Arquivo do mês: abril 2012
Chamadas de 1ª página_15.abr.12
O GLOBO – Futuro presidente do STF diz que julga mensalão este ano
FOLHA DE SP – Cachoeira sacou R$ 8,5 milhões em ano eleitoral
ESTADÃO – Agnelo nega renúncia: ‘Só se me abaterem fisicamente’
C. BRAZILIENSE – CPI vai investigar irmão de Demóstenes
ESTADO DE MINAS – Valadares agora envia dinheiro para os EUA
JORNAL DO COMMERCIO – Médium atrai mil pessoas por dia em Goiás
ZERO HORA – Saúde privada superlotada
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Marianne Moore
A EMBALSAMADA POLÍTICA
Nada há a dizer a teu favor. Guarda
o teu segredo. Oculta-o sob a tua plumagem
áspera, necromante.
Ó
ave, cujas tendas foram “toldos de fio
egípcio”, a vaga inscrição em ziguezague da Justiça
– inclinando-se como uma bailarina –
há-de mostrar
a força da sua soberania outrora viva?
Dizes que não, e transmigrando do
sarcófago, tu és como o vento,
a neve,
o silêncio à nossa volta, com a voz de um moribundo,
semi-titubeante e semi-senhoril, tu espias
em redor. Íbis, em ti qualquer virtude
não
existe – tu, que estás viva, mas tão silenciosa.
O comportamento discreto não é agora a síntese
do bom senso do estadista.
Mesmo
que fosse a encarnação da graça morta?
Como se uma máscara da morte pudesse alguma vez substituir
a excelência imperfeita da vida!
Lenta
até para reparar no íngreme e rígido equilíbrio
do teu trono, hás-de ver a forte distorção
dos sonhos suicidas
passar
cambaleante em sua direcção e com o bico
atacar a sua própria identidade, até
o inimigo parecer amigo e o amigo parecer
inimigo.
(in Poemas de Marianne Moore e Elisabeth Bishop, tradução de Maria de Lourdes Guimarães)
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Sinopse das revistas semanais
VEJA
Capa – Os filhos da inovação: Jovens brasileiros que se preparam para enfrentar com qualidade o mundo da informática * Entrevista: O Mensalão será o julgamento do século; Carlos Ayres Britto * Petistas versus petistas * Sabe com quem está falando? * E o dinheiro da saúde some de novo * Laços financeiros * Economia: Um erro de cálculo * Plano de pouco brilho
ÉPOCA
Capa – Paul McCartney * Entrevistas: Juan Manuel Santos: “Eu faria a paz com as Farc diretamente”; João Paulo Capobianco: “O governo é pré-histórico na questão ambiental” * O governador de 35 contas bancárias * O alvo deles era Dilma * O boi ao lado é verde * Pirataria no Senado Federal * Repressão além da fronteira * Economia: O populismo dos juros * A preferida do bicheiro * Quem vai faturar em cima dele? * Magnífica suspeita
ISTOÉ
Capa – Dadá e o submundo dos grampos * Editorial: A Espanha não é uma opção * Aborto de anencéfalos: um marco para a sociedade * Pescaria fora da lei * O homem que pode mudar a justiça brasileira * Cachoeira chega a Perillo * O enrolado Marcos Play * Um partido que agoniza * Economia: Enfim, a desoneração! * A indústria brasileira não escolheu * O dono da bola no Brasil * O fim das Farc? * Os encantos de Manuela
Istoé Dinheiro
Capa – O Governo ataca os juros * Entrevistas: Ricardo Loureiro e Frédéric Banzet * Artigos: ‘É a inovação, estúpido!’ e ‘Rio+20, avitrine das empresas brasileiras’ * O novo papel dos ministros * Imposto menor, investimento maior * A cruzada do dinheiro barato * O paradoxo do câmbio * 10 perguntas para Fabrizio Saccomanni, diretor-geral do BC da Itália * Finanças: Corretoras à caça de dinheiro * Há vida depois dos genéricos * A vez dos trilhos
Carta Capital
Capa – Na Mira! O Brasil de Cachoeira * Editorial: Demóstenes, Marconi e Policarpo * Coronelismo fora de moda * Uma candidatura contra a mesmice * Opinião: ‘O crucifixo nos tribunais’, Alfredo Bosi * Economia: Um pouco mais de oxigênio * A perpetuação da pobreza * A cizânia no país desinformado
EXAME
Capa – A Indústria em perigo? A verdadeira ameaça à indústria * Por que elas crescem * Brasil: Um salto para o futuro * Um PAC para chamar de seu * Se não faz, deixe fazer * Negócios: O petróleo virou gás * Um sócio de 15 bilhões de reais
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No Rio, BB e Caixa não estão preparados para reduzir juro
Gerentes dão informações erradas ou desencontradas sobre taxas
Apesar da intenção do governo de usar bancos públicos para estimular a concorrência e reduzir os juros no país, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal demonstram estar mal preparados. Levantamento do Globo em agências do Rio, em busca das taxas mais baixas anunciadas nos últimos dias pelas duas instituições, mostrou que gerentes dão informações erradas ou desencontradas, em meio a longas esperas. No BB, a taxa do cartão de crédito, que caiu para até 3%, ainda era informada como se estivesse em 13%. A presidente Dilma criticou os bancos brasileiros, dizendo que os spreads são entraves ao crescimento. (O Globo)
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Por novo Código Florestal Planalto cede a ruralistas
Dilma aceita acordo que anistia desmate de pequenos e médios produtores
O governo deu sinal verde a um acordo sobre a reforma do Código Florestal que libera 92% dos agricultores de repor floresta desmatada ilegalmente, relatam Vai do Cruz e Cláudio Angelo.
