Arquivo do mês: abril 2016

Augusto dos Anjos – Versos Íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

PINK FLOYD

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Quem precisa perguntar o que é o jazz nunca o saberá”. (Louis Armstrong)

Quando os defensores de Dilma – e consequentemente cúmplices da corrupção – depunham no Senado, eu lia “Situação Humana”, uma seleta de conferências de Aldous Huxley, e escutava Pink Floyd.  A mulher e o filho caçula se revoltaram com a minha falta de curiosidade sobre as intervenções governistas.

– “Como pode um jornalista não cuidar de conhecer a realidade?”. Não respondi à pergunta impertinente; deixei para fazê-lo através deste artigo. Primeiro, desliguei a TV por que estou farto da enrolação dos sabujos de Lula e do seu mais perfeito modelo de mau-caratismo, a presidente Dilma.

Sei que alguns dos leitores destes artigos vão me repreender pelo uso do “mau-caratismo”; mas é uma forma de expressão: Sei que Lula é amoral, cínico, desonesto, personificação criminal da política brasileira, e que tudo faz parte do seu caráter…

É melhor me ilustrar lendo Huxley, do que assistindo a conversa fiada do despreparado e incompetente Nelson Barbosa, que está ministro para que a pasta da Fazenda não fique sem titular; do que acompanhar a pérfida hipocrisia de Kátia Abreu; e de que ouvir o blábláblá bajulador e sem idoneidade de José Eduardo Cardozo.

Quanto a Pink Floyd, confesso-lhes tratar-se da minha máquina do tempo. Para não ir muito longe, a primeira mesada que ganhei do meu pai, com uns 11 ou 12 anos, comprei um disco (acho que da PolyGram) do pianista francês Serge Gainsbourg interpretando jazz; mais tarde os excepcionais rapazes da banda inglesa me fizeram gostar do indispensável e trivial feijão com arroz que é mistura de jazz e rock.

Como manifestação musical que veio para ficar, o Jazz nasceu nos EUA, mais propriamente em Nova Orleans, originando-se das ‘work songs’, baladas cantadas pelos escravos no trabalho rural; essa musicalidade do ‘negro spiritual’ foi adaptada à letra de salmos e levada para os templos protestantes.

O Jazz nasceu da metade do século 19 para o início do século 20, segundo estudiosos, pela adaptação da melodia cantada para o ritmo das bandas marciais e o uso radical dos metais, palhetas e percussão, do mesmo jeito como surgiu o frevo pernambucano.

A palavra “jazz” tem origem e significado incertos; é uma gíria norte-americana, como “swing” e outras versões para incorporação do ritmo. É preciso senti-lo para compreendê-lo como sugere Armstrong.

Conforme pesquisadores, o jazz não era reconhecido como gênero musical até por volta de 1915, adaptando-se aos instrumentos disponíveis, agregando aos flautins, trompetes, saxofones e trombones a pianola e os instrumentos de corda, como a guitarra. O músico Earl Hines, nascido em 1903 e tornado um dos ícones do jazz, evocou sua magia dizendo que estava “tocando-o ao piano antes mesmo do nome ‘jazz’ ser inventado”.

Será gastar espaço e a paciência do leitor historiar divulgação mundial deste estilo e explicar sua enorme variação melódica, harmônica e rítmica. Na Europa a audiência do jazz e do rock é ampla e os aficionados seletos. Na Alemanha, em Colônia, às margens do Reno há mais de 50 bares dedicados a esse estilo musical. Aqui temos uma constelação de seguidores de primeira grandeza.

Dito isto, quem não me dará razão de fugir com Huxley e Pink Floyd da algazarra baderneira dos cinco gatos pingados do PT e satélites armando confusão no Senado por falta de argumentos? Só consegui aguentá-los para ouvir os professores Miguel Reale Jr. e Janaína Pascoal.

Estes dois, expoentes do Direito, lentes da famosa escola do Largo de São Francisco em Sampa, esclareceram e esgotaram os contra-argumentos à denúncia contra Dilma, principalmente envolvendo-a nas investigações da Lava Jato.

