Arquivo do mês: junho 2014

IVSTITIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br 

Com a grafia “IVSTITIA”, os antigos romanos escreviam a palavra Justiça, universalizando-a graças à grande importância do Direito Romano para a civilização ocidental. Os símbolos da Justiça vieram de longe, da Caldéia, que usava uma balança significando a imparcialidade dos julgamentos, pela equivalência e equação entre o crime e a pena.

Também na antiguidade, chineses, egípcios, indianos e tibetanos, reverenciavam a balança, com ou sem figura humana, simbolizando a Justiça. No Egito, o deus Osíris assistia ao julgamento dos mortos pela deusa Maat, que com o instrumento pesava o coração do morto e decidia se merecia uma vida futura.

A estátua de mulher se impôs na Grécia, foi a deusa Thêmis, filha de Urano (Céu) e de Gaia (Terra). Era cega, para julgar sem se deixar enganar à vista dos réus; além da balança, trazia também uma espada simbolizando seu poder. Chegando a Roma, Thêmis mudou de nome; era a deusa Ivstitia, com uma venda cobrindo os olhos.

É indiscutível a importância da Justiça na História da Civilização, e no Brasil, está personalizada nos escritos e discursos de Rui Barbosa. Por isto, neste período trágico de desrespeito às liberdades constitucionais e ameaças à Justiça, é fundamental estudarmos Rui.

Na sua Oração aos Moços (que deveria ser leitura obrigatória no Ensino Médio), Rui discursou: “Os presidentes de certas repúblicas são, às vezes, mais intolerantes com os magistrados que lhes resistem, como devem, do que os antigos monarcas absolutos. (…) Os tiranos e bárbaros antigos tinham, por vezes, mais compreensão real da justiça que os civilizados e democratas de hoje”.

Se vivo fosse e estivesse entre nós, Rui entraria na Lista Negra do fascistóide Cantalice e seria condenado pelo lulo-petismo. Bastava expressar seus pensamentos como “Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada” e/ou, “O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.

Rui defendeu que tivéssemos juízes vitalícios e irremovíveis para garantir-lhes a independência, mas nunca vê-los nomeados sem nenhum pudor por governantes de um presidencialismo autoritário.

Com nossa República vilipendiada pelos pelegos ocupantes do poder, os brasileiros estão sujeitos à amoralidade, ao desprezo pelo Direito Positivo e ao desconhecimento do sábio ensinamento de Platão: “O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis”.

Isto é o que vem ocorrendo no País: Juízes nomeados pelo Poder Executivo – o que é condenável – não seguem o princípio republicano de considerarem-se funcionários públicos, mas obrigando-se a pagar obséquios a quem os indicou para a Corte. Viu-se assim no rebatido julgamento dos mensaleiros condenados e presos por corrupção.

Numa segunda decisão, os ministros do STF mostraram indiscutível parcialidade, revisando o que anteriormente havia sido decidido pelo relator e presidente do Tribunal, o honrado Joaquim Barbosa.  Concederam a José Dirceu, hierarca do PT e chefe do Mensalão, licença para trabalhar fora do presídio, firmando uma jurisprudência intolerável, por confundir o juizado das execuções penais.

Dessa maneira, mostraram á Nação estupefata, sua falta de isenção para julgar. Arrancaram das mãos de Thêmis a balança da equidade; e, covardemente, abdicaram da espada que representa o poder republicano do Judiciário.

Não se lhes pode negar aos senhores ministros, a legalidade da sua investidura, por que, embora protegidos facciosamente pela presidência da República, foram aprovados no Senado com os votos da dita oposição parlamentar.

Investidos da nobre função não deveriam deixar-se manobrar; seria preferível abdicar à missão e deixar os maus governantes imitarem os despóticos ditadores do século passado criando tribunais de exceção.

Relembremos que o único fim daqueles tribunais deformados era manter regimes totalitários e submeter a sociedade ao terror oficial. Nos dias atuais, os que recorrem a esses estorvos jurídicos devem lembrar-se que eles estão enterrados sob os escombros do bunker de Hitler ou nos entulhos do muro de Berlim. Ou, ainda pior, como Mussolini, pendurados num gancho de açougue.

Os ministros do STF precisam se conscientizar do seu papel republicano para evitar a própria condenação como serviçais de uma facção político-partidária. E se a justiça não voltar a ser “IVSTITIA” entre nós, só resta aos patriotas brasileiros a insurreição contra um regime contrário à República e à Democracia. Seguir Vitor Hugo que ensinou: “A insurreição é às vezes ressurreição”.

