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‘Fantasmas’ infestam quase todo o Senado

Não há controle, no Senado, sobre os “fantasmas” que integram quase todos os gabinetes graças a um artifício: grande parte dos senadores divide com várias pessoas o salário que deveria ser pago a apenas um assessor. Assim, seis pessoas dividem um salário de R$ 6 mil mensais, por exemplo.

Senador dispõe também de R$ 80 mil para contratar até 20 “assistentes parlamentares”. E a verba indenizatória de R$ 15 mil paga custos e salários nos escritórios estaduais de cada senador.

Fonte: Cláudio Humberto, jornalista

Sarney não declarou sua casa ao TSE

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deve enfrentar um novo constrangimento: a revelação de que sua casa localizada na QL 12 do Lago Sul, em Brasília, não consta da última declaração de bens que ele apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral.

O imóvel foi devidamente declarado ao Imposto de Renda, mas, por falha de sua assessoria, deixou de ser incluída no documento protocolado no TSE.

 

Fonte: claudiohumberto.com.br

PT decide pedir o afastamento de José Sarney

Reunidos na tarde desta quarta-feira (1), os integrantes da bancada do PT decidiram apelar ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que se afastasse do comando da Casa por 30 dias.

Segundo o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), Sarney não aceitou a proposta, mas disse que vai discutir o seu futuro político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mesmo com as medidas adotadas pelo PT, Mercadante defendeu o colega. “Não achamos que a responsabilidade pela crise do Senado é de Sarney”, disse o petista. 

Fonte: Portal G1

Ato secreto era intencional, reforça servidora do Senado

Mais um servidor do Senado confirmou a versão do chefe de serviço de publicação de boletim de pessoal da Casa, Franklin Paes Landim, de que partiam dos ex-diretores Agaciel Maia (Diretoria-Geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos) as ordens para que determinados atos administrativos não fossem publicados para esconder seu conteúdo.

A servidora foi ouvida informalmente na quinta-feira à noite, antes da publicação da entrevista de Landim à Folha. O nome dela é guardado em sigilo para evitar retaliações. Ela trabalha na Secretaria de Recursos Humanos, no décimo andar, o mesmo de Landim.

O chefe de serviço de publicações dá expediente numa sala com mais de cinco pessoas que acompanham a rotina do órgão. Todos deverão ser ouvidos pela nova comissão de sindicância criada pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) para investigar Zoghbi e Agaciel.

A entrevista de Landim e o depoimento da servidora do Recursos Humanos provocaram mudanças no relatório da primeira comissão de sindicância que havia sido criada para apurar a existência dos atos secretos. O documento foi entregue na sexta-feira, mas só será divulgado amanhã pelo primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI).

A comissão não incluiu o depoimento da servidora no relatório final porque sua atribuição foi apenas a de identificar os documentos. O que apurou além disso será repassado para a outra comissão, que irá apurar responsabilidades.

No documento deverá ser usada a expressão “atos com negação de publicidade”. A expressão “atos secretos” ficará de fora. O relatório contabilizou o número de atos e não o de boletins administrativos onde eles são publicados.

Os três integrantes da comissão fizeram um pacto de não divulgar o total de atos encontrados. A Folha apurou, no entanto, que ficará entre 600 e 650. Até quinta-feira passada, haviam sido computados 623.

Franklin Paes Landim contou à Folha que Agaciel dava as ordens para ele por telefone, enquanto que Zoghbi, que despachava no mesmo andar, ia pessoalmente. Procurado, Agaciel Maia não quis comentar as declarações de Landim.

Zoghbi também confirmou, por meio do advogado, que a não publicação de alguns atos era deliberada. Segundo ele, as ordens que repassava ao servidor vinham de Agaciel. Para o Ministério Público, o fato de os atos não terem sido publicados de propósito significa que houve crime de improbidade administrativa. Para o Ministério Público, esses atos devem ser anulados imediatamente.

Após a entrevista de Landim, Sarney estimulou servidores do Senado a fazerem o mesmo. “Nós asseguramos a todos que tiverem colaborado no inquérito absoluta liberdade de o fazer, sem nenhuma represália. Quem fizer assim estará prestando um serviço ao país e ao Senado”, afirmou.

Na entrevista à Folha, Landim contou que tinha uma pasta para guardar os atos que, conforme determinação dos dois diretores, não poderiam ser publicados de imediato e que alguns atos foram por “anos” mantidos em segredo. “Ele mandava guardar. Dizia: Esse você não vai [publicar]”, afirmou, com relação a Agaciel.

