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CONDENADO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Denúncias precisam ser apuradas. Denunciados devem ser julgados. Os julgados e condenados devem cumprir a justa pena” (Dom Jaime Spengler)

Passados quase 80 anos, chega-me uma recordação da mais tenra infância: a minha avó, referindo-se a um bodegueiro que fora flagrado e preso por adulterar no peso (bons tempos aqueles!), disse: – “É um condenado! ”.

Perguntei-lhe o que era um “condenado” e ela disse que era por que o ladrão não escaparia do fogo do inferno; estava condenado pela justiça divina… Eu passei a usar a palavra como se fosse um palavrão para xingar os outros…

Nos dias de hoje acho que ninguém mais dá importância à condenação no fogo do inferno. O verbete “condenado” é adjetivo quando se considera arriscado, errado, inadequado e como substantivo, se usa em sentenças judiciais.

Prevalece na linguagem jurídica a “sentença condenatória”, a condenação em dinheiro. Na prática, a execução da decisão de um juiz.

Toda vez que falo em juízes, recordo Oswald de Andrade, notável escritor, ensaísta e dramaturgo brasileiro, que disse: “Proponho engenheiros em lugar de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das ideias”.

Realmente, as filigranas excepcionais que sempre aparecem para a alegria dos advogados chegam neste caso com dois tipos de sentença em nosso ordenamento, a sentença mandamental ou executiva e a sentença condenatória, esta última exigindo a intimação pessoal do Réu sob pena de nulidade do processo.

Condenados no nosso País são milhares, talvez milhões, e agora com o emergir da Operação Lava Jato, já atinge os criminosos de colarinho branco, que até então se punham acima da Lei. Passando em revista temos além de ex-senadores, governadores, promotores, tesoureiros de partidos, youtubers e até clubes de futebol, como o Corínthians.

Na lista, muitos poderosos, como José Maria Marín da CBF; Marcelo Miranda, governador de Goiás; Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara Federal; Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro; e, como as investigações queimam como fogo de monturo, teremos em breve casos incendiários de políticos com foro privilegiado…

O mais famoso entre os condenados da Lava Jato é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lula, o pelegão chefe de uma organização criminosa travestida de partido. Condenado pelo juiz Sérgio Moro, apelou para a 2ª instância, e na 4ª Região do Tribunal Federal teve a sentença mantida por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e ampliada para 12 anos e um mês de reclusão em regime fechado.

Lula enriqueceu graças a propinas das empreiteiras que realizavam obras ou forneciam equipamentos para a Petrobras. Ocultava e dissimulava as vantagens imerecidas por ocupar a presidência da República.

Está tudo provado e corre dentro da legalidade, desde as investigações da Polícia Federal, do levantamento comprobatório do Ministério Público e da sentença na Primeira Instância. Não podemos esquecer que ainda responde a outros processos, envolvendo seus filhos e um sobrinho.

Com Lula preso, assistiremos a derrocada do Partido dos Trabalhadores, que enganou o povo brasileiro apresentando-se como defensor da ética e intolerante com a corrupção; transformando-se depois numa seita de fanáticos que cultuam bandidos como heróis e usurpam até enredos de carnaval.

No Rio, território que foi dominado pelo lulopetista Sérgio Cabral, assistimos a escola de samba Paraiso do Tuiti realçando a figura vampiresca do presidente Temer para esconder a barbárie criada no Rio pelos sócios solidários do PT.

Na Bíblia está escrito:  “Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado”. Assim, eu não tenho a menor dúvida, os sicários de Lula estão condenados ao fogo do inferno…

 

ÍMPAR

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                                                      “Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar”   (Carlos Drummond de Andrade)

“Cada um é um número ímpar”, era um trocadilho que minha mãe – de inteligência inigualável – repetia sempre. Referia-se às pessoas que embora semelhantes à vista são distintas entre si, como a crueza das palavras de madre Teresa de Calcutá e as “cartas de amor de uma religiosa portuguesa”…

A palavra Ímpar, vem do latim, ímpar,àris com o significado de desigual, desproporcional, e é dicionarizado em português como 1) único, singular;  2) que não apresenta simetria; 3) número não divisível por dois, que não pode ter duas metades inteiras; 4) raro, incomum.

