Arquivos de Tags: Marina Silva

UOL e Folha sabatinam Marina Silva nesta quarta-feira

O portal UOL e a Folha de S.Paulo realizam nesta quarta-feira (16), às 11h, sabatina com a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, abrindo a série de encontros com os presidenciáveis. O UOL transmitirá o evento ao vivo em vídeo.


Os entrevistadores serão o gerente geral de Notícias do UOL, Rodrigo Flores, o colunista do UOL e da Folha Fernando Rodrigues, a editora da coluna Painel da Folha, Renata Lo Prete, e a editora do caderno Poder da Folha, Vera Magalhães. Marina Silva também responderá a perguntas da plateia e a questionamentos em vídeo enviados previamente por internautas.


Na próxima segunda-feira (21), será a vez de José Serra (PSDB) ser sabatinado. Dilma Rousseff (PT) seria entrevistada no dia 17, mas cancelou sua participação. A ordem em que os candidatos serão sabatinados foi decidida por sorteio.

Todas as sabatinas terão a duração de duas horas e serão realizadas no Teatro Folha (av. Higienópolis, 618, 2º andar, São Paulo, SP)

Fonte: Uol Notícias

PV oficializa candidatura de Marina Silva

O PV aprovou nesta quinta-feira, durante convenção do partido, a candidatura de Marina Silva à Presidência da República e um orçamento de R$ 90 milhões para a campanha.

O coordenador da campanha, Alfredo Sirkis, afirmou que a “fase de partido nanico está definitivamente superada”, e que vai deixar hoje a coordenação nacional. Ele voltou a afirmar que vai coordenar a campanha no Rio para para se dedicar à sua candidatura a deputado federal. No lugar dele, assume João Paulo Capobianco.

Sirkis disse que Marina entra no eleitorado pobre feminino como faca na manteiga e que o PV vai ganhar no segmento de 16 a 25 anos. “Essa é uma faixa etária que não lê jornal. Esse é um segmento fundamental, não haverá vitória, se não houver vitória na juventude”, disse.

Segundo ele, tudo que se vê hoje nas pesquisa eleitorais é apenas o ponto de partida de uma disputa e não o ponto de chegada. “Estamos na disputa, no grande jogo, em condições de crescer, de atropelar, de ir para o segundo turno e vencer.”

Sirkis disse ainda que o partido não defende a descriminalização das drogas “neste momento”, mas que se propõe a discutir o assunto. “É inconcebível que um país, isoladamente, tome essa decisão. O país que fizesse isso sozinho viraria a Meca das drogas.”

Ele se esforçou para explicar aos dirigentes que as posições religiosas de Marina não são tão conservadoras. Segundo o coordenador, o maior atestado de que ela manteria a laicidade do Estado é que ela propôs dois plebiscitos: para descriminalização das drogas e do aborto.

Sirkis também falou de “temas malditos”. “A questão da união civil de pessoas do mesmo sexo. O PV tem essa posição há muito tempo e é uma posição com a qual a nossa candidata está 100% de acordo. No entanto, a nossa candidata e muito de nós se abstêm de denominar isso de casamento”, defendeu.

Segundo ele, Marina defende que casais do mesmo sexo possam se unir em união estável, mas prefere não chamar a união de casamento. Sirkis disse que ela está “100% de acordo” com a união civil de pessoas do mesmo sexo. “Qual o problema de não utilizar a palavra casamento gay? O importante é ser a favor do direito.”

A candidata, até aqui, se disse radicalmente contra o casamento gay e disse que defendia a união de gays no plano patrimonial.

Fonte: Uol Notícias

Mensalão verde

A reunião ecológica de Copenhague já é um sucesso. Serviu para políticos de várias estirpes darem um tempo da vida real – essa chatice – e bancarem os salvadores do planeta.

A campanha presidencial brasileira, por exemplo, finalmente saiu do armário. Três candidatos apareceram lá, dando seus pitacos sobre o futuro da humanidade. Viva o fim do mundo.