Não estão dissociados da relação de Dilma com os esquemas de corrupção no País as pedaladas fiscais, o atropelamento do Congresso nas fraudes bancárias e manobras contábeis, e a incompetência em gerir a coisa pública. Estes malefícios formam um conjunto que se complementa, explica e justifica o impeachment.

 

A NAVE DOS LOUCOS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Anjo: ‘A Justiça divinal/ nos manda vir carregados/ Porque vades embarcados/ nesse batel infernal’” (Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno)

Não é fácil historiar a loucura através dos tempos com a diversidade das manifestações de doenças mentais, seu estudo e tratamento, variando no tempo e no espaço. Da Europa temos registros fragmentados, alguma literatura e representação pictóricas: de lá nos chegou o “Elogio da loucura”, de Erasmo de Rotterdam, humanista e teólogo, que ligou a loucura à religião.

Tivemos também o grande Miguel de Cervantes com sua contundente crítica ao feudalismo no seu Dom Quixote, sustentado pelas histórias das cruzadas; e as várias imagens de insanidade da nobreza desenhadas pelo insuperável William Shakespeare.

No salto da Idade Média para a Renascença, os dementes eram colocados em barcos e levados para destino ignorado; dizia-se que iam em busca da razão, mas na realidade era uma condenação à morte.

Era “a nave do loucos”, que foi retratada pelo pintor holandês Hieronymus Bosch em óleo sobre madeira e é exibido no Museu do Louvre, em Paris. Fico imaginando a literatura que será escrita e os quadros que serão pintados sobre as extravagâncias que as cenas da política brasileira nos oferecem.

Observe-se o desfile hilariante dos votos na Câmara dos Deputados sobre o impeachment de Dilma, as declarações abusivas do deputado direitista Jair Bolsonaro em memória do chefe do DOI-CODI em São Paulo, coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o confronto tão inconveniente quanto do deputado esquerdista Glauber Braga elogiando Carlos Marighella.

Pronto para entrar na nau dos loucos está o deputado Jean Wyllys que iniciou a era das cuspidas quando se zanga; esse maluco já encontrou um seguidor, o ator Zé de Abreu, fanático lulo-petista, cuspindo num casal que fazia críticas ao PT num restaurante. Pior do que os dois, é o apresentador da Globo, Faustão, que deu guarida e elogio ao cuspir nos outros.

Na Câmara revela-se o procedimento insensato com o seu presidente, deputado Eduardo Cunha processado por quebra de decoro no conselho de ética, e mostrando um extraordinário escapismo no emaranhado de normas regimentais e outros malabarismos.

Disse Roberto Jefferson, que Cunha (a quem chama de ‘meu malvado favorito’) é o único político brasileiro capaz de enfrentar Lula da Silva, por possuir o mesmo mau-caratismo deste. Lula maneja sua marionete Dilma, enlouquecendo-a com animações bruscas e inconsequentes.

Inspirado no teatro lulo-petista de fantoches, o jornal “Hora do Povo” estampou uma manchete chamando Dilma de louca, sem qualquer reação do Palácio do Planalto; e esta falta de resposta tem sentido, pois nos corredores palacianos correm rumores da intensa variação de humor da Presidente.

Comenta-se no Planalto sobre o tratamento ríspido dado por Dilma a servidores e até a ministros. Isto lhe conferiu, à surdina, o apelido de D. Maria, uma referência à rainha de Portugal Maria I, que sofria de grave doença mental.

De público, Dilma também dá sinal de insanidade na sofreguidão com que se agarra ao poder através do mantra irracional do “não vai ter golpe” …  Está tresloucada com a baixíssima popularidade (7%), derrotas no STF e no TCU, e o impeachment que chega ao Senado.

O diagnóstico político de Dilma prescreve que não foi normal a ameaça de levar à ONU, na Conferência do Clima, um discurso se dizendo vítima de um golpe; recuou, mas dos EUA despachou o comissário bolivariano do Itamaraty “do B”, Marco Aurélio ‘Top-Top’ Garcia, para negociar apoios na OEA e Unasul.  Como não podia deixar de ser, Top-Top fracassou na missão.

