RESENHA DA IMPRENSA_13.set.07

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§– Cientistas brasileiros precisaram “contrabandear” nanotubos de carbono, um produto químico de alta tecnologia usado em pesquisa básica, após terem um pedido de compra negado por uma empresa dos Estados Unidos. O caso aconteceu em 2005 e foi relatado ontem pela química Adelina Pinheiro Santos, do Laboratório de Química de Nanoestruturas do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear, órgão da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) em Belo Horizonte. É mais um exemplo de restrições que têm sido impostas a cientistas brasileiros por normas de exportação em vigor nos EUA.

§– Absolvido por 40 votos a favor, 35 contra e seis abstenções, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) pretende restabelecer as pontes com a oposição, que já promete radicalizar na votação da CPMF. Renan não cogita licença para distender as relações, como defendem setores do governo. Julga que, se estivesse licenciado, teria sido cassado. O raciocínio vale para os processos que ainda estão no Conselho de Ética. O mesmo empenho do PT e do governo para a absolvição será cobrado do presidente do Senado para a aprovação da CPMF. A emenda requer 49 votos e os aliados somam 41 senadores.

§– A proposta da Receita para criar um novo tributo de até 4% sobre o faturamento para compensar a desoneração da folha de pagamentos deve significar elevação da carga tributária para a maior parte das empresas. Se a folha de salários corresponder a menos de 40% do faturamento a empresa será prejudicada, porque o gasto com o novo tributo será maior do que a redução de 10% na contribuição ao INSS. Na indústria, a folha representa 7,85% da receita. O ministro Guido Mantega disse que a criação do tributo é “uma hipótese incogitável”.

§– O ritmo forte mas não explosivo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, revelado ontem pelo IBGE, renovou as expectativas do mercado financeiro de que o Banco Central manterá sua política de corte gradual da taxa de juros. O PIB cresceu 5,4% em relação ao segundo trimestre do ano passado e 0,8% na comparação com os primeiros três meses deste ano, taxa um pouco inferior aos 0,9% e 1,0% registrados nos dois trimestres anteriores.

§– Numa sessão histórica, cercada de tumulto, com brigas, socos e até uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), os senadores absolveram ontem o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), da acusação de quebra de decoro e, assim, mantiveram o mandato do parlamentar. Foram 35 votos pela perda do mandato, 40 pela absolvição e 6 abstenções, numa sessão fechada. Diante da permanência de Renan à frente do Senado, a oposição promete dificultar ao máximo a aprovação da prorrogação da CPMF, como uma espécie de retaliação ao Palácio do Planalto, que se esforçou para manter o senador no cargo. (págs. 1, A-9 e A-10)

§– A economia brasileira cresceu, no segundo trimestre, 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pela indústria, que registrou expansão de 6,8%. O resultado do Produto Interno Bruto divulgado ontem pelo IBGE foi o melhor desde 2004. Segundo analistas, a boa notícia é que a taxa de investimento bateu recorde e o consumo das famílias está forte. Bancos e consultorias revisaram para cima – as projeções do PIB para o fim do ano, embora o Brasil continue crescendo num ritmo menor do que o de outros emergentes, como Índia e China.

§– Longe do incisivo tom de quando assumiu a pasta, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que a cobrança sobre as empresas aéreas não pode ser excessiva a ponto de “privilegiar” o consumidor. Segundo Jobim, em caso de punição das empresas por overbooking, também deveria ser punido o consumidor que não comparece a um vôo marcado; depois da entrevista, entra em seu carro oficial, estacionado em vaga reservada para deficientes no estacionamento do Anexo 3 da Câmara.

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