A personalidade humana, por exemplo, é indivisível; cada indivíduo na multidão é um número ímpar, não tem igual; a Sociologia vê, entretanto, que a “consciência individual”, se modifica no seio de qualquer grupo social inorgânico, transformando-se no que Durkheim chamou de “consciência coletiva. ”

Dialeticamente, o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, levou ao estudo da psicologia analítica o “inconsciente coletivo”, segundo ele a camada mais profunda da psique, onde aparecem vestígios de heranças ancestrais, comuns a todos os seres humanos.

Entre a Psicologia e a Sociologia vemos claramente como a “consciência individual” é trocada pelo “inconsciente coletivo”, no caso das multidões praticando linchamentos, saques e vandalismo. Embora os indivíduos sejam honestos, não raro a imprensa noticia o tombamento de um caminhão cuja carga é saqueada pela multidão.

É o “efeito manada”, comportamento desusado observado muitas vezes em animais que vivem em grupos. Quando crianças, chamamos a isto “Maria-Vai-Com-As-Outras”, para a participação imitativa de pessoas em determinadas situações.

Temos também o “pensamento de grupo” (groupthink em inglês) inspirado no “duplipensar” do livro 1984 de George Orwell. Aí é o uso político totalitário do “inconsciente coletivo” aproveitado pelo nazismo.

Até hoje se pergunta como os nazistas conseguiram unir e arrastar uma sociedade culta e de certa forma sofisticada como a alemã para aceitar e até aplaudir as barbaridades cometidas pelo regime hitlerista. Que Stálin fizesse isto na Rússia, pela servidão de um povo acostumado com o “knut” dos czares até se entende.

A “comunidade do povo” (Volksgemeinschaft) e a “superioridade biológica da raça ariana” foram impostos por uma maciça propaganda (“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”) e o indesmentível carisma de Hitler.

Isto, a História registra. E se repete como caricatura no Brasil ao assistirmos a paixão política dos lulopetistas, excedendo a capacidade intelectual de artistas e professores no fanatismo inexplicável por Lula da Silva. Sem dúvida astuto e carismático, embora bandido, ele é cultuado por uma fração social, felizmente minoritária.

Lula é um pelego marginal reconhecido pela Justiça. Foi condenado a 12 anos e alguns meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção, e ainda tem quem negue a sua culpa por fanatismo “religioso” ou perfídia oportunista.

Por estes traiçoeiros seguidores do ”socialismo bolivariano” – máscara do narcopopulismo –, vamos recuperar na UTI da linguagem a palavra “farândola”, para utiliza-la no lugar de “efeito manada”: Farândola, em português castiço é o coletivo de ladrões, de desordeiros, de assassinos, de maltrapilhos, de vadios.

VERBAS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

                     “Não existe democracia onde impera a corrupção, a injustiça, a mentira e a hipocrisia”  (Mauro Roberto)

Os brasileiros somos todos contribuintes. Os impostos que pagamos não correspondem à alta taxa de arrecadação pelo Estado, já que os governos não cumprem seus deveres de atender à população.

Além disso, contribuição, taxas e impostos diversos vão para o ralo, distribuídos à mancheia pelos governantes de dia. Verbas atendem interesses de políticos e de grupos organizados. Bilhões de reais para os pelegos sindicais.

Assim são as verbas parlamentares, fundo partidário, organizações distintas como as “pilantrópicas”, igrejas, sindicatos, autodenominados “movimentos populares” e ONGs fajutas (que se propõem a ser não-governamentais às custas do governo).

Tudo saindo do nosso bolso. As aposentadorias e pensões imorais para ex-governadores e parlamentares são o exemplo mais do que perfeito desta safadeza, e seguindo o mesmo caminho obsceno, militantes, sindicalistas, religiosos e ongueiros flanam às nossas custas.

Agora a mídia “descobriu” que os partidos usam fundo para bancar de bebida a jatinhos com recursos públicos originários do Fundo Partidário, e as suas contas ficam pendentes de julgamento “sine die” no Tribunal Superior Eleitoral.