No porto da obsessão psicótica, Dilma, ou D. Maria – A Louca –, espera pelo barco dos insensatos, resmungando que “não vai ter golpe” desnorteada com seus fracassos na economia, o desemprego crescente, cortes de verbas na Educação, caos na Saúde Pública e as fraudes na reforma agrária. No cais, cercando-a,  um bando malfazejo de imbecis invoca o mantra idiota da Doida contra as instituições republicanas do Brasil.

LIVROS (2)

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhum écran e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional. (Umberto Eco)

Para minha alegria uma das mulheres da Presidente está entre os que se vão com o impeachment: A super-ministra do PT-governo, Nilma Gomes, de importância tão grande que acumula a chefia dos ministérios Das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos do Brasil. Faltou-lhe ocupar o Ministério da Cretinice.

Este último ministério que eu proporia nada tem a ver com os títulos que dona Nilma deve ter, nem pela lábia que deve ser escorreita, nem pelo respeito que Dilma parece lhe dedicar: seria uma pasta para cuidar da imbecialização de quem pediu o banimento do livro ‘Caçadas de Pedrinho’, de Monteiro Lobato das bibliotecas escolares.

Não que o tal Programa Nacional Biblioteca na Escola – que só existe na propaganda do País das Maravilhas do PT – concedesse algum galardão a Lobato, que está anos luz acima da intelectualidade chapa-branca; o problema é a excomunhão de um livro pela polícia do pensamento do lulo-petismo.

Dona Nilma é aplaudida pela manada de asnos que impregna a Ingenuidade dos jovens que ainda acreditam no ´socialismo bolivariano´, por que o racismo às avessas selecionou alusões à negritude num contexto muito distante do que o ‘politicamente correto’ resolveu afro-brasileirar…

Reescrevendo a História, o lulo-petismo não leva em conta que os livros infantis de Monteiro Lobato antecedem a idiotice da “dívida histórica” imposta pelo racismo às avessas, omitindo os crimes escravocratas dos sobas africanos negros, e dos traficantes europeus.

A ministra Nilma me faz recordar o califa Omar, que mandou queimar os setecentos mil volumes da Biblioteca de Alexandria, justificando que aqueles livros ou continham textos contrários ao Alcorão – e mereciam ser destruídos -; ou eram de conformidade com o Alcorão, que se basta aos ensinamentos do Profeta.

Os preconceitos contra a cultura foram usados por muitos omares, e o mais famoso deles, Adolfo Hitler, promoveu a noite da “Queima de Livros” no dia 10 de maio de 1933, logo após assumir o governo alemão.  Foi o início da feroz perseguição aos intelectuais que não seguiam a bíblia nazista, o “Mein Kampf”.

Não custa lembrar que na época a União dos Estudantes Alemães e a Juventude Hitlerista apoiaram a destruição das obras de autores ‘burgueses’ consideradas corrompidas pelo nazismo.

No balaio dos livros de “escritores burgueses” jogados na fogueira, estavam pesquisas históricas, psicanálise, teorias do Estado, tratados filosóficos e até os trabalhos de Física de Einstein!

Daí em diante reinou a brutalidade, entregando-se à Gestapo carta branca para importunar, prender, torturar e matar ciganos, eslavos, gays, judeus, negros e testemunhas de Jeová.

Os nazistas foram fanatizados pelo seu Führer; a palavra em alemão que quer dizer chefe, líder, ou coisa assim, lembrando muito o culto da personalidade também instituído pelo stalinismo e caricaturado nos regimes narco-populistas da América Latina.

O narco-populismo é uma degenerescência do socialismo teórico, chegado ao autoritarismo e à intolerância. No Brasil, uma das suas milícias entra em centros de pesquisa agrária e destroem trabalhos de anos; mulheres histéricas arrancam das estufas mudas de plantas e as pisoteiam numa dança macabra.

Condenar pesquisas e coibir a necessidade biológica da leitura são ações idênticas, mas contra os livros é praticada no andar de cima. É a alta hierarquia petista e os chefetes das tendências subalternas que atuam em nome de uma fraudulenta utopia, a mesma que os pelegos lulo-petistas usam como uma gazua para o assalto aos cofres públicos.

