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Olavo Bilac

 NEL MEZZO DEL CAMIN…

Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha…

E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.

Hoje, segues de novo… Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

 (Poesias, Sarças de fogo, 1888.)

Olavo Bilac (RJ 1865-RJ 1918)

SINÔNIMOS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Vivo sem explicação possível. Eu, que não tenho sinônimos” (Clarice Lispector)

Escreveu o jornalista e escritor italiano Pitigrilli – muito popular na minha mocidade – que “não existem sinônimos matematicamente equivalentes” e quando me iniciei no jornalismo, meu chefe de redação nos ensinava que só deveríamos usar sinônimo se tivéssemos dúvidas sobre a ortografia da palavra que queríamos empregar…

Existem alguns dicionários de sinônimos. Possuo alguns, uso, porém, um que herdei da estante do meu pai, o “Grande Dicionário de Sinônimos e Antônimos” do filólogo Osmar Barbosa, com mais de 27 mil verbetes, uma edição Ediouro, sem data de publicação…

Folheando o “Grande Dicionário” a gente comprova que não existe mesmo dois vocábulos com o mesmo sentido. Buscando alguns exemplos, vejo que o autor empregou como sinônimo para “círculo”, anel, arco e aro, e no sentido social, assembleia ou grêmio… Para “música” apresentou filarmônica, harmonia e melodia…

Lembrei-me de abordar este tema por causa dos xingamentos que os tuiteiros têm apresentado para qualificar (com toda razão) os ministros do STF, useiros e vezeiros em atropelar a legislação e mesmo a Constituição, que deveriam obrigatoriamente interpretar com honestidade.

Seriam injúrias, certamente, por que querem realmente ofender, e muitas delas poderão ser sustentadas diante de um tribunal. Seriam calúnias? Sim, por que o intuito é ofender quem comete um desatino. Seria também difamação por que tem a intenção de desacreditar publicamente alguém que não cumpre suas obrigações.

A Lei escrita não vê como vejo.  Essa tríade está tipificada como crime no código penal: Calúnia (art. 138); Difamação (art. 139) e Injúria (art. 140).

Não sei sinceramente como classificar o ato do ministro Gilmar Mendes negando a transferência para um presídio federal de Sérgio Cabral, criminoso condenado, corrupto insensato que destruiu o Rio de Janeiro roubando e permitindo seus comparsas a roubar.

O discernimento de muitos juristas honestos não consideraria uma impropriedade ponderar que Gilmar trai os princípios mais caros do Direito Positivo. É um traidor, ao permitir que os juízes de primeira instância fiquem à mercê da máfia chefiada por Cabral. No caso, o juiz Bretas, ameaçado explicitamente por Cabral.

Isto nos faz lembrar de uma discussão (que minha mãe chamaria de briga de comadres em ponta de rua) entre Gilmar e seu colega Barroso no plenário do STF. Irritado por Barroso ter citado o Mato Grosso “onde está todo mundo preso”, Gilmar, que é de lá, lembrou que Barroso soltou o bandidaço Zé Dirceu e este replicou que isso se deu por decreto de Dilma concedendo indulto.

“Não transfira para mim essa parceria que vossa excelência tem com a leniência em relação à criminalidade de colarinho branco”, disse Barroso, que não é flor que se cheire, mas fechou a discussão acusando: “Vossa excelência vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. Isso não é estado de direito, é estado de compadrio. Juiz não pode ter correligionário”, disse.

Este quadro dispensa dicionários de sinônimos e os artigos do Código Penal, do mesmo modo com tratamentos dados no Senado aos seus membros, como gravou Shakespeare o diálogo entre Brabantio e Iago em “Otelo”.  Brabantio disse a Iago: -“Sois um miserável” e Iago respondeu: – E vós, um senador…

Foi um xingamento implícito, ao contrário do que mudou entre os senadores o sentido da palavra “Amante” que apareceu numa denúncia premiada. Para eles é Vossa Excelência.

 

 

Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

Drummond

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas

Mário Quintana

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arrancar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

DELETAR

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br 

“Uma palavra nova é como uma semente fresca que se joga no terreno da discussão” (Ludwig Wittgenstein)

Dicionarizado, o verbete “verbo” é um substantivo masculino com sinonímia de “expressão” “discurso” “palavra” e “vocábulo”. Na semântica, é uma classe de palavras que representa ação, processo ou estado, e na sintaxe constitui a disposição do predicado nas sentenças.

Trocando em miúdos, o verbo registra os acontecimentos representados no tempo, como ação, estado, processo ou fenômeno. E é por isso que as frases e os períodos se desenvolvem em torno de um verbo, que se flexionam em número, pessoa, modo, tempo, aspecto e voz.

