Arquivos Mensais: agosto 2013

ARTIGO

Brasil chega ao fundo do fundo do poço

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

As tiradas metafóricas dos mamulengos governantes para encobrir os erros na condução da política econômica do País, além de ser a capa de gordura das mentiras lulo-petistas, são hilárias. A última, do Mr. Bean Mantega (belo apelido usado pelo Financial Times), é que a economia chegou ao fundo do poço, mas está se recuperando.

Essa impostura nos leva a crer que existe um fundo, no fundo do poço… Primeiro, por que nada indica a reabilitação da economia; segundo, por que o domínio político do PT-governo e seus aliados, com a manutenção do mandato do presidiário Natan Donadon chega, também, ao fundo do fundo do poço.

Não é preciso esclarecer os desacertos da banda econômica do desastre brasileiro. Basta apresentar os números do endividamento das famílias brasileiras graças ao consumismo incentivado por Lula da Silva, um estimulo criminoso mantido no terceiro governo através da boneca de ventríloquo que está na Presidência da República.

Ainda mais explícita e diáfana é a horrenda demonstração das criminosas transações da chamada base governista como se viu na Câmara Federal com a não cassação de Donadon.

Não encontramos contradição dos 300 picaretas, atualmente acrescidos de outros tantos intrujões do PT e seus satélites. Esta excelência – O Deputado-Presidiário – é para o lulo-petismo, uma figura politicamente correta. Foi condenado por formação de quadrilha e peculato e recolhido à prisão com a perda dos direitos políticos.

Para a sociedade brasileira, porém, o que a Câmara dos Deputados fez é uma vergonha, por vários aspectos. Afrontou a Justiça e feriu a Constituição; mostrou a horripilante face de numerosa fração parlamentar liderada pelo PT, PMDB e PP; e, finalmente, igualou o político brasileiro aos mascarados ‘black blocs’ com o voto secreto, e, com os vândalos, no quebra-quebra no edifício da Democracia.

A existência do voto secreto no parlamento já não é uma defesa numa ditadura autoritária; hoje, é uma afronta às instituições democráticas e, em última análise, à Nação Brasileira. O povo deve ter o direito de saber como votam seus representantes, e não vê-los escondidos por covardia, corporativismo e desprezo aos eleitores.

Nossa indignação extrapola a vilania da Câmara, com o espetáculo revoltante de um preso, condenado há 13 anos por desvio de dinheiro público, participar e votar numa sessão parlamentar. Mesmo os que votaram pela cassação aceitaram mansamente isto, sem uma expressão de revolta.

É como se o todo dissesse que esta é a realidade política, que a República é uma figura de retórica e a Democracia é uma pantomima. Generaliza-se a idéia de que a ética política e a moralidade pública faleceram neste País deixando órfã a nacionalidade.

Que fazer? Reaprender a aritmética de que uma maioria deve se submeter à minoria, aceitando que os vândalos do Congresso nos afaste dos protestos, como fazem seus semelhantes arruaceiros confundindo uma manifestação democrática com arruaças?

É verdade que o povo se afastou das ruas fisicamente. Mas está em todas as cabeças as palavras de ordem da mudança, agora acrescidas pelo desprezo aos que ocupam o Poder Legislativo  dizendo-se representantes de uma população que não mais os aceita como tais.

O capítulo Donadon da História Política do Brasil tem um significado que induz à desordem e à negação do princípio da autoridade. É, por extensão, a falta de respeito ao povo, desequilibrando os demais poderes republicanos. O Executivo cultiva a impunidade para defender os seus partidários, também condenados por crimes repulsivos; o Judiciário assiste assombrado a reabilitação dos direitos políticos de um criminoso.

Entenda-se nesta situação que é preciso voltar às ruas no 7 de setembro, com ou sem black bocks e vândalos. Vamos verde-amarelar a Nação contra a corrupção e a impunidade, para evitar que outros como Donadon escarneçam de nós.

