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Abreu e Lima: Gabrielli explica superfaturamento em refinaria

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, vai participar de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento para prestar esclarecimentos sobre irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, incluindo um superfaturamento estimado em quase R$ 80 milhões. O empreendimento está sendo construído pela companhia brasileira em parceria com a estatal petrolífera venezuelana (PDVSA).

 

Em nota, a Petrobras questionou a fiscalização do TCU por considerar que os critérios utilizados pelos auditores “são insuficientes” para suas obras, “de grande complexidade e com especificidades próprias da indústria do petróleo”.

 

Fonte: Cláudio Humberto

Oposição abandona CPI da Petrobras

Cansados de ouvir os “convidados do governo”, a oposição abandonou nesta quarta (28) a reunião da CPI da Petrobras convocada para ouvir Erardo Barbosa Filho, gerente da área de exploração e produção da estatal.

Irritados com a demora dos governistas em marcar reunião da CPI para votar requerimentos e discutir os próximos passos da comissão, DEM e PSDB estudam abandonar a comissão em definitivo, informou Álvaro Dias (PSDB-PR): “Em síntese, não se deseja investigar coisa alguma. O que se pretende é acobertar. Dessa forma, não há como a oposição aceitar compactuar”.

 

Fonte: Blog do Cláudio Humberto

“É dever do governo patrocinar estudantes”, diz presidente da UNE

O novo presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, defende sem constrangimento o patrocínio público para eventos estudantis. Segundo ele, é dever de “todas as instâncias” do Estado custear atividades das entidades de classe. “O dinheiro público deve ser usado para ajudar a sociedade a se organizar”, disse.

Eleito após o 51° Congresso da instituição, realizado na semana passada em Brasília ao custo de pelo menos R$ 920 mil aos cofres públicos (sendo R$ 100 mil da Petrobras, em um total de R$ 2,5 milhões), segundo a própria UNE, o estudante de 27 anos acredita que o financiamento do governo não compromete a posição da entidade em relação ao Governo Federal, nem influi na pauta de reivindicações.

– Sempre recebemos ajuda do governo por meio de emendas parlamentares e isso nunca influi em nossas posições – diz Chagas. A UNE afirma não saber quanto recebeu em patrocínio durante os governos anteriores.

As contribuições do governo estão divididas entre o Ministério da Educação, que deu R$ 600 mil, Ministério da Justiça, com R$ 150 mil, Ministério das Ciências e Tecnologia, com R$ 50 mil e Caixa Econômica Federal, com R$ 20 mil.

O atual comportamento da UNE em relação ao governo federal é criticado pelo senador Cristóvam Buarque (PDT-PE). Ele afirma que o patrocínio do governo impede a atitude de protesto “que sempre caracterizou a entidade”:

– A UNE não se vendeu, mas sem dúvida se acomodou. Há um silêncio reverencial – diz.

Chagas rejeita a crítica e afirma que movimentos sociais não são apenas “para ser do contra”. Os seis anos de governo Lula são descritos como um período de “conquistas de bandeiras históricas para os estudantes”. Chagas cita a duplicação da oferta de matrículas, o aumento no pagamento de bolsas pelo programa ProUni.

Petrobras:

O encontro em Brasília promoveu uma passeata contra a CPI para investigar a Petrobras – uma das financiadoras do encontro. O presidente da UNE afirma que “tratam-se de coisas distintas” e que “não é novidade” que a entidade defenda a estatal. “Ajudamos a fundar a Petrobras com a campanha ‘O Petróleo é Nosso’, há 50 anos”, exemplifica.

A explicação para o patrocínio da empresa ao evento ecoa o comentário da própria patrocinadora:

– Acho natural que a Petrobras queira divulgar sua marca em um evento com milhares de jovens – diz.

Em nota, a Petrobras informou ao Terra que patrocinou congressos da UNE em 2007 e 2009, os dois com R$ 100 mil:

– O evento reúne cerca de 10 mil lideranças estudantis de todo o Brasil. Essa ação faz parte da estratégia de rejuvenescimento da marca.

A estatal destaca patrocínios a campeonatos de surfe, handebol, animação, música e literatura. Destaca também o patrocínio a eventos de entidades como Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Fonte: JB Online

Lúcia Hippolito comenta

Jornal da CBN

“CPI da Petrobras deve ser instalada nesta semana, se Renan Calheiros concordar”

Ouça aqui

chargeonline.com.br/Jorge Braga

chargeonline.com.br/Jorge Braga

Míriam Leitão comenta

Lei das CPIs

Tantas CPIs depois, o país já sabe que há uma lei geral sobre o tema. Os governos nunca querem as CPIs e tentam controlar todos os postos-chaves; as oposições sempre querem colocar o governo na berlinda e são ajudadas pelas divisões da base aliada. Em algumas, surgem denúncias e depoimentos espantosos. Poucas produzem efeitos concretos. Nenhuma provoca o fim do mundo.