A linguagem falada e consequentemente a escrita vive em constante movimento, com uma terminologia que nasce, vive, engatinha, cresce, adoece (às vezes vai para a UTI) envelhece e morre. Foi assim que nasceu um novo verbo que ainda não chegou à pré-adolescência, “Deletar”.

Quase com as mesmas letras tem um parente, “Delatar”, já muito velho e usado através de gerações. Deletar é filho da Internet significando apagar, eliminar, suprimir em parte ou no todo de um texto, seja arquivo, desenho ou informação.

Agentes da chamada “nova mídia”, ativa nas redes sociais, usam a teclinha “Del” até em demasia e na simbologia do Twitter o delete está presente.

Antigamente não se empregava o deletar, mas era comum suprimir fatos, excluir ideias, desaparecer com fotos, exilar e até matar pessoas. Na descrição de um estado totalitário temos no livro “1984” de George Orwell, a bíblia da Democracia.

Ali está instituído um Ministério da Verdade, criado exclusivamente para distorcer os acontecimentos históricos, passados e presentes ao bel prazer dos dirigentes do partido único ocupante do poder, que é o sonho dos aprendizes de ditador dos nossos tempos.

A caricatura brasileira do centralismo fascista, o Partido dos Trabalhadores, tem como princípio a aplicação da mentira para ludibriar os incautos. Distorce a visão das utopias inerentes à formação da juventude, divide a sociedade em castas, confunde os gêneros e a opção sexual, elege parceiros e inimigos ao sabor dos interesses da hierarquia partidária.

Acaba de ser teclado o deletar das acusações de que o impeachment de Dilma foi um golpe, da palavra-de-ordem “Fora Temer” e o esquecimento dos xingamentos ao PMDB, partido que como aliado, indicou o candidato a vice-presidente da República na chapa lulopetista.

A falta de coerência é lucrativa eleitoralmente. Lula na excursão que fez no Nordeste se abraçou com Renan Calheiros e o filho deste, o governador das Alagoas; ambos têm interesse nesta parceria. Renan terá os votos do PT para o Senado e Lula os votos dos peemedebistas alagoanos…

Agora é oficial. O hierarca Luiz Marinho, alta autoridade petista, suspendeu a proibição das alianças estaduais com os partidos “golpistas”. É claro que com a sem vergonhice comum aos petistas, Dilma apoiará isto na maior cara de pau e o fanatismo dos cultuadores da personalidade de Lula fará o resto.

Me parece que no processo de faxina iniciada pela Lava Jato, com a primorosa atuação da PF, do MPF e de juízes federais, tem feito a cabeça de muita gente por que o repúdio aos corruptos já atinge mais de 90% dos brasileiros.

É por isso que o emprego do verbo deletar do lulopetismo na História Política recente não pega bem. Este vilipêndio torna-se repugnante para quem tem espírito patriótico, e indigno até mesmo para as pessoas com discernimento ainda ligadas ao PT e puxadinhos.

 

SONHO MEU

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Vai mostrar esta saudade, sonho meu/ Com a sua liberdade, sonho meu” (Dona Ivone Lara)

O meu sonho não alcançará os 600.000 anos que a História da Humanidade registra com as andanças do ser humano já dotado de inteligência. Apenas passa pelas lições de Maquiavel e o famoso discurso de Martin Luther King.

Desejo este sonho para suceder ao terrível pesadelo que me atormenta e que aflige e que revolta milhões de brasileiros sofridos ao ver a nossa Pátria refém de quadrilhas políticas infiltradas nos três poderes da República. Esta sensação de angústia oprime a Nação inteira.

Embora acordados, vivemos um pesadelo que sobretudo nos humilha por ver o País sem lideranças patrióticas, sem ordem, espoliada por grupos desonestos, enfrentando toda sorte de calamidades sociais.

Além de todos esses males, estamos na mesma situação em que Maquiavel, dando conselho ao duque Francesco Sforza, governante de Milão, lembra que “ao estar desarmado se obriga a ser submisso, e isso é uma das infâmias de que um príncipe se deve resguardar”.

Ora, bastamos substituir “príncipe” por “cidadão” para mostrar a nossa realidade de brasileiros submissos a pessoas que gozam de foro privilegiado, que andam com guarda-costas e carro blindado, e suspeitosamente pregam com lindos argumentos o desarmamento da cidadania.

