ARTE

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MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A lei suprema da arte é a representação do belo” (Leonardo da Vinci)

Segundo a Arqueologia, as primeiras manifestações de arte surgiram quando os neendertais tornaram inteligíveis seus grunhidos e desenharam cenas cotidianas nas paredes da cavernas-abrigo, entre 130 mil e 30 mil anos atrás.

Com a evolução humana chegando à Idade Antiga, a arte – como exposição da vida, da natureza e do belo – também evoluiu. O Homo sapiens construiu grandes impérios que produziram obras artísticas radiantes, como a Grande Pirâmide erguida no Egito, como túmulo do faraó Quéops, em torno de 2 560 a.C.

Como o antigo Egito, China, Fenícia, Índia, Mesopotâmia, Núbia, Pérsia e Camboja, mais antigas, a Grécia, Japão, Roma e os impérios pré-hispânicos das Américas, Asteca, Inca, Maia e Tolteca, viveram o esplendor da arte.

Nos finais do século 19 na Alemanha, em Vettersfelde, cavava-se um poço quando encontraram um peixe de ouro com cerca de 40 cm de comprimento, uma bela peça de ourivesaria atribuída à civilização cita e datada de 500 anos antes de Cristo.

As revelações arquitetônicas são impressionantes em Angkor, Babilônia, Harappa e Persépolis. O Parthenon e o Coliseu são admirados até os dias de hoje.

Povos de artistas, os japoneses brilham com as gravuras em madeira e iluminuras, e os chineses com estátuas de terracota e pictogramas em bronze e porcelana. São impressionantes as máscaras de ouro dos maias e as joias filigranadas dos incas.

A escultura da antiga Grécia é notável. O Museu do Louvre exibe sua estatuária magnífica, notadamente a Vênus de Milo, com suposta autoria atribuída ao escultor Fídias, que teve como modelo a linda Frinéa…  Ainda como herança grega, temos a Afrodite de Anadiomene, pintada por Apelos.

Da chamada Antiguidade Clássica a História rodou para nos surpreender com o que a Renascença nos ofereceu: uma explosão de arte que estava restrita aos modelos religiosos da Idade Média.

Não será fastigioso citar alguns monstros sagrados da arte renascentista, como os italianos Boticcelli, Donatello, Fra Angelico, Michelangelo, Rafael, Tintoretto, Veronese e o espetacular Leonardo da Vinci. Da Alemanha, Grünewld; da Espanha, El Greco; da França, Dubreuil e da Holanda, Bruegel.

Mais adiante, com o modernismo, tivemos os seguidores do cubismo, do impressionismo‎ e do pós-impressionismo, que não temos espaço para enumerar, por que temos de falar sobre a arte no Brasil.

Na nossa terra, vamos do Aleijadinho a Pedro Américo e Portinari, orgulhando-nos Aldemir Martins, Antônio Bandeira, Bernardelli e Di Cavalcanti nas artes plásticas, sem esquecer as maravilhas no campo da fotografia.

Na Música vamos de Carlos Gomes a Chiquinha Gonzaga e o admirável Villa Lobos e o maravilhoso canto orfeônico, e a beleza dos grandes compositores da música popular que venero, Donga, Sinhô, Pixinguinha e Ataulfo Alves pairando sobre Noel Rosa, Ari Barroso, Braguinha, Lamartine Babo, Adoniram Barbosa, Lupicínio Rodrigues e Capiba, Luiz Gonzaga, Herivelto Martins, Wilson Batista, Geraldo Pereira e Heitor dos Prazeres, doublé de pintor…

No Teatro, sem falar dos dramaturgos, passamos de Martins Pena até Paschoal Carlos Magno, o Teatro do Estudante, o TBC e o Teatro de Arena. Ressaltamos Procópio Ferreira, Jaime Costa, Dulcina de Moraes, Odilon Azevedo, Eva Tudor e a diva Bibi Ferreira. E não podemos esquecer a dramaturgia brasileira também no cinema e na televisão brilhando com diretores premiados, grandes autores de novelas e atores e humoristas de grande valor.

Depois desta viagem nas planícies da arte, uma tristeza. Há pessoas que querem comparar (e trocar) a magnífica arte descrita por desenhos pornográficos malfeitos do Queermuseu e o toque em corpos nus de adultos por crianças na baboseira pedófila do MAM.

Este pessoal, defensor do lixo obsceno do Queermuseu e da licenciosidade do MAM, está engajado num movimento caótico como se fora “revolucionário”, reproduzindo coordenadamente a política maléfica do narcopopulismo lulopetista.

Protagonistas da mídia, que noticiam e justificam a desqualificação da arte precisam tomar conhecimento da ação do Louvre contra coisas semelhantes, e aprender com Otto Lara Resende que a “Política é a arte de enfiar a mão na merda. Os delicados pedem desculpas. Têm dor de cabeça e se retiram”.

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