É revoltante que paguemos para políticos – em sua maioria corruptos –  com os impostos mais caros do mundo que pagamos diariamente, na compra de um chiclete ou de uma caixa de fósforo. Para não falar o Imposto de Renda.

Esse injusto Fundo Partidário foi criado juntamente com a Constituição de 1988, com o objetivo de fortalecer os partidos políticos na redemocratização, mas se tornou um carnaval de blocos quadrilheiros dirigidos por executores ou cúmplices da corrupção.

Recentemente o relatório final do Orçamento de 2017 destinou R$ 819,1 milhões ao fundo partidário, uma das principais fontes de receitas dos partidos políticos além das propinas criminosas já comprovadas. Os partidos queriam cínica e criminosamente mais de R$ 1 bilhão, mas o relator manteve a verba original que foi inchada pelo Congresso no ano passado.

A destinação inconsequente e antipovo para o Fundo Partidário aumentou em R$ 509,9 milhões, indo para R$ 819 milhões. Alguém disse (perdoe-me o autor pelo esquecimento) que “os partidos brasileiros são, realmente, um saco sem fundo”.

Para quem tem sentimento, a indignação não para por aí. O deputado Vicente Cândido, do DF, propõe a criação de um novo fundo, desvinculado dos recursos do fundo partidário para financiar pelo menos 60% do custo das campanhas eleitorais.

Este parlamentar só poderia ser do PT, já que seu partido se encontra em estado pré-falimentar por causa da suspensão das milionárias propinas de Caixas 1 e 2 dadas pelas empreiteiras e ladrões dos fundos de pensão.

Conforme noticiou a Folha de São Paulo, este projeto que estupra a consciência da cidadania, propõe que para cada R$ 1 doado por pessoas físicas, o Tesouro Nacional (ou seja, nós contribuintes) aportaria mais R$ 1 para o festival irresponsável das siglas partidárias.

Engrossa nas redes sociais a convocação para uma megamanifestação popular no dia 16 de março.  Entre as consignas que exigem o fim da impunidade e do foro privilegiado, que se acrescente a extinção das verbas para entidades de direito privado, igrejas, partidos, sindicatos e ONGs.

CINZAS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Tanto ele investiu/ Na brincadeira/ Prá tudo, tudo/ Se acabar na terça-feira…”
(Erasmo Carlos – “Cachaça Mecânica”)

Só o samba do crioulo doido poderia cantar que o carnaval nasceu no Brasil, apesar da História registrar que o Carnaval chegou à terra brasilis trazido pelas caravelas dos colonizadores europeus; e mais, trata-se de uma festa antiquíssima.

No Egito, na Grécia e em Roma, já havia festividades mascaradas e orgíacas. No antigo Egito, celebrava-se a colheita do plantio após as cheias do Rio Nilo, e os gregos e romanos reverenciavam os deuses Saturno e Dionísio (Baco) com a alegria e as extravagâncias das saturnais e bacanais.

Hoje, estas festividades ocorrem em todo mundo, sendo notórios o Carnaval de Veneza, na Itália, o de Cartagena, na Colômbia e o de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Claro que o nosso é o mais notável, atraindo turistas para Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.

Um registro, porém, é necessário: tal como ocorre no Ocidente, o Carnaval tem uma origem que remete à igreja católica, que liberava os crentes para “festas pagãs” que   duravam três dias, domingo, segunda e terça-feira, se encerrando na quarta-feira. Esta agenda foi disciplinada pelo papa Gregório I com a criação da Quaresma, período de jejum e penitência.

A quarta-feira, Dia das Cinzas, já era tradição no Oriente Médio, com cinzas jogadas nas cabeças das pessoas pelos patriarcas simbolizando o arrependimento dos pecados perante Deus. No calendário gregoriano a data antecede 40 dias da Páscoa, início da Quaresma.

Encerrando-se o tríduo momesco, é celebrada a missa das cinzas, ato litúrgico que tem origem no Antigo Testamento. O catolicismo, depois de tomar o poder em Roma, apropriou-se de um ditado latino, usando-o no encerramento da Missa das Cinzas: “Quia pulvis es et in pulverem reverteris” – Tu és pó, e ao pó voltarás.

Religiosamente, o pó bíblico é cinza, simbolizando o luto, a mortalidade e arrependimento. É para onde voltarão os corruptos que assaltaram o Brasil, roubando descaradamente o dinheiro público.