Lista Negra

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Logo que o nazismo assumiu o poder na Alemanha, em 1935, Hitler criou o Ministério da Propaganda e Informação, entregando-o ao seu fanático comparsa Joseph Goebbels; este, ao assumir, providenciou o controle da imprensa escrita e falada.

Na esteira do totalitarismo, o novo ministro criou listas negras nominando peças de teatro, filmes, livros e personalidades que denominou de “inimigos do governo e do partido”. De saída, proibiu a exibição de filmes como “Anna Karenina”, e as peças de Bertold Brecht.

Sobre o rádio (naquele tempo não havia televisão e muito menos internet), prescreveu: “A verdadeira emissão radiofônica é legítima propaganda”… A seguir, determinou a ocupação das sedes dos partidos e sindicatos, e organizou piquetes para invadir centros universitários e bibliotecas para dali tirar livros proscritos pelo regime.

Entre as personalidades que deviam ser atacadas, havia um rol de nomes de advogados, artistas, intelectuais, médicos e professores. Constaram dele Erich Kästner, Henrich Heine, Heinrich Mann, Sigmund Freud e Stefan Zweig.

No Brasil atual, no passo de ganso para a ditadura fascista, apareceu no Partido dos Trabalhadores uma minúscula caricatura de Goebbels, servindo de boi de piranha para Gilberto Carvalho e Franklin Martins: Alberto Cantalice, vice-presidente nacional do PT e coordenador de redes sociais do partido.

Numa comunicação do comissário Cantalice posta no site do PT, saiu uma “Lista Negra” de comunicadores atuantes na mídia, como “inimigos da Pátria”. Relacionou Arnaldo Jabor, Augusto Nunes, Danilo Gentili, Demétrio Magnoli, Diogo Mainardi, Guilherme Fiúza, Lobão, Marcelo Madureira e Reinaldo Azevedo. Distribuídos à sorrelfa para os MAVs, muitos nomes com atividade nas redes sociais.

Às escondidas devem estar os companheiros da Tribuna da Imprensa e o seu destemido diretor, o bravo jornalista Hélio Fernandes. Espero, vaidosamente, estar entre eles, pois considero uma condecoração, não daquelas decorativas que as nossas FFAA distribuem para agradar os poderosos-de-dia, inclusive corruptos presos na Papuda.

 A “Lista Negra” aponta os que se sobressaem atuando contra as “medidas progressistas” do PT-governo, ou críticas ao Nº1, Lula da Silva, e à sua marionete na presidência da República, Dilma Rousseff.

Não há prova maior do que esta para mostrar a fragilidade da república dos pelegos, evidenciada pelos desmandos, incompetência e roubalheira da Copa da FIFA, trazida por Lula como o trunfo eleitoral para manutenção no lulo-petismo na administração federal.

Nas críticas feitas aos comunicadores, a hierarquia lulo-petista considera “pessimismo impatriótico”, a repercussão dos protestos populares contra as despesas do governo em estádios e na fictícia infraestrutura de mobilidade urbana que não saiu do papel.

Já repercute na imprensa internacional a xerox hitlerista da “Lista Negra” contra a liberdade de imprensa e expressão. Camille Soulier, coordenador para as Américas dos Repórteres sem Fronteiras, expressou em nota “a inquietação pelas graves acusações dirigidas contra os jornalistas, provenientes de um alto cargo do PT”.

Isto vem se somar à última Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, elaborada pela entidade, vigilante em defesa do jornalismo livre: situou o Brasil no 111º lugar em 180 países, nos atentados â imprensa livre.

Também a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo contabilizou 17 agressões de jornalistas no âmbito de manifestações desde a abertura do Mundial, tendo como vítimas correspondentes da CNN e das agências internacionais Reuters e a Associated Press.

Neste quadro sombrio com as cores funestas do nazi-fascismo, poder-se-ia desenhar o desespero do PT-governo, corrupto e corruptor, amedrontado com a resistência aos seus crimes, mesmo mantendo uma propaganda bilionária no País e no Exterior comprando jornais, grandes e pequenos, e financiando uma rede de agentes provocadores nas redes sociais

A aflição da pelegagem que projeta a futurologia da derrota eleitoral é fotografada em grande angular revelada na “Lista Negra”. Mal sabem os coléricos lulo-petistas que os defensores da liberdade de expressão e de imprensa, não temem as intimidações dos bobos da desmoralizada falange de Lula & Cia.

A História nos mostra que o nazismo foi enterrado nas ruínas do bunker onde se suicidaram Goebbels e Hitler.

