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Cúpula impõe Roseana ao PT do Maranhão

Quatro dias depois de obrigar o PT de Minas a apoiar o PMDB na disputa ao Palácio da Liberdade, a cúpula petista deve avalizar nesta sexta-feira, 11, a candidatura de Roseana Sarney (PMDB) a um segundo mandato, anulando a decisão do Diretório Estadual do partido, que em março aprovou a aliança com o deputado Flávio Dino (PC do B-MA).

O apoio a Roseana é uma exigência da pré-candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, e do presidente Lula. Dilma comparecerá nesta sexta cedo à reunião do Diretório Nacional do PT, que vai bater o martelo sobre o imbróglio no Maranhão e ratificar a parceria em Minas com o PMDB.

A tendência é o PT aderir à campanha de Roseana. Motivo: a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), que tem a maioria do partido, fechou questão, ontem, pela aprovação da aliança com a filha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

“Não se trata de intervenção porque o 4.º Congresso do PT, em fevereiro, deu ao Diretório Nacional atribuição para examinar em última instância as alianças nos Estados”, afirmou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Fonte: Ricardo Noblat

Sarney passa mal, é medicado e mandado para casa

Por segurança, Sarney foi enviado ao departamento médico do Senado. Conduziu-o um zeloso séquito.

Fez exames complementares. Um raio-x e uma ecografia abdominal. Medicado, ficou em observação.

Depois de algo como quatro horas, Sarney foi mandato para casa. Informou-se que passa bem.

 

Fonte: Josias de Souza

Governo reafirma apoio a Sarney

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou nesta segunda-feira que o governo mantém o apoio à permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado. De acordo com o ministro, o governo acredita que a nota divulgada na sexta-feira pelo líder do PT no Senado, Aluízio Mercadante (SP), não reflete a opinião de toda a bancada petista. Segundo a nota, a bancada defende o afastamento temporário de Sarney.

“Avaliamos que isso não é um movimento do PT”, declarou Múcio, ao sair da reunião de coordenação política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros. “imaginamos que seja um posicionamento de um ou dois senadores. Como o Senado está em recesso, muitos estão fora. Estamos esperando que a poeira baixe para conversar na próxima semana”, disse.

Quando lhe lembraram que a nota partiu do líder do PT no Senado, Múcio insistiu que ela pode não refletir o pensamento de todos. “Precisamos ver se houve um movimento da bancada inteira, visto que o presidente conversou com ela 15 dias antes disso tudo acontecer”, afirmou.

De acordo com o ministro, a situação de Sarney não foi discutida durante a reunião de coordenação política.

Fonte: Veja Online

Lúcia Hippolito comenta

O ocaso do coronel

As mais recentes denúncias sobre as estripulias do senador José Sarney estão longe de ser as últimas e apontam na mesma direção de todas as anteriores: a privatização de recursos e espaços públicos em benefício próprio. Ou de sua família. E o desprezo às leis do país.

Senão vejamos. Distraído, Sarney não reparou que recebia mensalmente R$ 3,8 mil de auxílio-moradia, mesmo tendo mansão em Brasília e tendo à disposição a residência oficial de presidente do Senado.

Culpa da burocracia do Senado.

Distraidíssimo, Sarney esqueceu de declarar sua mansão de R$ 4 milhões à Justiça Eleitoral.

Culpa do contador.

Precavido, requisitou seguranças do Senado para proteger sua casa em São Luís – embora seja senador pelo Amapá.

Milionário (embora o Maranhão continue paupérrimo), não empregou duas sobrinhas e seu neto em suas inúmeras empresas. Preferiu que se empregassem no Senado.

Milionário generoso, não quis deixar a viúva de seu motorista ao relento. Empregou-a para servir cafezinho no Senado, em meio expediente, com salário de R$ 2,3 mil. Ah, e alojou-a em apartamento na quadra dos senadores.

Generoso, não impediu que seu outro neto fizesse negócios milionários com crédito consignado no Senado.

Ainda generoso, entendeu que um agregado da família deveria ser também empregado como motorista do Senado – salário atual de R$ 12 mil – mas trabalhando como mordomo na casa da madrinha, sua filha e então senadora Roseana Sarney.

Aliás, Roseana considerou normal convidar um grupo de amigos fiéis para um fim de semana em Brasília – com passagens pagas pelo Congresso.

Seu filho, Fernando Sarney, o administrador das empresas, que sequer é parlamentar, considerou normal ter passagens aéreas de seus empregados pagas com passagens da quota da Câmara dos Deputados.

Patriarca maranhense, ocupou as dependências do Convento das Mercês, jóia do patrimônio histórico, e ali instalou seu mausoléu. O Ministério Público já pediu a devolução, mas está complicado.

Não é um fofo?

Um dos mais recentes escândalos cerca justamente a Fundação José Sarney, que se apoderou das instalações do Convento das Mercês. Consta que R$1.300 mil captados através da Lei Rouanet junto à Petrobrás, para trabalhos culturais na Fundação José Sarney foram… desviados.

Não há prestação de contas, há empresas-fantasmas, notas fiscais esquisitas.

Enfim, marotice, para dizer o mínimo. Mas Sarney alega que só é presidente de honra da Fundação.

Culpa dos administradores.