Nunca é demais repetir que a quadrilha chefiada por Lula da Silva, desgraçou o País como poetou Affonso Romano de Sant’Anna “Este é o Brasil/ Pungente e triste/ Chove desesperança/ nesse avesso carnaval”.

E, implacavelmente, dá vontade de relembrar a bela melodia e letra compostos por Noite Ilustrada gravados pelo autor e pelos formidáveis Mário Reis, Maísa e Mestre Marçal cantando para os cúmplices da roubalheira lulopetista: “Agora é cinza/ Tudo acabado e nada mais…”

E-MAILS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Você abusou, tirou partido de mim, abusou / Tirou, tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou” (Antonio Carlos & Jocafi)

Construindo um cenário de ficção, imagino que passou despercebida no Brasil a divulgação pelo Wikileaks de uns e-mails trocados entre um simples militante do PT, antigo ativista, mas praticamente anônimo entre milhares de brasileiros e brasileiras que foram iludidos por Lula da Silva e sua “gerentona” Dilma Rousseff. Dos vazamentos, transcrevo algumas das mensagens:

De: Militante_____________________________________________________

Para: Lula_______________________________________________________

Assunto: Reconstrução______________________________________________

Companheiro Lula: Falam da reconstrução do nosso glorioso PT e peço orientação de como agir. O partido antigo se acabou por causa da delação sobre propinas para nossos dirigentes? E falam de você como um dos ex-presidentes mais ricos do mundo, é verdade?

De: Lula_______________________________________________________

Para: Militante___________________________________________________

Assunto: Derrotismo_______________________________________________

Companheiro: Vc está sendo derrotista por que a “reconstrução” é uma estratégia de marketing para as eleições, onde o partido vai enfrentar dureza com o impeachment da companheira Dilma. Um militante não deve acreditar nem sequer sonhar sobre propinas, mas como expropriação do Estado que contribuiu para implantar o socialismo bolivariano. Quanto a mim, vc acha que eu não mereço um sítio e um tríplex? E o dinheiro que tenho lá fora não é meu, é nosso.

De: Militante __ _________________________________________________

Para: Lula______________________________________________________

Assunto: Contribuição______________________________________________

Ah, está bem. Se o dinheiro depositado no Exterior é nosso, vou deixar de pagar o dízimo do partido. Mas não sei o que dizer aos colegas de trabalho que o golpe venceu, e Dilma não convocará novas eleições. Como justificar que o PT votou num golpista como Rodrigo Maia para presidir a Câmara?

De: Lula _______________________________________________________

Para: Militante ___________________________________________________

Assunto: Contribuição ______________________________________________

Que é isso, companheiro: Parar de pagar a mensalidade é uma traição! Não confia mais nos seus líderes? O Partido está acima de tudo, da família, da religião e dos sonhos. Nos aliamos com quem nos ajuda, Maluf, Collor, Renan, Sarney, Lobão não ficaram com nosso governo? Até o Cunha durante um certo período, não deu apoio a Dilma? O que interessa é defender o Maduro, as Farc e os ditadores socialistas da África.

De: Militante_____________________________________________________

Para: Lula_______________________________________________________

Assunto: Fim_____________________________________________________

Se é assim, vou deixar de pagar e rasgar a carteirinha, Lula. Continuo pensando no que queríamos quando fundamos o PT …  Amo minha família, tenho minha religião e ainda sonho com um Brasil melhor, por que os traidores são vocês, os pelegos que roubaram o Brasil e o meu ideal. Vc abusou, tirou o partido de mim…

 

 

CULTURA

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected]

“Algo anda mal na cultura de um país se os seus artistas, em lugar de se proporem mudar o mundo e revolucionar a vida, se empenham em alcançar proteção e subsídios do governo” (Vargas Llosa)

O conceito de cultura é tão abrangente que traz no seu bojo – entre centenas de produções sociais – cantores, compositores e artistas globais… Seria enfadonho listar o grande número de atividades culturais desde o folclore até o acadêmico, passando por artesãos, arquitetos, editores, escritores, escultores, desenhistas, fotógrafos e cinegrafistas, cineastas, lapidadores, matemáticos, músicos, pintores…

A discussão que se faz no Brasil é sobre privilégios. O dito Ministério “da Cultura” não alcança as massas; e a Lei Rounet, que priva o Estado da arrecadação de tributos, principalmente das grandes empresas, inclusive multinacionais, privilegia pessoas que faturam duplamente; embolsam a verba e cobram ingressos para espetáculos.

