Arquivos Mensais: dezembro 2011

Gabriel FAURE – Pavane, Op. 50

Mussorgsky – Prelude to Khovanshchina

Chamadas de 1ª página_30.dez.11

O GLOBO – Bovespa cai 18% no ano e dólar sobe 12%

FOLHA DE SP – Senado recua e desiste de ajuda de custo para Jader

ESTADÃO – Consumidor deve pagar mais pela água do São Francisco

CORREIO BRAZILIENSE – Oposição à espera de um ano melhor

ESTADO DE MINAS – Execução obrigatória do Orçamento

JORNAL DO COMMERCIO – Bolsa tem 3º pior ano desde o Real

ZERO HORA – INSS altera data para pagamento

Tchaikovsky – Capriccio Italiano Op.45

Bruckner – Symphony No. 8 – adagio

Artigo das 4ªs feiras

O “Mensalão” depende da vontade de julgar do STF

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

Faz muito tempo a descoberta da fraude política do “Mensalão”, praticado por uma quadrilha (a acusação é do Procurador-Geral da República) que comprava deputados federais para compor a base governista na Câmara dos Deputados.

O substantivo “Mensalão” foi incorporado ao idioma como um neologismo e hoje, dicionarizado, é um verbete que significa um esquema de pagamentos mensais a parlamentares para votarem a favor de propostas do Executivo.

Não dá para saber direito como tudo começou. Uns dizem que foi a deputada goiana, Raquel Teixeira, do PSDB, quem revelou à imprensa (e depois ao Congresso) o recebimento de uma proposta financeira para mudar de partido; outros lembram que saiu de uma entrevista bombástica com a denúncia do presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson.

Para a Folha de São Paulo, Jefferson disse que vigorava na Câmara dos Deputados um esquema de propinas no valor de R$ 30 mil mensais, para deputados do PP e do PL, fato que não podia provar, mas “seria de amplo conhecimento da Casa”. O deputado Miro Teixeira, líder do PDT, confirmou ter ouvido dele a menção sobre o “mensalão”.

Da mesma maneira como a criativa imaginação de Jefferson criou o termo “Mensalão”, também se popularizou a denúncia a um “carequinha mineiro”, pivô da maracutaia dirigindo o trem pagador…

O “Carequinha Mineiro” era o publicitário Marcos Valério de Souza autor de muitos trambiques na área política das Minas Gerais, com trânsito livre em vários bancos e sacador de consideráveis quantias nas agências do Banco Rural e do Banco do Brasil em Brasília e Belo Horizonte.

Uma ex-secretária de Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio, depôs testemunhando que presenciara tráfego de “malas de dinheiro” na agência de publicidade, conferidas pelo ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

O fato estourou como uma bomba, repercutindo na opinião pública. Comprometidos pelas denúncias, dirigentes do PT foram pressionados. O tesoureiro Delúbio e o secretário-geral Silvio Pereira, pediram afastamento do partido, ocasionando a queda do presidente José Genoino.

A trinca fazia parte do grupo liderado por José Dirceu e o então presidente da República, Lula da Silva. Delúbio, particularmente, é amigo de longa data de José Dirceu e homem de confiança de Lula, que lhe deu uma procuração para movimentar a conta bancária de sua campanha, o que incluía fazer depósitos, saques e assinar cheques.

Dessa maneira, toda a cúpula petista se envolveu com o “Mensalão”. Corruptores e corrompidos somaram 38 réus num processo que tramita a quase seis anos do Supremo Tribunal Federal.

É inexplicável a morosidade do processo. Há desconfianças de protelação para favorecer a prescrição das penas do suposto crime; e a verdade é que criou nesses dias um imbróglio na Alta Corte com o ministro Joaquim Barbosa queixando-se do presidente Cezar Peluso, que lhe havia pedido o conteúdo integral do processo.

Diz Barbosa – relator do processo desde o começo – que desde 2007 os autos pedidos por Peluso estão “integralmente digitalizados e disponíveis eletronicamente”; o que é uma crítica velada ao Presidente e desmoraliza os outros dez ministros do STF, que não tomam conhecimento porque não se interessam.

Essa estranha omissão da Corte em tomar conhecimento das denúncias do caso de suposta corrupção política do governo Lula, obscurece a intenção de fazer justiça, e só tem justificativa o relator, ministro Joaquim Barbosa, com suas repetidas licenças médicas para tratamento de saúde.

A verdade está com um articulista da chamada “grande imprensa”, que escreveu que o Mensalão “não é um julgamento qualquer”. Realmente não é: são quase 40 réus e poderá atingir o ex-presidente Lula, dependendo da vontade de julgar do STF.

Chamadas de 1ª página_28.dez.11

FOLHA DE SÃO PAULO – Faculdades cobram R$ 500 milhões de bolsa do governo

O GLOBO – Novo mínimo vai injetar R$ 41 bi na economia

O ESTADO DE SÃO PAULO – Dilma amplia entrada no Minha Casa em ano eleitoral

CORREIO BRAZILIENSE – Jader assume e fica com o bolso cheio

VALOR ECONÔMICO – Receita dos Estados sente o golpe da desaceleração

ESTADO DE MINAS – Nota do Enem gera distorção na UFMG

JORNAL DO COMMERCIO – Minha Casa, Minha Vida tem regras novas

ZERO HORA – Novo salário mínimo vai injetar R$ 47 bilhões

Berlioz – Symphonie Fantastique- 5th Movement

“Milagres” da economia

Brasil passa Reino Unido, mas só terá renda igual em 20 anos

O Brasil tornou-se a sexta maior economia do planeta, ultrapassando o Reino Unido, segundo o britânico Centro de Pesquisa para Economia e Negócios. Pelas previsões, até 2020, o Brasil poderia ainda passar Alemanha e França, mas seria ultrapassado por Rússia e Índia, mantendo-se, portanto, na sexta colocação. Simulações feitas com base nos dados do Fundo Monetário internacional (FMI) mostram que, só em 2032, o Brasil poderia alcançar o padrão de vida hoje desfrutado pelos ingleses. O próprio ministro Guido Mantega reconhece que o país levaria10 a20 anos para atingir esse patamar: “Temos um grande desafio pela frente.” (O Globo)

Chamadas de 1ª página_27.dez.11

FOLHA DE SÃO PAULO – STF apaga registros de seu sistema eletrônico

O GLOBO – Brasil passa Reino Unido, mas só terá renda igual em 20 anos

O ESTADO DE SÃO PAULO – CNJ age como “ditadura”, acusa futuro presidente do TJ

CORREIO BRAZILIENSE – Brasil é a 6ª economia, mas continua desigual

VALOR ECONÔMICO – Dilma falha no ensino básico e acerta no técnico

ESTADO DE MINAS – Dilma desapropria 60 fazendas, sete em Minas

JORNAL DO COMMERCIO – Licitação dos tablets sob suspeita

ZERO HORA – O Judiciário não gosta de ser fiscalizado, diz ministro do STJ