Pulando do século 15, da Itália dos Príncipes, para a atualidade, completamos a descrição no pesadelo que se abateu sobre nós, com Martin Luther King, que discursou: “Eu tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos essas verdades como auto evidentes que todos os homens são criados iguais”.

Passaram 54 anos que o grande líder norte-americano se referiu ao seu País como nós queremos aludir ao nosso, onde é insuportável ver a Constituição rasgada por pessoas e corporações que se consideram “mais iguais do que os outros”.

No Brasil, os governantes, parlamentares e magistrados são figuras monstruosas no meu pesadelo. A sua conformação assombrosa aterroriza. Sua presença é repugnante, mas as suas ações, porém, mais do que assustam, me revoltam.

Vejo um Presidente da República gastar bilhões do Erário para escapar de um processo onde é acusado e se diz inocente. Ora, se é inocente, por que evita ser julgado? Ao seu lado, deputados mercenários, traindo o compromisso com seu eleitorado trabalham a soldo pelo próprio interesse.

E há os juízes, fechando o firo no jogo corrupto dos três poderes. É inimaginável vermos muitas sentenças com corruptos, assaltantes do dinheiro público, gozando de liberdade graças a filigranas jurídicas e, pelas mesmas escamoteações, tendo o bloqueio dos seus bens liberado.

No sonho meu, com a liberdade inspirada por dona Ivone Lara, obrigo-me a livrar as caras de alguns governantes, parlamentares e juízes. Seria errado generalizar a feiura ética e moral dos figurantes que protagonizam a farsa da infeliz República Brasileira.

Como não citei nomes dos monstrengos do meu pesadelo, também não menciono as suas (raras) exceções que enfeitarão o sonho que espero sonhar em breve…

 

 

NANISMO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Se o governo comprar um circo, o anão começa a crescer” (Delfim Netto)

Homens e mulheres que desejam o bem da humanidade vibram com o progresso da ciência e o desenvolvimento da nanotecnologia para o domínio da natureza e o bem-estar dos povos, eliminando a fome da face da Terra.

Este “nanismo” está presente na manipulação de átomos e moléculas, que permitem produzir minúsculos componentes auxiliares das pesquisas, facilitando descobertas industriais. E é bem-vindo.

O “nanismo”, entretanto, não está somente na escala nanométrica aplicada à produção de circuitos e dispositivos eletrônicos. Chega ao ser humano como um transtorno físico caracterizado pela deficiência de crescimento nos indivíduos.

Por carência nutricional, especialmente de proteínas e calorias, registram-se casos de pessoas cuja altura é muito menor do que a média dos demais membros na mesma população. Esta situação incide principalmente nos países subdesenvolvidos.

Estudos sobre a ocorrência de nanismo humano ocorreram tempos atrás no Nordeste Brasileiro, mas sem qualquer comprovação científica. Mesmo assim, teses acadêmicas provocaram censos escolares nos Estados do Ceará, Paraíba e Piauí para verificação de déficit estatural.

Na administração pública, na política e na Justiça encontramos uma contradição: é o gigantismo burocrático criando escândalos de corrupção, como o que ocorreu 24 anos atrás no esquema conhecido como Anões do Orçamento. Na época, foi um “Deus nos acuda! ”. Hoje é furto de trombadinha. E lá já estava envolvido Geddel Vieira!

A referência ao nanismo também chegou à política internacional quando o Estado de Israel desmoralizou a diplomacia brasileira, então dirigida pelo “comissário” Marco Aurélio “Top-Top” Garcia dirigindo o Itamaraty “do B” fazendo tremerem nos seus túmulos o Barão do Rio Branco e Ruy Barbosa.

O Chanceler israelense indignado com o visível favoritismo do Itamaraty para grupos extremistas palestinos, desdenhando da soberania de Israel e da autodeterminação dos povos, chamou o nosso País de “anão diplomático”.

Temos, também, envergonhados, o nanismo jurídico gerador de impunidade, permitindo que cresçam e se multipliquem libertação dos corruptos que provocam a indignação nacional. A redução da Justiça aumentou com a ascensão do PT ao poder, e o consequente preenchimento das cadeiras do STF ao varejo ideológico.

Os novos “anões” foram os falsos sindicalistas, oportunistas, sem ideologia, e corruptos de índole e formação, receberam as chaves dos cofres das empresas estatais, dos fundos de pensão e dos programas ditos sociais. O Chefão ficou com os bancos públicos, particularmente o BNDES.

Esses anões da pelegagem não roubaram sós: distribuíram com seus associados as sobras do butim. Dessa maneira, arrastaram nesta divisão dos bens públicos aos parceiros ditos “de esquerda” como se viu na Petroquisa.