Esse é o percentual de pequenas e médias propriedades no país equivalente a 30% das terras produtivas. A presidente Dilma não quer que o benefício seja estendido a grandes produtores. (Folha de SP))
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Dilma pede a Lula cautela com CPI do Cachoeira
Presidente teme que investigações envolvendo contraventor respinguem em seu governo
A presidente Dilma Rousseff reuniu-se ontem por quase três horas com o ex-presidente Lula na sub-sede da Presidência, na Avenida Paulista, para pedir a ele que tenha cautela em relação à Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira, informa o repórter João Domingos. Ela teme que as investigações respinguem em seu governo e estaria aborrecida com o PT. Ao lado do presidente do partido, Rui Falcão, Lula tem sido um dos principais incentivadores da CPI, que vai apurar as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos. Para eles, será possível provar que não houve o mensalão. Ontem, o Supremo Tribunal Federal negou a suspensão do inquérito contra o senador Demóstenes Torres (GO). (Estadão))
CPI terá Collor e Renan
A CPI do Cachoeira terá entre seus membros os senadores Fernando Collor, que sofreu impeachment depois da CPI do PC, e Renan Calheiros, que renunciou à presidência do Senado para não ser cassado. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, negou liminar pedida por Demóstenes Torres para desconsiderar as gravações em que trata dos interesses do bicheiro.
Agnelo intercedeu pela Delta
0 governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), intercedeu em favor da construtora antes mesmo de tomar posse.
Para PT, Agnelo chegou ao fim
Após ouvir gravações feitas pela PF, a cúpula do PT dá como perdida a situação do governador Agnelo Queiroz (DF), já pressionado a renunciar, informa Ricardo Noblat. O secretário de Saúde do DF admitiu que se reuniu com ex-diretor da Delta investigado no esquema de Cachoeira.
PM levantou dado sigiloso de rival do governador do DF
Policiais da Casa Militar do DF usaram uma rede de informações sigilosas para investigar o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), adversário do governador Agnelo Queiroz (PT). No dia em que o sistema foi acessado, o deputado acusou Agnelo de participar de fraudes na Anvisa.
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Chamadas de 1ª página_14.abr.12
O GLOBO – CPI terá Collor e Renan
FOLHA DE SP – Deputado diz que sabia de contravenção de Cachoeira
ESTADÃO – Dilma pede a Lula cautela com CPI do Cachoeira
C. BRAZILIENSE – Demóstenes ofereceu ajuda do MP de Goiás a Cachoeira
ESTADO DE MINAS – Faltam hospitais para fazer aborto no país
JORNAL DO COMMERCIO – Demóstenes sofre derrota no Supremo
ZERO HORA – Ação de Cachoeira no DF já pressiona Agnelo
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César Vallejo
OS ARAUTOS NEGROS
Há golpes na vida tão fortes… Eu nem sei!
Golpes como do ódio de Deus; como se ante eles
a ressaca de quanto foi sofrido
se empoçara na alma… Eu nem sei!
São poucos, porém são… Abrem sulcos escuros
no rosto mais fero e no lombo mais forte.
Serão talvez os potros de bárbaros átilas;
ou os arautos negros que nos manda a Morte.
São as caídas fundas dos Cristos da alma,
de alguma fé adorável que o Destino blasfema.
Esses golpes sangrentos são as crepitações
de algum pão que na porta do forno se queima.
E o homem… Pobre… pobre! Volve os olhos, como
quando por sobre os ombros nos chama uma palmada;
volve os olhos loucos, e todo o vivido
se empoça, como charco de culpa, na mirada.
Há golpes na vida tão fortes… Eu nem sei!