Que faz o Ministério da Cultura, se estão sucateados ou terceirizados bibliotecas, centros de pesquisa, museus, salas-de-cinema até jardins zoológicos – que oferecem conhecimentos na prática e coletivamente? Os “artistas Rouanet” não leem: A Biblioteca Nacional está em obras há cinco anos, e nunca protestaram.

Gostaria de mostrar cultura aqui neste pobre Brasil no século 16, implantada pelos jesuítas nas Missões do Rio Grande do Sul; infelizmente não completei ainda a pesquisa sobre elas; então, peço licença a H. G. Wells.

Este grande romancista e divulgador da chamada ficção científica – com livros que se popularizaram, como “A Máquina do Tempo”, “O Homem Invisível”, “A Guerra dos Mundos” e “A Ilha do Dr. Moreau”, escreveu uma notável História Universal –  The outline of History: Being a Plain History of Life and Mankind.

Nela, Wells nos dá um exemplo de arrepiar; o legado de Alexandre – O Grande. O guerreiro macedônio, que reinou 13 anos, tem realizações espantosas. Após a invasão do Egito fundou Alexandria, e lá deixou o general Ptolomeu que com ele foi discípulo de Aristóteles. Ptolomeu assumiu a direção do Egito como o faraó Ptolomeu I.

Para não estendermos muito, aprendemos com Wells que em Alexandria, no século IV AC, foi fundada a primeira universidade do mundo; um colégio que reuniu sábios de vários países, e um Museu ainda invejável. No conjunto arquitetônico nasceu também a célebre Biblioteca que mantinha uma livraria.

Imaginem: Sem papel nem gráficas, os escritos eram copiados à mão em pergaminho, às centenas; adotaram o grego desprezando os hieróglifos. Através dos judeus da diáspora que a transmitiam oralmente, a Bíblia foi escrita e divulgada na Europa.

Acorriam centenas de jovens para aquele centro cultural em busca de conhecimentos, encontrando um lugar, inexistente na época, onde além da ciência e da cultura, encontravam um sistema universitário sem discriminações de qualquer espécie. Ali se misturavam nacionalidades e raças, com liberdade de religião e culto.

Daria para acrescentar outros magníficos exemplos de cultura, mas, mesmo parando por aqui, vemos que em 13 anos Alexandre deixou uma herança cultural respeitável e invejável, o que não se viu nos 14 anos do PT-governo. Os pelegos fascistóides discriminaram e beneficiaram somente uma minoria de apaniguados.

Usufrutuária de verbas públicas, a pelegagem defende ruidosamente os benefícios como grandes agitadores, e, em vez de revolucionar a cultura levando-a as massas, se empenham somente em conquistar subsídios do Estado

Infelizmente influenciaram o novo governo para revogar o fim de um ministério dito “da Cultura” que não existe em nenhum dos países avançados do mundo.

 

CAMELÔ

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Quem quer dinheiro?” (Silvio Santos)

Se existe o impossível para o homem, encontrei um tema que chega bem perto, por que em minha opinião é impossível falar-se de “camelô” sem homenagear, ou pelo menos falar, ou até criticar um dos mais notáveis comunicadores do Brasil, Sílvio Santos.

O que é o camelô? Os estudiosos da origem, mutação e evolução das palavras discutem como esta expressão chegou ao Brasil; uns dizem que veio do árabe, ‘khamlat’, nome de tecidos artezanais vendidos nos bazares, e outros de que tem procedência francesa, ‘camelot’, vendedor de quinquilharias…

Antes do termo ser usado aqui, chegados já no período colonial, o interior do Brasil conheceu os mascates, comerciantes ambulantes que vendiam artigos de armarinho, bijuterias, perfumes e toda espécie de bugigangas. Mais tarde negociaram com jóias e emprestaram dinheiro.