Fonte: Folha Uol

Por Lúcia Hippolito

Homenagem a Sarney e seus blue caps

O maior poeta do século XX, o profeta da nossa geração, o menestrel desses tempos nos presenteou com a sentença definitiva sobre essa gente, que por não ver o passar do tempo, rouba o nosso futuro.

De: [email protected]

Para: [email protected]

The Times They Are A-Changin’

Come gather ’round people wherever you roam
And admit that the waters around you have grown
And accept it that soon you’ll be drenched to the bone.
If your time to you is worth savin’
Then you better start swimmin’ or you’ll sink like a stone
For the times they are a-changin’

Come writers and critics who prophesize with your pen
And keep your eyes wide the chance won’t come again
And don’t speak too soon for the wheel’s still in spin
And there’s no tellin’ who that it’s namin’.
For the loser now will be later to win
For the times they are a-changin’.

Come senators, congressmen please heed the call
Don’t stand in the doorway don’t block up the hall
For he that gets hurt will be he who has stalled
There’s a battle outside and it is ragin’.
It’ll soon shake your windows and rattle your walls
For the times they are a-changin’

Come mothers and fathers throughout the land
And don’t criticize what you can’t understand
Your sons and your daughters are beyond your command
Your old road is rapidly agin’.
Please get out of the new one if you can’t lend your hand
For the times they are a-changin’.

The line it is drawn the curse it is cast
The slow one now will later be fast
As the present now will later be past
The order is rapidly fadin’.
And the first one now will later be last
For the times they are a-changin’.

OS TEMPOS ESTÃO MUDANDO:

Venha se reunir, pessoal, por onde quer que andem
E admitam que as águas que nos cercam se elevaram
Aceitando isto
Logo estaremos ensopados até os ossos
Se o tempo para você vale salvar
Então é melhor começar a nadar
Ou você afundará como uma pedra
Pois os tempos, eles estão mudando

Venham escritores e críticos
Que profetizam com suas canetas
E mantenham os olhos abertos
Que a chance não se repita
E não fale cedo demais pois a roda continua girando
E não há como saber quem será nomeado
Pois o perdedor de agora
Estará mais tarde a ganhar
Pois os tempos, eles estão mudando

Venham senadores, congressistas, respondam ao chamado
Não aglomere na porta, não congestione o corredor
Pois aquele que se machuca será aquele que atravanca
Existe uma batalha lá fora urrando
Logo ela estará sacudindo suas janelas
E tremendo suas paredes
Pois os tempos, eles estão mudando

Venham mães e pais por toda a terra
E não critiquem o que não conseguem compreender
Seus filhos e filhas
Estão além de seu comando
Sua velha estrada está rapidamente deteriorando
Por favor saiam da nova
Se vocês não podem contribuir
Pois os tempos, eles estão mudando

A linha foi traçada, a maldição foi lançada
O lento agora mais tarde será veloz
E o presente agora mais tarde será passado
A ordem rapidamente se desbota
E o primeiro agora
Mais tarde será o último
Pois os tempos, eles estão mudando 

Nova e impressionante onda de escândalos no Congresso

Tráfico de influência, manipulação e patrimonialismo. Espanta a quantidade de escândalos no Congresso Nacional. Nesta onda, senadores e deputados estão legislando em causa própria e de forma secreta. Isso provocaria uma crise em qualquer país do mundo, mas no Brasil nada acontece.

Clique  abaixo e assista aos comentários de Míriam Leitão sobre a nova onda de escândalos do Congresso.

Ouça o comentário na íntegra

Privatização é isso!

O Senado é deles!

O mais recente escândalo a abalar o Legislativo e a minar a confiança dos cidadãos nas instituições chega na forma de cerca de 500 documentos sigilosos, encontrados por uma auditoria interna do Senado.

Tais documentos sigilosos dizem respeito a nomeações, exonerações, pagamentos de horas extras, pagamentos de planos de saúde odontológicos e clínicos para familiares de ex-parlamentares, entre outras aberrações inadmissíveis num estado democrático de direito.

Esta patologia aponta para duas doenças distintas, mas que se intercomunicam.

Primeiro, para a privatização dos espaços públicos. Tomemos o caso do senador José Sarney, presidente do Senado, por exemplo. O nobre parlamentar não reparou que mensalmente eram depositados em sua conta bancária R$ 3.800,00 de auxílio-moradia – embora o senador resida em uma bela casa em Brasília e tenha à sua disposição a residência oficial da Presidência do Senado.