Houve sutil divergência de propostas. A candidata Marina Silva fala em contribuir com 1 bilhão de dólares para salvar a Terra. Dilma Rousseff só topa falar de 100 bilhões para cima. São detalhes. O que vale é a inundação de boas intenções. Quanto mais românticas e abstratas, melhor.

Dilma, a gestora, que sabe tudo de meio ambiente (e tudo de tudo), chegou a Copenhague com uma prioridade: dar umas cotoveladas no colega Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente. Precisava combater o risco ecológico de Minc aparecer mais do que ela. Assim que conseguir tirá-lo da foto, ela volta a salvar o mundo.

Mas talvez nem Dilma, a enteada do filho do Brasil, possa fazer esse milagre. Os números divulgados em Copenhague são alarmantes. Três quartos das mortes no planeta em 2009 foram causados pelas mudanças climáticas, avisaram os aprendizes de Nostradamus. Pelo visto, o efeito estufa é a peste moderna.

O remédio para combatê-lo é conhecido: reuniões internacionais, banquetes para diplomatas e ONGs, pantomimas de ativistas fantasiados, implorando à polícia para aparecerem algemados nas fotos do dia seguinte.

Isso tudo dará frutos concretos, pelo caminho de sempre. Os governos serão forçados pela histeria coletiva a despejar dinheiro do contribuinte nos fundos salvacionistas – isto é, o velho sumidouro da eco-burocracia, dos relatórios científico-literários e dos projetos espertos. É o mensalão verde.

Como dar 1 bilhão, 100 bilhões ou 500 bilhões (aparentemente, tanto faz) para reduzir entre 25% e 45% das emissões gasosas (a precisão não é o forte dessa turma) em uma década? Imaginem esses dinheiros chovendo nas contas das autoridades e das ONGs que vão intermediar a salvação do mundo. No Brasil, dá para apostar que a grama da Fundação José Sarney ficará bem mais verde.

É claro que ninguém quer discutir coisas incômodas como o crescimento explosivo da população mundial. Melhor discutir o arroto das vacas. E exigir delas um pouco mais de educação – a peso de ouro, claro.

O spa de Copenhague faz bem a todo mundo. Daqui a pouco Arruda e sua turma aparecem por lá, com idéias incríveis para o clima.

Na cruzada contra o efeito estufa, todo mundo é bonzinho. Desde Jesus Cristo não aparecia uma idéia tão genial.

Guilherme Fiúza, jornalista e escritor

Lula deve ignorar pressão e vetar um só artigo da MP da Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tende a ignorar os apelos do PT, dos tucanos e dos ambientalistas para que vete artigos tidos como nocivos ao da medida provisória que permite a regularização de posses de até 1,5 mil hectares na Amazônia. De acordo com informações do Palácio do Planalto, a maior probabilidade é de veto apenas ao artigo que permite a regularização das terras ocupadas por empresas.

“A MP está bem do jeito que foi aprovada. Meu único questionamento é sobre a parte que permite a legalização de terras de pessoas jurídicas”, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que considera o projeto “muito bom” e, por isso, acha que deve ser mantido. Afirmou que pedirá três vetos, embora não possa garantir que o presidente os fará. Ele quer que saia do texto a parte relativa às empresas, a que reduz o prazo para a concessão do título definitivo de 10 para três anos e a que permite a concessão da posse a quem não mora no município.

A Casa Civil informou que Lula tem prazo até o dia 25 para sancionar a lei integralmente ou com vetos. Antes, todo o texto da medida passará pelo crivo da subchefia jurídica do órgão, quando haverá decisão sobre a necessidade de algum veto.

De acordo com o Meio Ambiente, o texto final aprovado pelo Congresso foi amplamente negociado pela liderança do governo com todos os partidos da base aliada. Coube ao deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA) costurar o acordo até o momento da votação. As emendas apresentadas pelo PPS – em particular pelo deputado Moreira Mendes (RO), todas tidas como desvirtuadoras da ideia original da medida provisória – foram todas rejeitadas.

