Arquivos Mensais: janeiro 2012

Chamadas de 1ª página_31.jan.12

O GLOBO – Dilma já procura substituto para ministro das Cidades

FOLHA DE SP – Sob suspeita, presidente da Casa da Moeda é demitido

ESTADÃO – Ministro das Cidades será o 9º a cair no governo Dilma

C. BRAZILIENSE – Tormento da inflação

VALOR ECONÔMICO – STF e Congresso trazem risco de R$ 320 bi à União

ESTADO DE MINAS – BH mais exposta a desabamentos

JORNAL DO COMMERCIO – Aldo Rebelo joga nova denúncia para Orlando

ZERO HORA – Burocracia volta a adiar obra no Salgado Filho

Sete em cada 10 projetos de habitação ficam só no papel

Contratos analisados pela CGU tratam apenas de moradias populares e foram firmados entre 2004 e 2011

Auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) aponta que, de cada dez contratos firmados na área de habitação popular pela Secretaria Nacional de Habitação entre 2004 e 2011, pelo menos sete não saíram do papel. Até abril de 2011 existiam 4.243 contratos na carteira da SNH, do Ministério das Cidades, envolvendo repasses de recursos para Estados e municípios, num total de R$ 12,5 bilhões. Desse total, 74% estão apenas na promessa. Os contratos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e tratam de casas ou melhorias em conjuntos habitacionais ou favelas. A SNH reconhece o problema e diz que projetos têm problemas de licitação, emissão de licença ambiental, regularização de terras e infraestrutura. O levantamento não inclui o Minha Casa, Minha Vida. (Estadão)

Rio: Depois da tragédia, a lei

Prefeitura pretende exigir laudo de prédios com avaliação periódica obrigatória será debatida com entidades

Os condomínios podem ser obrigados a providenciar laudos periódicos, de engenheiros ou arquitetos, sobre as condições estruturais dos edifícios. A medida é estudada pela prefeitura do Rio. A documentação auxiliaria vistorias por amostragem. O secretário de Urbanismo, Sérgio Dias, debaterá o tema com entidades de classe. Legislações semelhantes, já existem em vários países. Ontem foram achados, no entulho, partes de corpos de mortos no desabamento no Centro. Segundo especialistas, a rapidez na remoção dos escombros pode prejudicar a perícia. (O Globo)

Chamadas de 1ª página_30.jan.12

FOLHA DE SÃO PAULO – Inquérito do CNJ revela sumiço de computadores

O GLOBO – Despesa de previdência supera investimentos

O ESTADO DE SÃO PAULO – Sete em cada 10 projetos de habitação ficam só no papel

CORREIO BRAZILIENSE – Acesso vedado às informações

VALOR ECONÔMICO – Com privatizações, Dilma quebra tabu no PT

ESTADO DE MINAS – Polícia Federal com o chapéu na mão

JORNAL DO COMMERCIO – Traição já norteou o debate interno no PT

ZERO HORA – Meninos condenados: Ministra prepara plano de socorro

O retrato da falta de fiscalização no Rio

No centro, edifício de 12 andares, inacabado e sem emboço, é ocupado por 75 famílias

Vizinho à moderna sede do Tribunal Regional do Trabalho, no Centro do Rio, um prédio inacabado – 12 andares, sem emboço externo e ocupado por 75 famílias – é um retrato perturbador da falta de uma política de fiscalização de obras na cidade. “Ao longo dos anos, a estrutura pode ser danificada”, alerta Antonio Eulálio Pedrosa, do Crea-RJ. Rivalidade entre a prefeitura e o Crea – que não têm mais do que 300 fiscais – impede trabalho conjunto contra as irregularidades. (O Globo)

Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP

Ação para reduzir droga no centro tem apoio de 83% dos que preferem o PT e 90% dos tucanos

Enquanto pré-candidatos do PT e do PSDB à Prefeitura de São Paulo divergem sobre a ação da Polícia Militar na cracolândia, a maioria dos paulistanos – independentemente do partido de preferência – apóia a operação, mostra o Datafolha.

A ação, conduzida pelos governos municipal (PSD) e estadual (PSDB), é aprovada por 82% dos moradores. São 72% os que dão no mínimo nota 6 para a intervenção, iniciada no dia 3, pouco depois de o governo petista lançar plano anticrack.

Houve reclamações de que tanto a PM colocada nas ruas de forma apressada quanto o plano federal tinham motivação eleitoral. PT e PSDB, principalmente, gostariam de usar o combate à droga na campanha.

Apesar da disputa eleitoral, a PM na cracolândia tem apoio tanto dos paulistanos que preferem o PT (83%) quanto dos tucanos (90%).