O “Nº 1”

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

A História, sempre a História! Estudando a Era Vargas, encontramos a origem do peleguismo, ovos da serpente fascista. Em 10 de novembro de 1937, entrava em vigor a Constituição Brasileira – apelidada de “Constituição Polaca” por ser uma cópia da Carta imposta à Polônia pelo ditador Psuldisky. A inspiração das duas foi a Carta del Lavoro, promulgada por Mussolini na Itália.

No Brasil da época políticos liberais enfrentaram no Congresso as inclinações totalitárias de Vargas, e os sindicatos – na maioria clandestinos, de inspiração anarquista – mobilizavam-se denunciando a linha corporativista e a tutela do Ministério do Trabalho. 

Os políticos sofreram um golpe de Estado, e a representação parlamentar foi extinta, e vigorando a Polaca, os sindicatos foram legalizados como órgãos governamentais que exerciam funções delegadas pelo poder público e de caráter assistencialista.

Foi assim que nasceram os “pelegos”. Com esta alcunha, os sindicalistas autênticos apelidaram os interventores sindicais que, com a redemocratização, em 1945, continuaram pelegos, tornando-se colaboradores e informantes disfarçados do Ministério do Trabalho.

Este perfil que traço do “Nº 1” começa com a formação do pelego Lula da Silva, fruto da colaboração de trabalhistas getulistas e comunistas. Ele entrou no Sindicato dos Metalúrgicos pelas mãos do irmão mais velho, membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB); seu personalismo e habilidade de enganar levaram-no à liderança sindical, como agente da Volkswagen e informante do Dops paulista durante a ditadura militar, conforme descreve o livro “Assassinato de Reputações” de Romeu Tuma Jr.

Lula da Silva não herdou o lado bom da organização sindical dos anos 1930, como a Consolidação das Leis do Trabalho, adotada por vários países do mundo, embora trazendo a digital fascista, mas também sob influência da Encíclica Rerum Novarum e das convenções da OIT do sindicalismo norte-americano.

Com Lula, esteve presente a essência autoritária e corporativa da Constituição de 1937, pela utilização dos sindicatos e dos trabalhadores para fins infectados pelo personalismo, o uso de meios ilícitos para manutenção do poder, e o saque das verbas públicas, a começar pelo Imposto Sindical…

Seus ‘patrões’ alemães da VW orientaram-no a conduzir greves com um duplo objetivo: mostrar ao mundo que havia liberdade sindical no Brasil, manejando-o a conduzir greves fajutas e faturar com elas; além disso, ajudar a ditadura enriquecendo o fichário do Dops com informações sobre sindicalistas ligados à resistência.

Graças aos trotskistas e dissidentes do movimento comunista, católicos “de esquerda” e o obreirismo insano de intelectuais paulistas, fundou o PT pelas mãos do general Golbery do Couto e Silva, titular emérito do regime militar.

Amoral, carreirista e astuto, Lula elegeu-se presidente da República pela leniência simpatizante dos partidos sociais democratas. Assim, tornou-se o “Nº 1” do partido, levando-o à degenerescência e à corrupção; comanda-o na marcha fascistizante do Marco Regulatório – para controlar a mídia e as redes sociais, e do Decreto 8243, que subtrai à representação parlamentar substituindo-a pelos “conselhos”, tentáculos do lulo-petismo.

Vê-se com isto que Lula segue a estratégia do Foro de São Paulo, que reúne o narco-populismo latino-americano em nome de um vago (e já fracassado na origem) “socialismo bolivariano”.

Cumprindo a escalada totalitária quando presidente, Lula abriu as fronteiras e com isso, facilitou o tráfico de drogas e armas. Enfraqueceu as Forças Armadas e sucateou a PF. Estimulou a campanha para o desarmamento da cidadania e para extinguir as polícias militares. As Farcs e o crime organizado agradecem-no.

Nomeio-lhe de “Nº 1” por que traz consigo o apodo que a reação contra a tirania soviética deu a Stálin; cujo culto da personalidade o rivalizou com Hitler, Mussolini, Franco e Salazar. Também os atuais “Nos. 1” de Coréia do Norte, China, Cuba, Laos e Vietnã; além de vários sobas africanos e suas caricaturas ditatoriais.

O Brasil não suportaria ser dominado por um “Nº 1”, analfabeto e boçal, assentado numa falange de fanáticos. Temos que derrotá-lo nas eleições de outubro, senão…

 

Howlin’ Wolf – Wang Dang Doodle

Hound Dog Taylor – Hideaway

Marc Ford e The Neptune Blues Club – Don’t Get Me Killed

The Blues Brothers

Junior Watson

Wes Montgomery – Impressions

A COPA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Com o meu filho participando e colaborando, penduramos duas bandeiras na sacada do apartamento; o glorioso pendão da esperança, que nos orgulha, e uma bandeira de mesmo tamanho, negra, mostrando nossa desaprovação pela maneira com que foi trazida e executada a Copa do Mundo de 2014.