Este cenário é o que se vê na realidade brasileira da incompetência de Dilma para administrar o País e da ampla, geral e irrestrita desonestidade do seu criador, Lula da Silva, que furtou o Palácio Alvorada onde só deixou os livros…

 

 

 

OS QUE VÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br

“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um…” (Bezerra da Silva)

É admirável como os pelegos que ocupam o poder se agarram aos cargos como ostras no rochedo. A maré pode estar de ressaca, batendo forte, mas ‘elles’ se aferram obstinadamente; e não é por acaso, por recebem excelentes vencimentos sem ter passado num concurso público.

Tem também os que participam dos celebérrimos ‘movimentos sociais’ ou registram ONGs de vários modelos e finalidades várias apenas para receber verbas a fundo perdido. E há os pelegos de 14 mil sindicatos mamando no desavergonhado Imposto Sindical, herança fascista que deveria ser extinta.

Vai ser duro para os pelegos largar as ‘boquinhas’. Fazem de tudo para mantê-las aviltando a Pátria para defender ladrões do dinheiro público, na amoralidade que faz parte da formação dos capachos subservientes ao governo ou ao patrão.

Por causa desses penduricalhos infames, os brasileiros já não aguentam conviver com o tríplex da corrupção. Do andar de cima com os hierarcas do Partido dos Trabalhadores, no andar do meio, os sabujos dos partidos ditos ‘de esquerda’ e abaixo, a cambada de puxa-sacos cúmplices do assalto à coisa pública.

Com o impeachment aprovado por 367 votos, 25 a mais que o necessário, na Câmara dos Deputados, e a extraordinária manifestação popular, assistimos com alegria os que se vão e levam consigo os inocentes úteis recompensados com os farelos que restam do banquete da extorsão e das propinas.

Entre os que se vão estão os fanáticos aferroados pela grande mentira deste começo de século, o “socialismo bolivariano”, a mutreta do sargentão-ditador venezuelano que arrasou o seu país, e vem arrasando continuamente com outros países andinos.

(Aqui, o chavismo inconsequente é macaqueado pela ‘pelegagem ideológica’ liderada por Lula, ex-informante do DOPS, recompensado pelo general Golbery com um partido pelos serviços prestados).

Assim, também se vão os ‘intelectuais’ carentes de fama, os jornalistas que aceitam pixulecos, os artistas ávidos de verbas governamentais e os espertos de sempre, infiltrados na administração estatal fazendo lobbies, intermediando doleiros ou agindo como laranjas…

Quando já não havia dúvidas sobre a votação do impeachment derrotando a capacidade de Lula em corromper ou de Dilma usando a sua insana faculdade de mentir e prometer, um gaiato que atua nas redes sociais baixou uma mensagem no Face e no Twitter:

“Amigo: quem avisa amigo é: Não tem mais jeito, Dilma não escapará. Foge senão irás preso” …  Com a mensagem postada não se passou um hora e estavam esgotadas as passagens aéreas e dos ônibus interestaduais em Brasília…

Então o mesmo engraçadinho alugou um ônibus de turismo e anunciou novamente nas redes sociais: “Caro amigo: não achou passagem, o Movimento Social oferece transporte, amanhã às 8 hs em frente à Catedral”. Não deu outra, desde as 6 hs da matina formou-se uma fila com mais de 100 pessoas se empurrando. Até apareceu um conhecido pelego vendendo bilhetes falsificados de lugares na frente…

São esses que vão com Dilma que mesmo sem querer, ajudarão a faxinar o Brasil: são incompetentes desocupando cargos, corruptos que perderão foro privilegiado, e trazendo alegria aos brasileiros honestos que já cantam com Bezerra da Silva: “Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um…”

 

ARTISTAS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A forma de governo mais adequada ao artista é a ausência de governo. Autoridade sobre ele e a sua arte é algo de ridículo” (Oscar Wilde)

Vieram de um antigo templo budista japonês esses bibelôs dos três macaquinhos lado a lado, um com as duas mãos na boca, outro cobrindo os olhos e o terceiro tapando os ouvidos. No Japão as imagens dos três macacos esculpidas em pedra representam uma lição de Buda, que ensinou as regras da alienação, não fale, não veja e não escute.

A fuga da realidade é uma das regras da meditação, mas é também uma prática usada pelos pelegos fingindo falta de consciência para a realidade a fim de esconder as suas desonestidades.