Vamos exigir que os mensaleiros João Paulo Cunha, José Genoino, Pedro Henry e Valdemar Costa Neto cumpram as penas ditadas pelo STF, na prisão e na perda dos mandatos.

Chamadas de 1ª página nos jornais deste sábado,31.ago.13

O GLOBO – Licitação sob suspeita: TCU suspende compra de cisternas

ZERO HORA – PF indicia 49 em fraude de licenças ambientais

FOLHA DE SP – STF abre inquérito sobre governador do DF

C. BRAZILIENSE – Tudo pronto para o baile dos mensaleiros

J. DO COMMERCIO (PE) – Barbosa vê absurdo no caso Donadon

ESTADÃO – Flagrado pela PF, dirigente do FNDE se demite

ESTADO DE MINAS – Com vontade, voto secreto cai em 11 de setembro

Chamadas de 1ª página nos jornais desta 6ª-feira, 30.ago.13

O GLOBO – Mensalão: STF rejeita recursos de Dirceu

VALOR – STF nega recurso de Dirceu

ZERO HORA – Supremo mantém pena de José Dirceu

FOLHA DE SP – Supremo rejeita recurso e mantém pena de Dirceu

C. BRAZILIENSE – Pena de Dirceu mantida

J. DO COMMERCIO (PE) – Supremo rejeita o recurso de Dirceu

ESTADÃO – STF mantém pena imposta a Dirceu no mensalão

ESTADO DE MINAS – STF rejeita redução de pena de Dirceu

Chamadas de 1ª página nos jornais desta 5ª-feira, 29.ago.13

O GLOBO – STF mantém as penas de Genoino e Marcos Valério

VALOR – STF reduz multa de Marcos Valério e nega recurso de Genoino

ZERO HORA – STF: Ministro novato critica políticos

FOLHA DE SP –  STF mantém pena de ex-presidente do PT

C. BRAZILIENSE – STF julga recurso de José Dirceu

J. DO COMMERCIO (PE) – Recursos de Dirceu e Cunha na pauta

ESTADÃO – STF confirma penas de Valério e Genoino

ESTADO DE MINAS – STF revê multa de Valério e julga hoje recurso de Dirceu

Chamadas de 1ª página nos jornais desta 4ª-feira, 28.ago.13

O GLOBO – Comissão da Verdade: Para ministro, grupo chega ‘ao fundo do poço’

VALOR – Juro a 9% tira vantagem da poupança e ajuda fundos

ZERO HORA – Comissão da Verdade admite dificuldades

FOLHA DE SP –  Dilma contesta diplomata, e Aécio e Campos o apoiam

C. BRAZILIENSE – BC sobe juros a 9% para reconquistar confiança

J. DO COMMERCIO (PE) – STF retoma o julgamento do mensalão

ESTADÃO – União ameaça conselhos no caso de médicos estrangeiros

ESTADO DE MINAS – Câmara aprova PEC do Orçamento Impositivo

Chamadas de 1ª página nos jornais desta 3ª-feira, 27.ago.13

O GLOBO – Apoio de diplomata a fuga de boliviano derruba Patriota

VALOR – Fuga de senador derruba Patriota

ZERO HORA – Fuga de político boliviano derruba ministro Patriota

FOLHA DE SP –  Dilma demite chanceler após fuga de senador da Bolívia

C. BRAZILIENSE – Crise derruba Patriota. Diplomata é afastado

J. DO COMMERCIO (PE) – Crise com a Bolívia derruba ministro

ESTADÃO – Ação na Bolívia derruba Patriota e embaixador na ONU assume vaga

ESTADO DE MINAS – Crise derruba Patriota

Brecht

Intertexto

 

 

Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso

Eu não era negro

 

Em seguida levaram alguns operários

Mas não me importei com isso

Eu também não era operário

 

Depois prenderam os miseráveis

Mas não me importei com isso

Porque eu não sou miserável

 

Depois agarraram uns desempregados

Mas como tenho meu emprego

Também não me importei

 

Agora estão me levando

Mas já é tarde.

Como eu não me importei com ninguém

Ninguém se importa comigo.