Foi uma jogada nossa, de protesto. Não nos importamos se haveria alguma reclamação, dos passantes ou mesmo de moradores do prédio; se ocorressem, receberiam nossos argumentos e, se fossem indelicados, seriam repudiados veementemente.

Nossos dribles são os mesmos da Declaração de Voto que divulguei no campo das redes sociais com inserção no Twitter, dia 11/6, e venho repetindo desde então: “Não sou contra a Seleção; sou contra a roubalheira, as mordomias e a corrupção!”

Sou inconformado com a quantia gasta no  empreendimento: mais de R$ 30 bilhões – valor ainda sujeito a oscilações de gastos que ainda rolarão até muito tempo depois do encerramento dos jogos. E há inúmeros registros e tabelas numéricas mostrando quantos hospitais e escolas seriam construídas com este desperdício.

A bola fora foi com as obras de infraestrutura (que seriam o legado da Copa para o povo brasileiro) que foram relegadas e até sem ficar prontas, mesmo que fossem para inglês ver…

Não há outra razão para os protestos resumidos numa afirmação do presidente da ONG Rio de Paz, Antonio Carlos da Costa: “Não conseguimos nos conectar com essa Copa em razão do fato de ela estar sendo realizada com o dinheiro do povo brasileiro”. A ONG Rio de Paz fala pelo povo brasileiro quando exige que o PT-governo peça desculpas pelos gastos excessivos de dinheiro público e que o povo brasileiro seja consultado, a partir de agora, antes que de qualquer despezas em grandes eventos internacionais.

Os treinos coletivos das classes médias tradicionais, letradas, foi nas ruas manifestando-se contra a condução oficial das preparações; infelizmente impuseram-nos faltas na  intervenção ardilosa do PT e aliados infiltrando mascarados infames com atos de vandalismo, afastando os manifestantes democráticos. O apito encerrou o jogo, mas não calou o clamor público.

Está claro que um evento da magnitude da Copa não poderia ter sido bancado por um País em situação de crise política, econômica e social. Não ocorreria sem a interferência megalomaníaca e o duvidoso ufanismo de Lula da Silva, cuja ganância rateou bilhões com os parceiros corruptos e empreiteiras.

Não vivêssemos um regime de fancaria conduzido por um partido cujo único projeto é a manutenção do poder, os coordenadores da Copa da FIFA estariam enquadrados em crime de responsabilidade. Aliás, duplo crime de responsabilidade, porque além do alheamento pelas reais necessidades do País e a desenfreada roubalheira, assistimos uma clara alienação de nossa soberania.

A sorte do time de Lula e seus pelegos ávidos pelo assalto aos bens do Estado é a subversão da ordem republicana, sem equilíbrio entre os três poderes. O Legislativo é submisso, corrompido na mansidão do fisiologismo, e o Judiciário vive uma fase difícil. Este é o quadro da fictícia democracia alimentada por fraudes, multidões arrastadas pela focinheira de uma assistência social eleitoreira e uma imprensa submetida por verbas bilionárias.

Nem tudo, porém, está perdido. A indignação e a revolta dos patriotas queimam como fogo de monturo, no falar camponês para um risco invisível de incêndio. O que vemos é que o Brasil não estava preparado para bancar a Copa, acontecimento esportivo mundial importantíssimo, reunindo países de culturas diferentes e chamando a atenção de todo planeta.

O que mostramos ao mundo é que o povo brasileiro está carente de escolas, hospitais, de um sistema de segurança que não precise convocar as forças armadas para substituir as polícias, sob uma autoridade que faz ouvidos moucos às queixas nacionais. Os atuais governantes preocupam-se tão somente para sua continuidade no poder.

Nem precisamos exibir a crise econômica, porque é monitorada pelos organismos internacionais; mas chama a atenção para a maquiagem dos números, as mentiras repisadas na propaganda maciça que tenta esconder o descontrole, e a corrupção endêmica e epidêmica.

Isto constrange os patriotas, e a revolta contra o estado de coisas é irrefreável, como assistimos na abertura dos jogos. Felizmente a Copa registra, pela internet e as redes sociais, o crescimento da oposição às vésperas de uma eleição presidencial.

O voto será a virada no painel geopolítico. A esperança nos leva a um belo pensamento de Howard Fast: “Esperemos, esperemos. A História tem seu próprio modo de ser verídica.”