O nobre senador também não sabia que sua especialista em campanhas, Elga Mara Teixeira Lopes, era, nas horas vagas, diretora do Senado Federal. Confrontado com os fatos, exonerou a especialista e a contratou como assessora pessoal.

Ainda, requisitou seguranças do Senado para fazer segurança privada em suas propriedades em São Luís. Embora o nobre parlamentar tenha sido eleito… pelo Amapá.

É como eu digo. Sarney não é um fofo?

Tem mais. A filha do senador Sarney, então senadora Roseana Sarney, considerou que era perfeitamente ético proporcionar um fim de semana em Brasília, na residência oficial do Senado, para um grupo de amigos maranhenses, companheiros de pano verde, já que a senadora não podia encontrá-los em São Luís, como fazia todos os fins de semana. Problema: os amigos tiveram as passagens pagas pelo Congresso Nacional.

A assessora de imprensa da senadora Roseana Sarney, a jornalista Tania Fusco, era também contratada como diretora do Senado. E não há notícia de que tenha sido exonerada.

Em seguida, ficamos sabendo que Fernando Sarney, também filho do senador Sarney, não é parlamentar, mas tem viagens de seus assessores pagas com cotas de passagens da Câmara dos Deputados.

E quando pensávamos que a privatização do Senado tinha chegado ao máximo, chega a notícia de que um neto do senador Sarney, filho de Fernando Sarney, foi contratado para trabalhar no gabinete do senador Epitácio Cafeteira, por R$ 7.600,00. O jovem tem 22 anos e ainda não se formou em Administração.

Cafeteira queria “pagar um favor” prestado por Fernando Sarney. Outro fofo! Casa-Grande e senzala perde!

Quando a lei do nepotismo começou a ser aplicada no Senado, Sarney Neto foi exonerado num desses documentos sigilosos, que não foi publicado em lugar nenhum. Mas a família não ficou ao relento. A mãe do jovem foi contratada para o mesmo cargo do filho, com o mesmo salário. Era pensão?!

Pensam que acabou? Pois o nobre senador José Sarney também não sabia que sua sobrinha Vera Portela Macieira Borges, filha de um irmãos de dona Marly Sarney, fora contratada em 2003 para um cargo de confiaça de assistente parlamentar, com um salário de R$4.600,00. Detalhe: ela mora em Campo Grande (MS), a mais de mil quilômetros de Brasília!

Como é espaçosa essa família Sarney! E sempre ocupando espaços com dinheiro público.

Novamente, Casa-Grande e sensala perde!!!

A segunda doença apontada por esta patologia dos documentos secretos é a auto-suficiência da burocracia.

Um dos poderes da República é dirigido por burocratas arrogantes, que se julgam no direito de emitir documentos sigilosos, promovendo uns, exonerando outros, pagando horas extras inexistentes.

Tudo isto sem a necessária transparência nem a necessária publicidade que devem obrigatoriamente presidir os atos da administração pública.

E que não se diga que são pequenas transgressões. Estamos falando de um orçamento anual de DOIS BILHÕES DE REAIS!!

Ocorre que, na administração pública, atos que não foram publicados não têm validade. Para isso existem os boletins administrativos, e, no caso do Legislativo, o Diário do Congresso Nacional.

Imaginem se uma lei, aprovada no Congresso, não for publicada! Não é por outra razão que as leis sempre terminam da mesma forma: “Esta lei entra em vigor na data de sua publicação”.

E agora? Os nomeados por esses documentos sigilosos vão devolver aos cofres do país os salários que receberam indevidamente? Mas e aqueles que são inocentes e que realmente trabalharam? Como ficam?

Finalmente, é conveniente responsabilizar por todas as malfeitorias o antigo diretor do Senado, Agaciel Maia. Por mais poderoso que fosse, seus poderes emanavam da Mesa Diretora, ou seja, do presidente do Senado Federal.

Se existem documentos sigilosos datados de dez anos atrás, isto é, 1999, vamos lá. Os responsáveis por mais este capitulo de privatização de um espaço público e de desprezo pelo estado democrático de direito são os presidentes do Senado nesse período: Antonio Carlos Magalhães (2000-2001); Jader Barbalho (2001); Edson Lobão (2001); Ramez Tebet (2001-2003); José Sarney (2003-2005); Renan Calheiros (2005-2007); Tião Vianna (2007); Garibaldi Alves (2007-2009) e José Sarney (2009-…)

(Como se vê, é um desprezo suprapartidário.)

Até quando a sociedade brasileira vai continuar de cabeça baixa?

 

Fonte: Míriam Leitão

chargeonline.com.br/Miguel

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