 

Bertold Brecht

Bertolt Brecht começou a escrever cedo

Chamadas de 1ª página nos jornais desta 2ª-feira, 26.ago.13

O GLOBO – Formados no exterior tentam registro médico

VALOR – Governo muda proposta de terceirização

ZERO HORA – Nova ofensiva contra Mais Médicos

FOLHA DE SP –  Obstáculos de Padilha

C. BRAZILIENSE – Treinamento de médicos estrangeiros começa hoje

J. DO COMMERCIO (PE) – Mais Médicos sem o Revalida

ESTADÃO – Médicos cubanos são recebidos com tumulto

ESTADO DE MINAS – Postura do CRM vai ser alvo de denúncia

Auto-retrato aos 56 anos

Auto-retrato aos 56 anos

Nasceu em 1892, em Quebrangulo, Alagoas
Casado duas vezes, tem sete filhos
Altura 1,75.
Sapato nº 41.
Colarinho nº 39.
Prefere não andar
Não gosta de vizinhos
Detesta rádio, telefone e campainhas
Tem horror às pessoas que falam alto
Usa óculos. Meio calvo.
Não tem preferência por nenhuma comida
Não gosta de frutas nem de doces
Indiferente à música
Sua leitura predileta: a Bíblia
Escreveu “ Caetés” com 34 anos de idade
Não dá preferência a nenhum de seus livros publicados
Gosta de beber aguardente
É ateu. Indiferente à academia
Odeia a burguesia. Adora crianças
Romancistas brasileiros que mais lhe agradam:
Manoel Antonio de Almeida, Machado de Assis
Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz
Gosta de palavrões escritos e falados
Deseja a morte do capitalismo
Escreveu seus livros pela manhã
Fuma cigarros “ Selma” (três maços por dia)
É inspetor de ensino, trabalha no “ Correio da Manhã”
Apesar de o acharem pessimista, discorda de tudo
Só tem cinco ternos de roupa, estragados
Refaz seus romances várias vezes
Esteve preso duas vezes
É-lhe indiferente estar preso ou solto
Escreve à mão
Seus maiores amigos: Capitão Lobo, Cubano*
José Lins do Rego e José Olympio
Tem poucas dívidas
Quando prefeito de uma cidade do interior,
Soltava os presos para construírem estradas
Espera morrer com 57 anos.

 

Graciliano Ramos

NOTA
*Capitão Lobo – Era o oficial comandante do quartel em que Graciliano esteve preso, no Recife, em 1936.Essa menção de simpatia ao militar lhe custou muitas desavenças com os co-religionários do Partido Comunista.

ARTIGO

O “Processo dos Médicos” do PT-governo

MIRANDA SÁ ( E-mail: mirandasa@uol.com.br )

O estudioso inglês da História Soviética, Craig Brandist, nos oferece dados muito interessantes sobre as semelhanças do período stalinista na Rússia e sua cópia borrada de papel carbono que é o PT-governo.

Chamou-me a atenção o fato de lá a burocracia governante ter levado dez anos para se consolidar no poder, exatamente o tempo que os pelegos lulo-petistas assumem, acreditando subordinar a Nação Brasileira com super-poderes.

É certo que submetem o Poder Legislativo e influenciam grandemente no Poder Judiciário. Mas não de todo: no Congresso ainda há vozes independentes, poucas, mas que protestam contra os desmandos governamentais. No Judiciário, projeta-se a sombra de Joaquim Barbosa, para que se cumpra uma Justiça boa e perfeita.

Nos dez anos da pelegagem no poder já dá para fazer uma avaliação do avanço de uma mentalidade obreirista, estreita e arrogante, do camponês georgiano Joseph Stálin, que se tornou ditador da URSS contra a vontade de Wladimir Illich Lênin e pela brutal repressão aos seus contestadores, principalmente a Leon Trotsky.

Quanta analogia tem hoje o Brasil com a concentração de poder de Stálin! A mais próxima e atual é o desprezo pela intelectualidade com a promoção dos medíocres quadros petistas na cultura e na ciência; e hilária, a imposição do “lulês” nas cartilhas escolares.