Os oportunistas e carreiristas chegam ao poder simulando qualidades que não possuem, como o vate do verso de Fernando Pessoa no seu poema “Autopsicografia” reconhecendo que “O poeta é um fingidor/ (que) finge tão completamente”. Há os fingidores também na política, na sociedade e nas artes…

Temos disso o exemplo mais do que perfeito com Lula repetindo como um mantra que não viu, não ouviu e não sabia dos atos corruptos dos seus partidários que ele mesmo comandou. A pelegagem é indefensável e desprezível posando de novos ricos…

Também os artistas se dividem entre os fingidores do bem, que usam este dom para incorporar personagens, e os fingidores do mal, que simulam patriotismo para amparar uma facção política. Chega-me à lembrança uma célebre polêmica em que Millôr Fernandes disse a Chico Buarque: “Desconfio do idealista que lucra com o seu ideal!”

Há artistas – alguns entre aspas – que dissimulam o comportamento em troca de favores. Os outros, compromissados com o seu ofício, resistem em vender o seu talento.

Ainda está vivo na memória o afaire que envolveu a atriz Regina Duarte, a – “Namoradinha do Brasil” – que sofreu horrores do terrorismo lulo-petista por expressar sua opinião numa campanha eleitoral. Pagou alto preço, mas não mudou de opinião, que hoje se vê ter sido a verdade nua e crua.

Nos tempos românticos do grande poeta Castro Alves, os estudantes pernambucanos liderados por ele desatrelaram os cavalos do coche que conduzia a atriz portuguesa Eugênia Câmara, e eles próprios se atrelaram nos varais para conduzi-la. Eu faria o mesmo para transportar Regina.

Não citarei nomes, que são muitos, de artistas patriotas que defendem o Brasil vendo a realidade e se pronunciando pelo afastamento da incompetente e leniente com a corrupção presidente Dilma. Também omitirei os que se vêem escravizados aos pixulecos sem pensar no futuro do país.

Prefiro contar a piada (que me foi trazida por um seguidor do Blog) de uma artistinha que entrou de gaiata no arrastão dos bolsistas rouanet, e deu uma entrevista a uma revista de fofoca dizendo sorridente que era esquizofrênica… Acho que foi por solidariedade que quis se igualar a Dilma.

Tudo bem, o direito de manifestação é assegurado pela Constituição e eu o respeito muito; mas o sorriso, se não foi por fingimento, deveria dar lugar à tristeza, pois a esquizofrenia – palavra que vem do grego – “skizo”, separa, e “fren”, pensamento, é um tipo de loucura produzido pela desintegração da personalidade…

Faz pouco tempo, outro artista protestou por ter sido confundido como um garçom; considerou o fato racismo, por ser negro; o que considero absurdo, porque a profissão de garçom (que deve angariar respeito) é exercida por gente de todas as cores e origens.

São exemplos hilários, mas tal idiotia pode ser curada com ajuda médica. Doentes incuráveis são os artistas defensores da corrupção sem ir onde o povo está, sem ver a destruição da Petrobras pelo roubo, e sem protestar pelos desmandos na Diplomacia, na Educação e na Saúde.

Triste é que, arrastados por esses exemplos, os desdobramentos de personalidade se multiplicam: Do alto de apartamentos de cobertura (alguns triplex parecidos com aquele que não é de Lula) moram falsos socialistas que defendem o narco-populismo do PT e o mandato fracassado de Dilma…

Mês de Abril – 400 anos da morte de William Shakespeare

SONETO 66

 

Cansado de tudo isto, uma morte pacífica imploro:

Para impedir que nasça o mendigo,

E toda a necessidade termine em descaso,

E a fé mais pura seja tristemente preterida,

E a honra vergonhosamente deslocada,

E a virginal virtude rudemente pisoteada,

E a mais completa perfeição erroneamente desgraçada,

E a força desarmada pelo claudicante,

E a arte amordaçada pela autoridade,

E a loucura controlada pela medicina,

E a verdade confundida com a simplicidade,

E o bem cativo atenda à insanidade.

Cansado de tudo isto, disto tudo me afastaria,

Exceto ao morrer de abandonar o meu amor.