Nos centros urbanos surgiram os ambulantes que armavam picadeiros nas praças vendendo ilusões, com truques e arte circense, ao lado dos artigos oferecidos. São conhecidas até hoje as performances do periquitinho verde, que sorteava previsões do futuro e do “Homem da Cobra”, que punha banca com uma cobra no pescoço para chamar atenção.

Este último se popularizou tanto que até hoje persiste o ditado “Fala Mais que o Homem da Cobra”…  Assim o nosso epigrafado, Silvio Santos, matraqueando desde os 14 anos, já era um camelô; vendendo canetas e capas de plástico. Pela esplêndida voz e dedicação ao trabalho tornou-se apresentador de televisão e dono de um dos maiores conglomerados de mídia do País.

O programa semanal de Silvio Santos é diversão obrigatória de milhões de famílias brasileiras. Sua alegria é contagiante e por dizer o que pensa, com ironia e deboche, continua a ser um camelô do lazer dominical.

Nem todos os camelôs são como Sílvio. Há camelô do bem e camelô do mal. Encontramos no nosso dia-a-dia exemplo de trabalhadores cameloteando para o sustento de suas famílias; outros, do mal, se juntam a contrabandistas, vendem produtos falsificados ou pirateados e até produtos roubados.

O exemplo mais que perfeito do camelô do mal é o pelego Lula da Silva, que se elegeu presidente graças a dois artifícios, uma organização criminosa registrada como partido político (PT) e um estelionato eleitoral.

Como camelô político, Lula contrabandeia ideologia, pirateia medidas provisórias, falsifica acordos políticos, engana os desinformados e negocia promessas. Vendeu à prestação a idéia de uma “gerentona” que ia consolidar o “modo petista de governar”, o que é na realidade um governo alegórico, incompetente e corrupto.

Na sua camelotagem recente, falando mais do que o “homem da cobra”, o Pelegão tenta burlar os brasileiros com as mentiras que se tornaram uma marca registrada do lulo-petismo.

Fazendo-se de vítima, achou uma violência o mandado de condução coercitiva que foi necessário, pois bradou aos quatro ventos que não iria depor de jeito algum. E não parou aí, enrouqueceu sem explicar nem justificar as denúncias que lhes são feitas.

Foi hilário falar da inveja “das elites” que não perdoam um ‘operário’ possuir um sítio nem um triplex, o que na verdade o que não se perdoa é que esses bens sejam frutos de propinas; e com grosseira ironia referiu-se aos pedalinhos dos seus netos no sítio que não é seu, denunciados embora de ínfimos preços: omitiu malandramente que foram comprados com cartão corporativo da presidência da República…

Diante dos banqueiros, empreiteiras, doleiros e lobistas Lula, camelô do mal, ouve deles o bordão de Sílvio Santos, camelô do bem: “Quem quer dinheiro?”. Aceitando imediatamente a proposta…

 

O ESPELHO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Eu preferia ser louco com a verdade a ser sadio com as mentiras” (Bertrand Russel)

Para quem tem lido os meus artigos e crônicas, conhecendo o meu estilo, é evidente que não espera que eu venha discorrer sobre a Física e sua complexa vertente, a Ótica, escrevendo “O Espelho”

O espelho – palavra originária do latim, speculum – é uma superfície reflexiva com uma direção definida. Há vários tipos de espelhos, plano, esférico, côncavo e convexo – estes últimos fazendo-nos rir nos parques de diversão.

O lago em que Narciso se mirava era um espelho; mas os espelhos artificiais, segundo historiadores, surgiram a 6.000 a.C.. Eram pedaços de obsidiana ou placas de bronze polidos com areia. No Egito e na Mesopotâmia foram feitos de cobre e na China com cristais.

Os primeiros espelhos de vidro apareceram no antigo Líbano com uma camada de ouro no lado posterior; de lá foram para Roma e bem mais tarde, no Renascimento, artesãos alemães criaram um processo substituindo o ouro por uma fina amálgama de mercúrio. Depois veio o uso da prata e do estanho tal como conhecemos.