Fez-se igualmente no Legislativo da mesma maneira, comprando parlamentares mercenários para garantir a “governabilidade”, obedecendo à lição nanica de Fernando Henrique Cardoso, o “presidencialismo de cooptação”, adotado e ampliado pelos pigmeus petistas.

A “honestidade Fabiana”, figura anã de FHC, foi seguida por Lula e o seu fantoche Dilma Rousseff, é, infelizmente, mantido por Michel Temer, o vice que os lulopetistas elegeram ocupando hoje a presidência da República.

GÊMEOS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A sutileza do pensamento consiste em descobrir a semelhança das coisas diferentes e a diferença das coisas semelhantes” (Montesquieu)

Volto à tese que se mantém nas redes sociais sobre a identidade geminada do fascismo com o comunismo. O jornalista português José Rodrigues dos Santos levantou uma tese sobre a origem marxista do fascismo, pasmando uns e indignando outros no seio da intelectualidade europeia, muitos ainda presos às teorias econômicas de Karl Marx.

Isto me levou ao estudo a respeito dos gêmeos. Acho que não há ninguém no mundo que não conheça uma pessoa com um irmão gêmeo, uma qualidade especial de irmandade.

Diz-se “gêmeo” de filhos nascidos no mesmo parto. A palavra é originada do Latim, geminus, “dobrado, duplicado, igual”, sinônimo de “dídimo” que por sua vez vem do grego “duas vezes”.

Estrelas idênticas a olho nu representam na Astrologia o signo de Gêmeos que patrocina no mapa astral as pessoas nascidas entre os dias 21 de maio e 20 de junho.

No caso da reprodução humana há nascenças de mais de dois indivíduos tendo sido registrados, nascidos com vida, cinco irmãos; e há algo inusitado, de que gêmeos podem ser fecundados em óvulos fecundados por parceiros diferentes.

Reportando ao estudo de José Rodrigues dos Santos afirmando que socialismo e fascismo são filhos nascidos de Marx, devem ser gêmeos pois vieram à luz ao mesmo tempo, após a 1ª Guerra Mundial; mas não são idênticos.

Além de serem gêmeos bi vitelinos, desiguais, se tornaram inimigos figadais durante a Guerra Civil da Espanha, quando os nazistas defenderam o caudilho Francisco Franco contra a República defendida pelos comunistas.

Isto criou a ideia de que se tratam de duas doutrinas opostas, de um lado a direita nacionalista e do outro, os esquerdistas internacionalistas. Entretanto, tratou-se apenas de lados opostos num só plano.

Apesar disso, os fascistas negros e vermelhos convergiram algumas vezes, com os codinomes de comunismo e nazismo; ocorreu, por exemplo, no pacto Molotov-Ribentrop promovido por Hitler e Stálin para invasão da Polônia. Depois, no correr da História estas variantes do marxismo se dividiram politicamente.

Ambos deixaram, porém, uma herança sórdida: o “populismo”, adotado por esquerdistas intelectuais e pelegos sindicais, filhotes bastardos de Mussolini. Os dois se confundem pela adoção da arte de enganar, através de estratagemas, mentiras, fraude e até da violência para conquistar e manter-se no poder

As ilações das pessoas mais velhas, nascidas na década de 1930, deduzem historicamente esta versão, que é ignorada pelos jovens que sem a vivência e por não estudar as experiências capituladas na História.

Explica-se assim a busca desesperada dos populistas latino-americanos de estabelecer ditaduras antidemocráticas, mas “legais”. Ocorreu na Venezuela, onde implantou-se uma ditadura, que no Brasil foi almejada pelos lulopetistas. Aqui, pelo despreparo intelectual, incompetência e corrupção, perderam o bonde da História…

A ditadura populista foi abortada no Brasil pela degeneração do Partido dos Trabalhadores, cujas hierarquia e burocracia transformaram o partido numa seita para usá-la como organização criminosa. Manteve-se graças ao culto divinização de Lula, arrecadação de propinas, assaltos às empresas estatais e roubo nos fundos de pensão.

Como o nazismo foi destroçado na 2ª Guerra Mundial e o comunismo ruiu soterrado sob a queda do Muro de Berlim, a faxina promovida pela PF, MPF e juízes federais, o populismo dos pelegos lulopetistas está chegando ao seu fim….

ARTE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A lei suprema da arte é a representação do belo” (Leonardo da Vinci)

Segundo a Arqueologia, as primeiras manifestações de arte surgiram quando os neendertais tornaram inteligíveis seus grunhidos e desenharam cenas cotidianas nas paredes da cavernas-abrigo, entre 130 mil e 30 mil anos atrás.