 

Fonte: http://shakespearebrasileiro.org/sonetos/sonnet-66/

 

A TEIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A teia da nossa vida é composta de fios misturados: de bens e de males” (Shakespeare)

Na segunda metade do século passado a Internet era apenas uma conjectura que se materializou no processo político-econômico do pós-guerra quando a globalização avançava estimulando a criatividade humana.

Como seguimento, tivemos o incrível avanço tecnológico no setor aeroespacial com os satélites, e com eles a difusão planetária da comunicação social, uma verdadeira revolução neste campo.

Escrevi outro dia uma mensagem no Twitter dizendo que com as redes sociais já não se pode mais inculcar boatos e notícias falsas. A meu ver, é tão grande a velocidade na troca de idéias e a imediata apresentação dos fatos nas redes que estão decretando o fim da imprensa escrita.

E não são apenas os jornais impressos moribundos; a imprensa falada e televisiva está doentia, e vai pouco a pouco se adaptando às novas formas de transmitir o noticiário diferente do modo tradicional.

O que verificamos é a democratização da informação através do diálogo, da troca de idéias, busca de dados e complementação de pesquisas para formar a consciência. Isso valorizou a cidadania, como resumiu Diego Beas: “A rede social dotou o cidadão de uma nova e magnífica ferramenta que necessariamente subtrai poder ao Estado”.

No campo do saber, dizer, ouvir e espalhar aos quatro ventos, a WEBsigno mágico do inglês, traduzido como “teia” – mostra que nem tudo são liberdade, democracia, paz e sequer proteção dos direitos cidadãos. Nela há fios do bem e do mal.

Já neste século 21 tivemos a primeira ciberguerra da História da Humanidade com a explosão comunicacional do site Wikileaks, criado pelo jornalista australiano Julian Assange e uma equipe internacional de pesquisadores e editores.

Para não ser repetitivo narrando fatos de conhecimento geral, vou resumir: O  Wikileaks pôs em cheque os EUA com a divulgação de arquivos secretos do Pentágono sobre a Guerra do Afeganistão e a Guerra do Iraque.

Invadindo o recesso do país mais poderoso do mundo, é inegável que o Wikileaks corroeu as confidências estatais de todos os países, cujos segredos são mantidos para subtrair informações sobre manobras fiscais, processos criminais e cartões corporativos, como ocorre no nosso infeliz Brasil da Era Lulo-petista…

É incrível como nós estamos atrasados em relação ao concerto das nações. Não somente em relação ao Norte desenvolvido, mas até aos países periféricos da África. O maior exemplo está no silêncio “selecionado” que se faz em torno dos documentos do Panama Papers recém divulgados.

As revelações que chegam às redes sociais devem-se a um grupo de jornalistas investigativos que resolveu atuar na WEB, a fantástica “teia” da comunicação. A turma não brincou em serviço, nem se deixou amedrontar ou subornar pelo poder econômico.

A grande reportagem do Panama Peppers investigou elementos de juízo por quatro décadas na Mossack Fonseca, empresa ligada a bancos em paraísos fiscais, especializada em criar offshores e abrir contas secretas para lavagem de dinheiro ou para garantir o anonimato dos titulares.

Reinando no noticiário, as offshores são empresas fantasmas, sem sede nem empregados, muitas vezes tendo como endereço apenas um número de caixa postal, através da qual o capital, valores e investimentos são tributados no país que sedia o correio.

Assim o dono da empresa-fantasma dribla a polícia e o fisco do seu País, com a vantagem de que seus negócios podem ser gerenciados por uma pessoa terceirizada – as famosas ‘laranjas’ –; e continua oculto.

Na parte reservada ao Brasil a firma de Mossack Fonseca tornou-se uma mina para os advogados que recebem honorários para intermediar transações com indivíduos ou grupos econômicos, em 107 offshores de empresas e políticos. Deste total, segundo o Estadão, estão 57 envolvidos na Lava Jato expostos numa lista dos fantasminhas.

Em nome da verdade, porém, a criação e posse de uma offshore não constitui violação da lei; mas é no mínimo suspeito. Com o poder das redes sociais chegou-se a isto; mas não é só. Um site sueco traz os nomes da presidente Dilma e do ex-presidente Lula como envolvidos nas transações da Mossack Fonseca tirados do Panama Peppers.