A imagem humana refletida no espelho é tema de várias manifestações culturais; no cinema temos um filme recente de 2013 “O Espelho” (lançado no Brasil em 2014) dirigido por Mike Flanagan, um drama psicológico, que indico aos cinéfilos.

O nosso genial Machado de Assis tem um conto com o título “O Espelho” no seu livro “Papéis Avulsos” – oferecendo uma interessante abordagem psicossocial. Sua teoria gira sobre a personalidade produzida pelas forças sociais que, por sua vez, existem graças à personalidade…

Machado nos inspira a espelhar a realidade e o nosso epigrafado, Russel (pensador da minha admiração pessoal) nos faz olhar o espelho para distinguir a verdade e a mentira.

Assim chegamos à política brasileira onde transborda a lama da mentira, que vem de cima para baixo, em conseqüência do rompimento das barragens da honestidade e da ética.

A impostura dos governantes que não engana mais ninguém é defendida apenas por 7% dos brasileiros comprometidos com a grande fraude lulo-petista; são os aparelhados sem concurso na administração pública, ou conformados com os restos do banquete da corrupção.

Na visão da esmagadora maioria dos brasileiros o PT-governo espelha o oposto do reflexo luminoso da verdade. Temos na presidência da República uma impostora criada pelo marketing fraudulento e astucioso, eleita por propinas e promessas eleitorais mentirosas.

O lado posterior da imagem real do espelho nacional, a camada de prata, foi surrupiada pelos pelegos no poder, na prática desonesta que vai da destruição da Petrobras, a venda criminosa de medidas provisórias até o furto da coisa pública, como fez Lula da Silva levando bens do Palácio da Alvorada para uso pessoal.

No filme “O Espelho” a protagonista (Kaylie) acredita na existência de um espelho assombrado e convence seu irmão (Tim) a quebrá-lo, acabando com a maldição que ele contém.

Proponho que quebremos o espelho do poder lulo-petista no Brasil, para dar um fim nas mentiras, na roubalheira e na hipocrisia reinante. Dizem que quebrar um espelho dá sete anos de azar; mas, da minha parte, me disponho a correr o risco…

 

TALIÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” (Rui Barbosa)

Aplaudi o corajoso pioneirismo do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, e continuo regateando-lhe o meu aplauso pela condenação dos corruptos no caso do Mensalão. Acho, entretanto, que as penas foram incompletas; os ladrões do dinheiro público deveriam ter devolvido ao Estado o que surrupiaram…

Tenho, nesse contexto, uma discordância saudável. Sei da brandura da legislação brasileira com os infratores, principalmente os criminosos de alto coturno; mas não me conformo.

Concordo com a simplicidade objetiva da mais antiga referência à retribuição de uma ofensa com a mesma intensidade, que está no Código de Hamurábi, estabelecido cerca de 1800 a.C. na Babilônia.

As regras de Direito contidas ali, incluem o que é conhecido como a lei de talião, a “lex talionis”, que foi adotada pelo Direito Romano. Ao contrário de citações encontradas, “talião” se escreve com letra minúscula por que não se trata de um nome próprio como é presumido, vem de “talis”, idêntico.

Por analogia, o réu é punido taliter, ou seja, por analogia, de maneira igual ao dano causado. Temos a palavra retaliação, indicando retribuição de uma ofensa com a mesma intensidade, oriunda do mesmo radical latino talis.

Este tipo de punição ficou conhecido como “Olho por Olho, Dente por Dente”, mas a Bíblia, no Êxodo 21:24, amplia o conceito de pena para “mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe”…

Assim, os assaltantes do Erário estão na obrigação de acrescentar às penas estipuladas a devolução aos cofres públicos do que levaram. E é isto que temos visto nas sentenças estipuladas pelo juiz Sérgio Moro para os condenados do Petrolão.

Nada pior para os ambiciosos, gananciosos, usurários e praticantes de ganho ilícito, do que ver dissipar-se dos seus bens parte da riqueza acumulada ilegalmente. Não é por acaso que estrebucham! Os envolvidos nos escândalos das propinas se debatem por todos os meios.

A mais recente demonstração deste inconformismo ficou patente no chamado “Manifesto da Oderbrecht”, produzido pelo advogado de Marcelo Oderbrecht, Nabor Bulhões, contra a Operação Lava Jato e a atuação de Sérgio Moro.