Para estudiosos, isso reflete a demanda por uma polícia mais forte e atuante, mas é preciso atenção contra abusos. (Folha de S. Paulo)

Chamadas de 1ª página_29.jan.12

O GLOBO – O retrato da falta de fiscalização no Rio

FOLHA DE SP – Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP

ESTADÃO – Estrangeiro no Brasil envia mais dinheiro para o exterior

C. BRAZILIENSE – Rachado, ninho tucano paulista entra em crise

ESTADO DE MINAS – Desastre no Rio atinge a Copa

JORNAL DO COMMERCIO – Estudantes aproveitam a força da web

ZERO HORA – Em carta, juízes defendem o STF

Desabamento: Responsabilidade pela obra suspeita vira jogo de empurra

Dono admite ter cortado 15cm do piso; corpos resgatados já são 15

Representantes da administração do Edifício Liberdade – um dos três que desabaram no Centro -, da empresa TO Tecnologia Organizacional – dona das salas onde eram realizadas obras irregulares, suspeitas de comprometerem a estrutura do prédio – e o dono de uma empresa chamada para dar um parecer técnico apresentaram versões antagônicas sobre suas responsabilidades. O único ponto em comum entre elas é o fato de que as obras no 9º pavimento começaram sem projeto, sem registro e sem engenheiro responsável. O advogado Beire Simões, que representa o administrador do prédio, acusou o TO de não apresentar os documentos exigidos. O dono da TO, Sérgio Alves, garantiu que as obras começaram com o consentimento do síndico. E revelou ainda que, ao remover banheiros do nono andar, mandou cortar 15cm do piso. Já o engenheiro Paulo Sérgio da Cunha Brasil, dono da Estruturar Projetos e Engenharia, disse que fez apenas um laudo sobre o peso de três sacos de cimento no terceiro andar do prédio. A tragédia já tem 15 mortos, 7 desaparecidos e 6 feridos. (O Globo)

Chamadas de 1ª página_28.jan.12

O GLOBO – Há máfias em tudo, até no Judiciário, diz desembargador

FOLHA DE SP – Direitos humanos não são urgentes em Cuba, diz Patriota

ESTADÃO – Sudene é próximo alvo da faxina em autarquias

C. BRAZILIENSE – BB troca chefes de 13 diretorias

ESTADO DE MINAS – Dança de cadeiras na diretoria do BB

JORNAL DO COMMERCIO – Bezerra certo de que “o pior já passou”

ZERO HORA – Despesas crescem mais que os investimentos

Artigo da atualidade no Blog

As “ecobags” nas compras de supermercado

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

 

Defender de modo virtual o meio ambiente é uma coisa, promover ações “politicamente corretas” para fingir oferecer resistência à degradação, é outra… O mais atual e maior exemplo disso foi a proibição das sacolinhas plásticas de supermercado.

Não há porque negar que a maioria dos consumidores apoiou virtualmente a medida, sustentando a preservação ambiental, mas quando foi para a prática do dia-a-dia, a coisa mudou de figura.

Na hora de passar as compras, alguns macaquearam os ativistas norte-americanos, pedindo “ecobags” – sacolas biodegradáveis de amido de milho – para acondicioná-las e, qual a surpresa, elas custariam R$ 0,19 cada uma.

Numa “feira” de não-perecíveis no fim do mês, usa-se de20 a30 sacolinhas, aumentando o custo das compras num cenário de preços já inflacionados, e todos se perguntam por que este valor não é assumido pelo sistema comercial.

Pode ser até que as redes de supermercado gananciosíssimas repassassem o preço para os clientes, mas pareceria mais justo; o que não pode é o povo pagar por uma norma municipal que proíbe o comerciante a distribuir sacolas plásticas, como era usual.

A mudança de hábitos, meio apropriada, meio demagógica, entrou em vigorem São Pauloesta semana, criando confusão nos caixas das lojas. Fregueses buscando adaptar as embalagens de legumes ou procurando caixas de papelão para levar as compras.

O que se constatou é que a sacola biodegradável de amido de milho ao custo de R$ 0,19, encalhou. E os clientes estão certos. Embora a proibição das sacolas plásticas esteja vigorando, não tem força de lei.

Ocorre é que o pensamento de defender a natureza pode prevalecer através da educação, como ocorre na Europa, onde os compradores levam às compras suas bolsas não descartáveis.

 Na opinião da Associação dos Supermercados de São Paulo, através do seu presidente, João Galassi, “A adesão foi ótima. É uma mudança de comportamento que o consumidor gostou de fazer”. Opinião que tem a ver com mais uma forma de engordar os lucros, sem distribuir sacolinhas…

Ao contrário da ideologia comercial, Miguel Baiense, diretor executivo da Plastivida, Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, discorda da medida. “Estive em várias lojas e notei muito improviso. A sacola plástica é um direito do consumidor. Colocar alimentos no carrinho ou nessas caixas é falta de higiene.”

Nesse choque do mar com o rochedo quem sofre é o marisco – o consumidor. Em minha opinião poder-se-ia conciliar as coisas. Tudo continuaria como antes, os supermercados distribuindo as sacolinhas – desta vez biodegradáveis, contribuindo para que a indústria se adaptasse e mantivesse os empregos.

Infelizmente não é assim que pensam os políticos imediatistas às vésperas de uma eleição.