Não serei eu que não sabia que o sueco era a língua falada e escrita na Suécia, que assumirei a responsabilidade de divulgar isto; apenas defendo que o Facebook, o Twitter e o You Tube são as ferramentas da cidadania para obter informações.

MEDO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Um instinto não pode tornar-se jamais objeto da consciência. Pode sê-lo unicamente a ideia que o representa” (Sigmund Freud)

Os dicionários e enciclopédias estudantis definem o medo como um estado emocional provocado pela consciência de perigo. A ideia de sofrer ameaça física, vital, ou revelação de segredos reprimidos têm o medo como resposta.

A visão científica confirma que diante de coisas desagradáveis, intimidações ou expectativa de castigo, o cérebro ativa uma série de compostos químicos provocando reações que caracterizam o medo.

A Bíblia cita o ‘espírito de medo’: Medo de ficarmos sozinhos, de sermos fracos, de ninguém nos escutar e por não poder suprir as nossas necessidades básicas. Este espírito do medo domina atualmente a tribo do mal, Lula e Cia., por culpa de Satanás, invocado por Dilma e um grande “marqueteiro” segundo o site Sétimo Dia.

Uma das lições sobre o jornalismo na Web ensina que não há sinônimos perfeitos; que existe uma única palavra para exprimir com exatidão seu pensamento, e no nosso caso vemos a diferença entre o medo e o temor, e que ter medo não é o mesmo que ficar assustado…

Lula, Dilma e os sócios comanditários da Empresa Cobiça S.A. criada para embolsar o dinheiro público, estão amedrontados ao ser aberto um contêiner cheio de crimes, falta de patriotismo, mentiras, segredos legais e ilegais e promessas vãs que trouxe para ‘elles’ a reação física do medo.

Lula é um amoral de nascença e formação; Dilma é mais fraca e segundo fontes que contribuíram para a matéria da revista IstoÉ, em circulação, anda irritada e “mais agressiva do que nunca”, por causa do impeachment.

A reportagem da IstoÉ mostra Dilma como uma mulher histérica e descontrolada, que perdeu as condições emocionais para conduzir o governo. Estão descritos na matéria os sinais e os sintomas do medo como o aumento do batimento cardíaco, a aceleração da respiração e a contração muscular.

Comenta-se também entre os servidores do Palácio do Planalto, que Dilma mandou eliminar jornais e revistas do seu gabinete, contentando-se com as sinopses dos seus subordinados cuidadosos. Pessoas de convivência diária no Planalto dizem que ela não pode ouvir a palavra ‘Pasadena’ que fica literalmente furiosa.

Este cenário piora dia a dia com a 27ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Carbono 14, aludindo às descobertas arqueológicas. O carbono-14, C14 ou radiocarbono, é um isótopo radioativo natural do elemento carbono, adotado em pesquisas para revelar evidências em elementos fossilizados.

O carbono-14 aplicado em antigas investigações trouxe um medo pânico às hostes lulo-petistas, sobrepondo-se a Pasadena, às pedaladas, à incompetência e a leniência do PT-governo com a corrupção,

Inscrições antigas decifradas extrapolam a crise política, os gravíssimos problemas econômicos e até mesmo o impeachment, trazendo à tona o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, crime que é atribuído à cúpula do PT pela família do morto, que mantém o blog “CELSO DANIEL – Corrupção, sequestro, tortura e morte”.

Este caso teve uma seqüência de assassinatos de testemunhas e mortes suspeitas; as conclusões foram apressadas, distorcidas e acobertadas pela polícia. Alertado, o Ministério Público quis investigar, mas sua ação foi abortada no STF.

Até quem não crê em vida após a morte sabe que espírito de Celso Daniel ronda os corredores do Palácio do Planalto cutucando o instinto de Dilma e freudianamente revelando-se a idéia do medo de pagar com Lula pelo crime.

A ideia que representa o medo é uma patologia que exige acompanhamento médico e medicamentos para esquizofrenia, incapacitando Dilma de governar. Por isto, a Nação exige seu afastamento, pela renúncia ou pelo impeachment.

The Rolling Stones – Angie