A “Carta” contém 104 assinaturas de causídicos, muitos deles defensores de empreiteiros e políticos envolvidos na investida contra a Petrobras. Foi publicada como matéria paga nos jornalões, e quem a leu demonstrou repúdio.

Os brasileiros bem informados se indignaram. E representando o apoio do povo à Polícia Federal, Ministério Público Federal e ao juiz Moro, várias entidades representativas de advogados, juízes e promotores reagiram.

O Petrolão, seguimento da ação corrupta instaurada pelo lulo-petismo com o Mensalão, escandalizou o País e atravessou as fronteiras, objeto de publicações no exterior. É, sem dúvida, a maior ocorrência de corrupção da História do Brasil, revelada por investigações criteriosas, ricas em testemunhos e provas inabaláveis.

Exigimos que os corruptos devolvam todo dinheiro apropriado indevidamente do patrimônio nacional. “Não devemos desanimar da virtude, nem ter vergonha de sermos honestos.”

DESONESTIDADE

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Ajuntar tesouros com língua falsa é uma vaidade fugitiva; aqueles que os buscam, buscam a morte.” (Provérbios 21:6)

Está na formação e no caráter das pessoas a escolha entre ser honesto, não mentir, roubar, enganar ou trapacear, ou então escolher o lado oposto, ser desonesto, mentiroso, ímprobo, iníquo, desleal.

Ser honesto significa adotar um comportamento de respeito aos bens alheios, principalmente quando se trata do patrimônio público. Agindo dessa maneira, não precisa de jeito algum alardear honestidade.

Vem de longe, do século XVIII a.C, leis compiladas no famoso Código de Hamurabi trazendo punições para a desonestidade. Também os ensinamentos de Buda trazem condenações para os desonestos, explicitando que “mentir para se justificar e se proteger não é ‘ser honesto’.

A tradição religiosa judaico-cristã também combate o desonesto. No Novo Testamento, o evangelista Lucas, ensina a virtude através de contos populares, como o “Filho Pródigo” e o “Bom samaritano”, explicitando: “Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes.”

Apesar dessas lições, escarnecendo do povo que acompanha a sua trajetória política e pessoal, o fanfarrão Lula da Silva num café da manhã com blogueiros partidários apossou-se do monopólio da honestidade dizendo “Não tem uma viva alma mais honesta do que eu”.

A imprensa divulgou que esta bazófia arrancou gargalhada da platéia. E não foi por acaso: com a frase encerra duas grandes mentiras. Mostrou desonestidade usando auditório de mercenários pagos com dinheiro público e falou de “alma viva” sabendo-se que as almas são dos mortos…

Para Lula, não custa dinheiro do seu bolso nem esforço nenhum vangloriar-se diante de comparsas que mamam nas tetas do Erário ou comem os restos do banquete das propinas. Felizmente fica impossível que a sua fala fique presa intramuros, e o povo brasileiro tomando conhecimento delas fica indignado.

O sentimento de repulsa é ter a noção, quase certeza, da trajetória corrupta, do ex-presidente desde a vida sindical. Poucos, de sã consciência, desconhecem o trabalho anticorrupção da Operação Lava Jato, executada pela Polícia Federal, Ministério Público e o juiz Sérgio Moro.

Não bastassem as investigações que envolvem o Pelegão, bastam as suas companhias por si só para envolvê-lo nas teias da corrupção na Petrobras, empresas estatais e fundos de pensão. Seus parceiros, hierarcas do PT estão presos ou sob buscas policiais e jurídicas; e quanto aos aliados, basta citar alguns nomes como Renan Calheiros, Jáder Barbalho, Collor, Gedel Vieira, Sarney, Lobão e Maluf…

Na verdade, o nome de Lula ainda não apareceu como deveria, pois é suspeito de ser o mentor e chefe da organização criminosa que assaltou o Brasil; mas já é alvo de várias delações de réus envolvidos em criminosas transações com seus companheiros José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil, e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

Sagaz, com doutorado na escola dos pelegos sindicais, Lula sabe que é muito mais fácil corromper do que persuadir; mas não tendo estudo não aprendeu com Sócrates que “Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade”.