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Heifetz toca Paganini

Jascha Heifetz foi um dos maiores virtuosos da história do violino, famoso por suas interpretações de melodias famosas de Paganini, Bach e Saint-Saëns. Considerado por muitos o melhor violinista do século 20.

Por oitenta e três de seus oitenta e seis anos, Jascha Heifetz (2 de Fevereiro de 1901 – 10 de Dezembro de 1987) tocou violino e, em sessenta de seus oitenta e seis anos, ele fez isso em frente a platéias imensas em todo o mundo.

Desde seu primeiro concerto orquestrado em São Petersburgo no dia 30 de Abril de 1911, ele expôs sua arte ao mundo através de mais de dois milhões de quilômetros de viagens ao redor do globo, inúmeras aparições em rádios e participações em produções cinematográficas.

Heifetz começou a tocar em um pequeno violino, dado a ele por seu pai, professor de violino local, quando a família ainda vivia na cidade de Vilna, na Rússia (atualmente chamada Vilnius e localizada na Lituânia), e com sete anos já fazia pequenas apresentações solo. Entrou na famosa classe de Leopold Auer em São Petersburgo com a idade de nove anos e em três anos foi considerado uma criança prodígio, com raro dom para a música.

Sabe, disse Heifetz certa vez, na minha opinião, isso de criança prodígio não passa de uma doença, geralmente fatal. Eu tive a sorte de estar entre os poucos que sobreviveram a isso. Mas havia a vantagem de possuir um grande professor e uma família que levava a música em alta consideração, tinha bom gosto e odiava a mediocridade.

Nos anos que se seguiram a sua estréia em São Petersburgo, Heifetz apresentou-se seguidamente na Alemanha, Áustria e Escandinávia, mas após a Revolução Russa (1917), sua família mudou-se para a América do Norte. Heifetz lá tocou pela primeira vez no Carnegie Hall, no dia vinte e sete de Outubro de 1917.

Sobre esta noite, o crítico Samuel Chotzinoff reportou: O violinista de dezesseis anos parecia a pessoa menos preocupada de todo o auditório enquanto caminhava até o palco e pouco se movia durante toda a exibição de tamanho virtuosismo e musicalidade como nunca havia sido visto nesse histórico auditório.

Do dia para a noite, Heifetz se tornou um ídolo e durante aquele ano se apresentou mais trinta vezes apenas na cidade de Nova Iorque.

Rapidamente Heifetz adotou os Estados Unidos como pátria e naturalizou-se como cidadão estadounidense em 1925. Nos anos 40, já adaptado ao american way of life, Heifetz comprou uma confortável casa em Beverly Hills, aonde viveu até sua morte.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu
Temas: jascha heifetz paganiniNotícias

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