Com a evolução humana chegando à Idade Antiga, a arte – como exposição da vida, da natureza e do belo – também evoluiu. O Homo sapiens construiu grandes impérios que produziram obras artísticas radiantes, como a Grande Pirâmide erguida no Egito, como túmulo do faraó Quéops, em torno de 2 560 a.C.

Como o antigo Egito, China, Fenícia, Índia, Mesopotâmia, Núbia, Pérsia e Camboja, mais antigas, a Grécia, Japão, Roma e os impérios pré-hispânicos das Américas, Asteca, Inca, Maia e Tolteca, viveram o esplendor da arte.

Nos finais do século 19 na Alemanha, em Vettersfelde, cavava-se um poço quando encontraram um peixe de ouro com cerca de 40 cm de comprimento, uma bela peça de ourivesaria atribuída à civilização cita e datada de 500 anos antes de Cristo.

As revelações arquitetônicas são impressionantes em Angkor, Babilônia, Harappa e Persépolis. O Parthenon e o Coliseu são admirados até os dias de hoje.

Povos de artistas, os japoneses brilham com as gravuras em madeira e iluminuras, e os chineses com estátuas de terracota e pictogramas em bronze e porcelana. São impressionantes as máscaras de ouro dos maias e as joias filigranadas dos incas.

A escultura da antiga Grécia é notável. O Museu do Louvre exibe sua estatuária magnífica, notadamente a Vênus de Milo, com suposta autoria atribuída ao escultor Fídias, que teve como modelo a linda Frinéa…  Ainda como herança grega, temos a Afrodite de Anadiomene, pintada por Apelos.

Da chamada Antiguidade Clássica a História rodou para nos surpreender com o que a Renascença nos ofereceu: uma explosão de arte que estava restrita aos modelos religiosos da Idade Média.

Não será fastigioso citar alguns monstros sagrados da arte renascentista, como os italianos Boticcelli, Donatello, Fra Angelico, Michelangelo, Rafael, Tintoretto, Veronese e o espetacular Leonardo da Vinci. Da Alemanha, Grünewld; da Espanha, El Greco; da França, Dubreuil e da Holanda, Bruegel.

Mais adiante, com o modernismo, tivemos os seguidores do cubismo, do impressionismo‎ e do pós-impressionismo, que não temos espaço para enumerar, por que temos de falar sobre a arte no Brasil.

Na nossa terra, vamos do Aleijadinho a Pedro Américo e Portinari, orgulhando-nos Aldemir Martins, Antônio Bandeira, Bernardelli e Di Cavalcanti nas artes plásticas, sem esquecer as maravilhas no campo da fotografia.

Na Música vamos de Carlos Gomes a Chiquinha Gonzaga e o admirável Villa Lobos e o maravilhoso canto orfeônico, e a beleza dos grandes compositores da música popular que venero, Donga, Sinhô, Pixinguinha e Ataulfo Alves pairando sobre Noel Rosa, Ari Barroso, Braguinha, Lamartine Babo, Adoniram Barbosa, Lupicínio Rodrigues e Capiba, Luiz Gonzaga, Herivelto Martins, Wilson Batista, Geraldo Pereira e Heitor dos Prazeres, doublé de pintor…

No Teatro, sem falar dos dramaturgos, passamos de Martins Pena até Paschoal Carlos Magno, o Teatro do Estudante, o TBC e o Teatro de Arena. Ressaltamos Procópio Ferreira, Jaime Costa, Dulcina de Moraes, Odilon Azevedo, Eva Tudor e a diva Bibi Ferreira. E não podemos esquecer a dramaturgia brasileira também no cinema e na televisão brilhando com diretores premiados, grandes autores de novelas e atores e humoristas de grande valor.

Depois desta viagem nas planícies da arte, uma tristeza. Há pessoas que querem comparar (e trocar) a magnífica arte descrita por desenhos pornográficos malfeitos do Queermuseu e o toque em corpos nus de adultos por crianças na baboseira pedófila do MAM.

Este pessoal, defensor do lixo obsceno do Queermuseu e da licenciosidade do MAM, está engajado num movimento caótico como se fora “revolucionário”, reproduzindo coordenadamente a política maléfica do narcopopulismo lulopetista.

Protagonistas da mídia, que noticiam e justificam a desqualificação da arte precisam tomar conhecimento da ação do Louvre contra coisas semelhantes, e aprender com Otto Lara Resende que a “Política é a arte de enfiar a mão na merda. Os delicados pedem desculpas. Têm dor de cabeça e se retiram”.