândola, em português castiço é o coletivo de ladrões, de desordeiros, de assassinos, de maltrapilhos, de vadios.

VERBAS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                     “Não existe democracia onde impera a corrupção, a injustiça, a mentira e a hipocrisia”  (Mauro Roberto)

Os brasileiros somos todos contribuintes. Os impostos que pagamos não correspondem à alta taxa de arrecadação pelo Estado, já que os governos não cumprem seus deveres de atender à população.

Além disso, contribuição, taxas e impostos diversos vão para o ralo, distribuídos à mancheia pelos governantes de dia. Verbas atendem interesses de políticos e de grupos organizados. Bilhões de reais para os pelegos sindicais.

Assim são as verbas parlamentares, fundo partidário, organizações distintas como as “pilantrópicas”, igrejas, sindicatos, autodenominados “movimentos populares” e ONGs fajutas (que se propõem a ser não-governamentais às custas do governo).

Tudo saindo do nosso bolso. As aposentadorias e pensões imorais para ex-governadores e parlamentares são o exemplo mais do que perfeito desta safadeza, e seguindo o mesmo caminho obsceno, militantes, sindicalistas, religiosos e ongueiros flanam às nossas custas.

Agora a mídia “descobriu” que os partidos usam fundo para bancar de bebida a jatinhos com recursos públicos originários do Fundo Partidário, e as suas contas ficam pendentes de julgamento “sine die” no Tribunal Superior Eleitoral.

É revoltante que paguemos para políticos – em sua maioria corruptos –  com os impostos mais caros do mundo que pagamos diariamente, na compra de um chiclete ou de uma caixa de fósforo. Para não falar o Imposto de Renda.

Esse injusto Fundo Partidário foi criado juntamente com a Constituição de 1988, com o objetivo de fortalecer os partidos políticos na redemocratização, mas se tornou um carnaval de blocos quadrilheiros dirigidos por executores ou cúmplices da corrupção.

Recentemente o relatório final do Orçamento de 2017 destinou R$ 819,1 milhões ao fundo partidário, uma das principais fontes de receitas dos partidos políticos além das propinas criminosas já comprovadas. Os partidos queriam cínica e criminosamente mais de R$ 1 bilhão, mas o relator manteve a verba original que foi inchada pelo Congresso no ano passado.

A destinação inconsequente e antipovo para o Fundo Partidário aumentou em R$ 509,9 milhões, indo para R$ 819 milhões. Alguém disse (perdoe-me o autor pelo esquecimento) que “os partidos brasileiros são, realmente, um saco sem fundo”.

Para quem tem sentimento, a indignação não para por aí. O deputado Vicente Cândido, do DF, propõe a criação de um novo fundo, desvinculado dos recursos do fundo partidário para financiar pelo menos 60% do custo das campanhas eleitorais.

Este parlamentar só poderia ser do PT, já que seu partido se encontra em estado pré-falimentar por causa da suspensão das milionárias propinas de Caixas 1 e 2 dadas pelas empreiteiras e ladrões dos fundos de pensão.

Conforme noticiou a Folha de São Paulo, este projeto que estupra a consciência da cidadania, propõe que para cada R$ 1 doado por pessoas físicas, o Tesouro Nacional (ou seja, nós contribuintes) aportaria mais R$ 1 para o festival irresponsável das siglas partidárias.

Engrossa nas redes sociais a convocação para uma megamanifestação popular no dia 16 de março.  Entre as consignas que exigem o fim da impunidade e do foro privilegiado, que se acrescente a extinção das verbas para entidades de direito privado, igrejas, partidos, sindicatos e ONGs.

CINZAS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Tanto ele investiu/ Na brincadeira/ Prá tudo, tudo/ Se acabar na terça-feira…”
(Erasmo Carlos – “Cachaça Mecânica”)

Só o samba do crioulo doido poderia cantar que o carnaval nasceu no Brasil, apesar da História registrar que o Carnaval chegou à terra brasilis trazido pelas caravelas dos colonizadores europeus; e mais, trata-se de uma festa antiquíssima.

No Egito, na Grécia e em Roma, já havia festividades mascaradas e orgíacas. No antigo Egito, celebrava-se a colheita do plantio após as cheias do Rio Nilo, e os gregos e romanos reverenciavam os deuses Saturno e Dionísio (Baco) com a alegria e as extravagâncias das saturnais e bacanais.

Hoje, estas festividades ocorrem em todo mundo, sendo notórios o Carnaval de Veneza, na Itália, o de Cartagena, na Colômbia e o de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Claro que o nosso é o mais notável, atraindo turistas para Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.

Um registro, porém, é necessário: tal como ocorre no Ocidente, o Carnaval tem uma origem que remete à igreja católica, que liberava os crentes para “festas pagãs” que   duravam três dias, domingo, segunda e terça-feira, se encerrando na quarta-feira. Esta agenda foi disciplinada pelo papa Gregório I com a criação da Quaresma, período de jejum e penitência.

A quarta-feira, Dia das Cinzas, já era tradição no Oriente Médio, com cinzas jogadas nas cabeças das pessoas pelos patriarcas simbolizando o arrependimento dos pecados perante Deus. No calendário gregoriano a data antecede 40 dias da Páscoa, início da Quaresma.

Encerrando-se o tríduo momesco, é celebrada a missa das cinzas, ato litúrgico que tem origem no Antigo Testamento. O catolicismo, depois de tomar o poder em Roma, apropriou-se de um ditado latino, usando-o no encerramento da Missa das Cinzas: “Quia pulvis es et in pulverem reverteris” – Tu és pó, e ao pó voltarás.

Religiosamente, o pó bíblico é cinza, simbolizando o luto, a mortalidade e arrependimento. É para onde voltarão os corruptos que assaltaram o Brasil, roubando descaradamente o dinheiro público.

Nunca é demais repetir que a quadrilha chefiada por Lula da Silva, desgraçou o País como poetou Affonso Romano de Sant’Anna “Este é o Brasil/ Pungente e triste/ Chove desesperança/ nesse avesso carnaval”.

E, implacavelmente, dá vontade de relembrar a bela melodia e letra compostos por Noite Ilustrada gravados pelo autor e pelos formidáveis Mário Reis, Maísa e Mestre Marçal cantando para os cúmplices da roubalheira lulopetista: “Agora é cinza/ Tudo acabado e nada mais…”