César Vallejo
Tradução de Fernando Mendes Vianna
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Um artigo polêmico
Ecos da semana santa: o crucifixo e a Justiça
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Os ecos deixados pela semana santa nos trazem os protestos pela retirada de um crucifixo do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul; e, por outro lado, também tivemos reclamações contra a presença de crucifixos em repartições públicas e questionamentos sobre os critérios que devem reger o ensino religioso nas escolas.
Na realidade, o que se discute é o princípio constitucional da laicidade do Estado, a idéia nacional majoritária de que o Estado não deve se meter nas questões de fé, e consagrar a plena liberdade de crença.
É claro que por demagogia eleitoralista, muitos políticos atropelam este princípio de neutralidade do Estado. Há câmaras de vereadores, por exemplo, que abrem as sessões plenárias com orações e, outro dia, a PresidentA da República conclamou ministros a uma prece pela recuperação da saúde do seu antecessor e criador, acometido de um câncer.
Num dos centros mais avançados do País, tivemos através do noticiário dos jornais, um fato que não me passou despercebido: informou-se que os candidatos à prefeitura paulistana, Serra e Haddad, correm atrás dos votos da igreja católica, enfrentando o ex-seminarista Chalita, que pode atrair o apoio de padres e bispos diocesanos.
Cumprindo a minha decisão de assumir minhas convicções pessoais, evoco, no caso do Estado laico e da liberdade religiosa, a respeitável opinião do professor Themistocles Brandão Cavalcanti de que a conquista constitucional da liberdade religiosa é verdadeira confirmação de maturidade de um povo.
Há uns 60 anos, assisti constrangido o apedrejamento de um templo da Assembléia de Deusem Nova Friburgo, Estado do Rio, e corri para a frente da casa juntando-me aos evangélicos que a defendiam. Eu não tinha religião, como ainda hoje não tenho, tendo inveja – como meu amigo Darci Ribeiro – de quem guarda esta fé no coração.
Mesmo sem crença defendo com todas as minhas forças a tolerância religiosa e a proibição do Estado em impor à cidadania uma religião oficial. Para mim, a liberdade de religião e crença é um direito inalienável do povo. E ressalto que esta liberdade de convencimento íntimo deve se estender a quem não crê ou professa uma fé, inclusive adotar o ateísmo.
Com isto, reservo um aplauso ao Estado de São Paulo, jornal de propriedade de uma família tradicionalmente católica, que publicou um Editorial, ‘Religião na escola’ pedindo ao Estado para impedir práticas confessionais em sala de aula na rede pública, citando Carlos Drummond de Andrade que, na adolescência, foi expulso do colégio de jesuítas por”insubordinação mental” – isto é, não aceitar a imposição religiosa.
Passei por algo parecido com alguns colegas – entre eles Jean Francesco Guarnieri – ‘convidados’ à transferência para outra escola por nos recusar assistir as missas dominicais.
Ao citar a defesa do Estadão da não intervenção religiosa na escola pública e recordar o poeta Carlos Drummond e o teatrólogo Guarnieri, gênios da raça, chega-me à lembrança um dos meus ídolos da juventude, Voltaire, que escreveu no seu ‘Dicionário Filosófico’: “O homem sempre criou deuses à sua imagem”.
Outro pensador, seu contemporâneo, Feuerbach, deixou-nos um conciso pensamento ateísta: “Não foi Deus que fez o homem, mas sim o homem é que fez Deus à sua semelhança”.
Finalmente, ocorre-me um dos mais admiráveis intelectuais de língua portuguesa, Anthero de Quental, com um programa político-ideológico nas ‘Odes Modernas’, propondo: “Reconstrução do mundo humano sobre as bases eternas da Justiça, da Razão e da Verdade, com exclusão dos reis e dos governos tirânicos, dos deuses e das religiões inúteis e ilusórias”.
Por 8 votos a 2, STF libera aborto de fetos sem cérebro
Ministros consideraram que anencéfalo não tem vida e, nesse caso, interrupção da gravidez deixa de ser crime
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem que mulheres que optam por abortar fetos anencéfalos e os médicos que provocam a interrupção da gravidez não cometem crime. Oito ministros votaram a favor e dois contra. A maioria entendeu que um feto com anencefalia é natimorto e, portanto, a interrupção da gravidez nesses casos não é comparada ao aborto, considerado crime pelo Código Penal. A coordenadora da área técnica da saúde da mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilella, afirmou que o governo quer acelerar a habilitação de mais 30 centros, além dos 65 já existentes, para realizar os abortos nos casos previstos por lei. O governo reconhece que a procura deve crescer, mas não a ponto de sobrecarregar o sistema.
Legislação é desconhecida
Em pesquisa do Hospital das Clínicas na capital paulista, 97% dos enfermeiros e 33% dos médicos disseram não saber quando o aborto é legal. . (Estadão)
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