Um alvo dos ataques lulo-petistas às personalidades científicas são os médicos, tal qual Stálin fez nos últimos anos de vida, com o famoso “Processo dos Médicos” e suas funestas consequências. As caricaturas stalinistas de Dilma e do seu ministro da Saúde, Padilha, atacam os médicos brasileiros indiscriminadamente.

Dilma e Padilha tentam de tudo para solapar a classe médica e, porque não dizer, a Medicina Brasileira, cujos avanços são notórios. Vetaram o Ato Médico, que se arrastou por 12 anos no Congresso e foi aprovado a gosto dos profissionais.

Com o veto, negaram ao médico a exclusividade para diagnosticar enfermidades alegando que qualquer atuante na área da Saúde está capacitado para fazer tais diagnósticos. Assim, nivelam por baixo o conhecimento científico.

Isto parece nada, quando o PT-governo se dispõe a abolir o diploma de Medicina no Brasil, reconhecendo que “técnicos em saúde”, com pouco mais de três anos de estudos em Cuba, podem exercer a Medicina sem revalidar seus diplomas numa universidade brasileira.

Sem atender ao respeito científico da exclusividade do médico na prescrição terapêutica, subjugando-a ao interesse pseudo ideológico, aproveitam formandos de Cuba a soldo do MST, CUT e PCdoB. E ainda veio coisa muito pior: a importação de médicos estrangeiros.

O cenário aberto com a vinda desses profissionais merece um repúdio; não por suas nacionalidades, nem por abominar um programa que promete levá-los aos rincões onde as populações não têm médicos para atendê-las.

O inaceitável é a maneira exdrúxula de como os cubanos são tratados. Primeiro, eles veem em número espantoso, 4.000! Segundo, enquanto portugueses, espanhóis e argentinos receberão um salário de R$ 10 mil, os cubanos só terão 25% a 40% disso, R$ 2.500 a R$ 4.000, indo o excedente para Havana…

Não fica só nisso. Os outros podem trazer suas famílias, e os cubanos não. E por quê? Só pode ser o medo que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) dominada pelo bolivarianismo, de que possam desertar da ditadura; Imaginem, medo até do governo aliado lulo-petista, que asila terroristas assassinos como Baptisti e repatria desportistas contestadores, como fez com os dois boxeadores cubanos, jogando-os em avião venezuelano preparado para esse ato desumanitário.

Repito não ser contra médicos estrangeiros por ser estrangeiros, mas pelo regime de semi-escravidão que o Mais Médicos submeterá aos médicos cubanos. A Folha de São Paulo publicou uma curiosa entrevista com a médica cubana Ivonne Sanchez que atua no interior de São Paulo. Ela faz revelações que reforçam as minhas convicções; veio em 1997 para ajudar a implantar o Programa Saúde da Família, em Araras. 

Aqui, Ivonne prestou o Revalida e foi aprovada. Naturalizou-se e casou com um brasileiro. Ganha hoje R$ 12 mil e tem autoridade para prever um mínimo de três meses para os compatriotas se adaptarem à língua e ao atendimento básico no SUS.

Assim, submetendo-se ao Revalida, os cubanos devem ter direitos a um salário condigno e de querer ficar, como a doutora Ivonne teve. Deve gozar a faculdade de fugir dos grilhões ditatoriais castristas e escapar ao deplorável costume lulo-petista de fazer do Brasil um aparelho de segurança do governo cubano.

 O “Processo dos Médicos” da trinca Lula-Dilma-Padilha tentando garrotear os médicos brasileiros, escandaliza pela aceitação de um médico ganhar R$ 10 mil, e outro apenas R$ 2.500, pelo mesmo trabalho, as mesmas horas e o mesmo contratante.

Isto o que o PT-governo faz no Mais Médicos caracteriza trabalho escravo; seja, explorar alguém em troca de moradia, alimentação e, em alguns casos, transporte, mas sem pagar salário direto.