O STF, consultado, respondeu: CPI é um direito da minoria. Tem gente que acha que o Congresso tem apenas que votar leis — há congressistas que pensam que é apenas viajar a passeio, mas isso é outra história —, só que uma das funções do Legislativo é fiscalizar o Executivo, e um dos instrumentos é a comissão parlamentar.

Por isso, entende-se essa luta dentro do Congresso, de a base do governo — de Collor de Mello a Renan Calheiros, entre outros menos votados — tentar ocupar os espaços. Da mesma forma que a minoria tenta garantir a regra de que o autor do requerimento tenha, pelo menos, uma das duas posições mais importantes.

O que não dá para entender são os apelos patrióticos contra a CPI. A Petrobras não sairá de lá desmoralizada, não perderá reputação, não terá o mercado de capitais fechado para ela. Não é ela que está sendo analisada, mas sim a atual administração, por seus supostos erros e omissões.

Para ler na íntegra, clique aqui

chargeonline.com.br/Sponholz

chargeonline.com.br/Sponholz

Lula quebra uma promessa eleitoral

O imediatismo e a idiotia dos intelectuais defensores de Lula da Silva podem estar confusos e perturbados neste período pós-eleitoral de férias, viagens e descansos de Sua Excelência, mas espero que não tenham esquecido os seus discursos eleitorais.

Acredito sinceramente que muitos se influenciaram e divulgaram a campanha contra as privatizações do tucanato. Denúncias e críticas mais do que justas usadas para cobrar votos e eleger o Guia Amado da pelegagem.

Ainda não se passaram 50 dias da posse do homem e já desvaneceu o tema eleitoral que derrubou a candidatura de Geraldo Alckmim no segundo turno. A patota palaciana estuda a privatização das estradas, entregou o sistema securitário à iniciativa privada e se prepara para vender ações das empresas controladas pelo Estado.

A queridíssima Petrobrás, o mimado (e bastante usado Banco do Brasil), a Caixa Econômica, o Banco do Nordeste, os Correios, todas as entidades carimbadas como patrimônio do povo brasileiro, serão alienadas proximamente.

Segundo os arautos do lulismo-petismo a meta é levantar finanças para as obras estruturantes do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, lançado hoje com pompa e cerimônia. Para Lula da Silva dizer que não sabia de nada, registre-se que foi ele próprio quem mandou o Ministério da Fazenda listar as empresas estatais em condições de atrair investidores.

O célebre diversionismo do PT-governo trombeteia que não se trata de privatizações. Vão transar as ações, mas garantir o controle das empresas levadas ao mercado. Trata-se de uma novidade semântica na novilíngüa da República dos Pelegos, onde privatizar é coisa de tucanos e para o lulismo-petismo trata-se de uma contribuição para o desenvolvimento econômico.

Quando anunciou as metas do crescimento do segundo mandato, Lula da Silva não sabia (como sempre) que não havia caixa para os investimentos. Então apelou para a venda dos ativos das alegóricas empresas do nacionalismo tradicional, atropelando a opinião pública e agredindo os agentes das estatais tão ciosos em defendê-las contra o imperialismo.

Não sei quantas reuniões se fizeram durante as férias do Chefe, outras tantas na sua viagem ao Equador, mais algumas durante a reunião do Mercosul e os justificados dias de descanso, concluíram que se deve assumir outro estelionato eleitoral ou não haverá condições de acumular verbas entre R$ 17 e R$ 20 bilhões previstos para as obras de infra-estrutura.

Os tecnocratas do PT-governo apontam a quebra das promessas eleitorais e a complacência ideológica para materializar o PAC. Diante disso, valeria a pena ouvir os dirigentes sindicais das entidades envolvidas no novo programa de Lula da Silva.

Desfazer-se das ações do Banco do Brasil, da Petrobrás, da Caixa Econômica, Banco do Nordeste, Correios e outras menos votadas, é ou não é uma forma de privatização?

O discurso anti-privativista foi o trunfo para enfrentar o segundo turno contra um candidato que crescia nos últimos dias do primeiro. Ecoou tão fortemente nos setores intelectuais, nacionalistas e mesmo sindicais, que levou o adversário a nocaute com um soco de peso: 58 milhões de votos.
Forçado a conseguir dinheiro vivo para o estabanado projeto de crescimento econômico do País, Lula da Silva volta a fazer a mesma safadeza que os tucanos fizeram e foram repudiados pelo povo brasileiro. Certamente contará com o apoio dos êmulos do PSDB (porque não?) e sairá garboso do episódio apoiado na propaganda que tentará nos convencer que o Estado não perderá o controle das companhias deixando escondido o fato de que os brasileiros terão seu patrimônio escorrendo pelo ralo…

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Compadre, palavras o vento as leva, principalmente saídas de bocas irresponsáveis