Mendes queria, por exemplo, que os ocupantes das terras pagassem apenas pelos 20% que podem ser legalmente desmatados em cada propriedade. Os 80% restantes, necessários para a reserva legal, sairiam de graça. O deputado argumentava que essa área não poderia ser cobrada porque o proprietário não teria o usufruto dela para a produção.

Durante a votação da medida provisória na Câmara, o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), informou que o texto era fruto de acordo – até mesmo a parte que permite a regularização das terras ocupadas por empresas. No Senado, porém, o PT, sob o comando da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, resolveu protestar. Em carta a Lula, o PT argumentou que a MP, como foi aprovada pelo Congresso, representou a “legalização da grilagem”.

Na carta, Marina e o PT do Senado pediram o veto à parte que permite a posse a quem não mora no município ou que tem outra propriedade.

Também foi pedido o veto ao artigo 7º, o que trata da titulação e comercialização de terras em áreas de até 1,5 mil hectares. O PT argumentou que o artigo amplia muito as possibilidades de legalização de terras griladas, permitindo a transferência de terras da União para empresas, para quem já possuiu outras propriedades rurais e para a ocupação indireta. O PSDB, de oposição, ficou ao lado do PT no pedido aos vetos.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Dia mundial do meio ambiente

Nada a comemorar

Não há outra questão mais importante no mundo, hoje, do que a preservação do meio ambiente.

A comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, na última sexta-feira, dia 5 de junho, não foi exatamente o que, tenho certeza, a maioria da sociedade brasileira esperava.

A aprovação pelo Senado Federal da Medida Provisória nº 458 é exemplo claro do descaso da classe política e de muitas autoridades brasileiras para esta que é a mais importante questão da Humanidade.

A pretexto de regularizar a ocupação de terras na Amazônia, a aprovação da MP legitima a grilagem de terras, a ocupação irregular, o desmatamento, a devastação.

O Brasil já tem no seu passivo a destruição da Mata Atlântica, meticulosamente realizada ao longo de séculos de desmatamento, ocupação predatória, equivocado modelo econômico de manejo da floresta.

Se uma providência muito séria não for tomada, o país está a ponto de destruir também a Amazônia.

Não podemos generalizar, nem de um lado nem de outro. Produtores rurais não são necessariamente mal intencionados, nem ambientalistas são necessariamente anjos.

Esta é uma forma excessivamente simplista de ver o debate.

Claro que há produtores rurais corretos e preocupados com a preservação. Mas estes não têm voz. Hoje o agronegócio está, em larga medida, sendo defendido por quem está à frente deste projeto de desmatamento.

Também do lado do governo os sinais são muito ambíguos. O presidente Lula, muito habilidoso, confia demais no seu taco. Entende que pode reunir uma base de apoio extensíssima, que abriga interesses bem conflitantes.

No ministério têm assento pessoas com posições antagônicas a respeito da questão do meio ambiente. De um lado, o ministro Carlos Minc, sucessor de Maria Silva, que foi mantida no governo Lula durante o primeiro mandato como uma espécie de broche, para mostrar à comunidade internacional que o governo estava preocupado com o meio ambiente. Poder, que é bom, ela nunca teve.

Derrotada, cansou-se. Foi embora.

Em posição antagônica estão o ministro Magabeira Unger, pai intelectual desta malfada MP 458, a quem o presidente Lula entregou o projeto da Amazônia, e também o ministro da agricultura Reinhold Stephanes.

E o presidente Lula tem se esquivado, reluta em tomar uma posição. Mas não dá mais. O presidente precisa fazer uma coisa de que não gosta: desagradar a alguém.

É preciso ação e ação concreta. É urgente que o Brasil escolha o lado que vai tomar na questão do meio ambiente.

Fonte: Lúcia Hippolito