E o escândalo mais recente (na divulgação, não na operação): Sarney seria proprietário de contas bancárias no exterior não declaradas à Receita Federal. Coisa do amigão Edemar Cid Ferreira, amigão também da governadora Roseana Sarney a quem, dizem, costumava emprestar um cartão de crédito internacional. Coisa de gente fina.

Em suma, acompanhando as peripécias de José Sarney podemos revelar as entranhas do coronelismo, do fisiologismo, do clientelismo. Do arcaísmo.

Tudo isto demora a morrer. Estrebucha, solta fogo pela venta. Mas um dia desaparece.

Tal como os dinossauros.

 

acharge.com.br/Fausto

acharge.com.br/Fausto

Comentário da vez (II)

Sem motivo, Carepa faz protesto a Sarney

A governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT), enviou ofício a José Sarney, presidente do Senado, criticando a aprovação da troca de lugar a estrela do Pará na Bandeira Nacional pela do Distrito Federal.

Seria até uma atitude elogiada se fosse verdade. O problema é que Carepa se confundiu: na verdade, a CCJ aprovou emenda do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que deixa a Bandeira exatamente como está.

Cláudio Humberto,  jornalista

 

 

Sarney não declarou sua casa ao TSE

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deve enfrentar um novo constrangimento: a revelação de que sua casa localizada na QL 12 do Lago Sul, em Brasília, não consta da última declaração de bens que ele apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral.

O imóvel foi devidamente declarado ao Imposto de Renda, mas, por falha de sua assessoria, deixou de ser incluída no documento protocolado no TSE.

 

Fonte: claudiohumberto.com.br

PT decide pedir o afastamento de José Sarney

Reunidos na tarde desta quarta-feira (1), os integrantes da bancada do PT decidiram apelar ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que se afastasse do comando da Casa por 30 dias.

Segundo o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), Sarney não aceitou a proposta, mas disse que vai discutir o seu futuro político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mesmo com as medidas adotadas pelo PT, Mercadante defendeu o colega. “Não achamos que a responsabilidade pela crise do Senado é de Sarney”, disse o petista. 

Fonte: Portal G1

Guilherme Fiúza comenta

Papo na cozinha

A conversa chegou à cozinha. Sarney afirmou que não foi eleito para limpar a despensa do Senado. Lula declarou que a imprensa é viciada em escândalo.

O Brasil está em consonância com a revolução bolivariana que se espalha pelo continente. Equador, Venezuela, Bolívia e até a Argentina estão preparando a mordaça aos meios de comunicação. A estratégia é criar um conselho fiscalizador da imprensa – uma espécie de zelador da voz dos governos populares. Nasce a liberdade oficial.

Sarney está indignado. A farra dos atos secretos do Senado não é assunto dele. Na verdade, se expressou mal. Quis dizer que é assunto só dele (e dos seus cupinchas) – e ninguém tem nada com isso.

É interessante observar, na dobradinha Lula-Sarney, o casamento do autoritarismo dos anos de chumbo com o autoritarismo sindical. Ambos têm o mesmo princípio: a imprensa é livre, desde que não entre na cozinha do poder. É a privacidade das mãos sujas.

O presidente da República explicou, no Porto do Rio, que quem não estiver gostando do que se passa em Brasília, que se manifeste na eleição de 2010. Se ainda assim ficar insatisfeito, que abra o bico em 2014. Enquanto isso, deixem os escândalos em paz.

É muito pura a democracia dos populistas. Nela, a imprensa é uma espécie de linha cruzada na comunicação dos eleitos com seu povo. Um ruído.

Se o tal filtro latino-americano de manchetes antibolivarianas sair do papel, não haverá mais esse problema. As lambanças na cozinha voltarão a ser assunto só do Sarney e do Lula – com suas barbas e bigodes de molho.

Aí, se alguém sentir cheiro de queimado, bata na porta com jeitinho e avise que o banquete está passando do ponto. Nada de escândalo.

Sarney emprega “fantasma” ligada a Renan

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), emprega na sua assessoria uma funcionária fantasma da instituição, protegida do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), casada com um suposto “laranja” dele, que é suspeito de integrar um esquema irregular do alagoano.

Vânia Lins Uchôa Lopes foi contratada como assessora técnica da presidência do Senado em 8 de abril de 2005, quando Renan ocupava o cargo que hoje é de Sarney. Ela recebe sem dar expediente no local. Vânia é mulher de Tito Uchôa, primo de Renan. Em 2007, Tito foi apontado como comprador de emissoras de rádio em Alagoas em nome de Renan, que seria o verdadeiro proprietário.

Na mesma época, a agência pertencente ao casal, a Costa Dourada Veículos Ltda., foi investigada pela Polícia Federal por ter emprestado a ele R$ 178 mil não declarados ao fisco.

Tanto o empréstimo como o caso das rádios embasaram processos contra Renan que quase lhe custaram o mandato –e o levaram a renunciar à presidência do Senado em 2007.

Ninguém conhece Vânia na presidência do Senado: ela fica em Maceió e nunca vai a Brasília, segundo informação dada por uma empregada em sua casa na capital alagoana.

Assessores do senador José Sarney, informalmente, admitiram à Folha que ela não trabalha onde está lotada.

No Senado, Renan mantém pelo menos mais um aliado que recebe sem trabalhar pela Casa, além de outros personagens dos escândalos que há dois anos ameaçaram seu mandato.

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