Arquivo do mês: outubro 2011

Keith Jarrett Solo Concert

Artigo saído n’O Jornal de Hoje (Natal/RN)

Ética e Moralidade são princípios culturais

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Nos tempos da escola “risonha e franca” os estudantes adquiriam princípios de finalidade para a vida, patriotismo, culto dos heróis, necessidade da socialização e honestidade.

Com esta formação cultural, obtínhamos os princípios de ética e moralidade, que hoje – infelizmente – são considerados aleatórios na contabilidade egoísta que credita vantagens e debita prejuízos.

Em minha opinião, de lá para cá, o Brasil se adulterou. As elites intelectuais deixaram de contribuir com o povo pelo isolacionismo, afastando-se da política e condenando-a de longe sem intervir nos seus rumos, deixando, com esta omissão, a sociedade desequilibrada.

Quando os estudantes olhavam confiantes para o futuro da Pátria, buscavam profissionalizar-se, empenhando-se para ascender pelo mérito. Por isso assumiam a vanguarda democrática do povo lutando por melhores condições de ensino em escolas públicas de qualidade.

Pouco resta daquele passado não muito distante, quando os professores eram respeitados porque impunham respeito; exerciam a cátedra com a liberdade adquirida por merecimento; e, ensinavam seus discípulos visando um resultado coerente e combinado do saber e da libertação das jovens consciências

A preparação para enfrentar a realidade com sabedoria e liberdade formava políticos melhores que hoje. Essa atribuição pessoal (e coletiva) adotava o sistema democrático e, mais do que isso, repudiava o autoritarismo de ditaduras fascistas, nazistas, stalinistas e a caça às bruxas macarthista que enlameou a o “way american of life” nos EUA da guerra fria.

Formamos uma elite intelectual que enfrentou as ditaduras militares da América Latina, destacando-se no Brasil a atuação de artistas, jornalistas, padres, professores, profissionais liberais e, sobretudo dos estudantes.

Agora, atravessamos uma conjuntura especial no País que desmente todos os valores éticos e morais. É como se diz na expressão popular, “está tudo dominado”. Quando a iniciativa popular impôs a Lei da Ficha Limpa para os candidatos a cargos eletivos, entreabriu-se uma janela para a correção dos desvios.

Apenas entreabriu-se, porque é cozinhada em banho-maria no Supremo Tribunal Federal e omitida pelo Tribunal Superior Eleitoral, para termos uma aplicação nacional.

Apesar da lengalenga, a Lei da Ficha Limpa volta a ser falada agora, diante dos repetidos escândalos na administração pública que motivaram a queda de cinco ministros.

Esta semana, o controlador-geral da União, Jorge Hage, fala em estender a assepsia de caráter político aos cargos executivos com a medida, entre outras, que obriga aos ministros assinarem convênios com Ongs assumindo a responsabilidade sobre o uso das verbas públicas.

Os otimistas acham que é um avanço, mas não é o meu caso. Acho que as ONGs  – como o nome diz – organizações não-governamentais – não devem receber dinheiro algum dos governos, sejam municipal, estadual ou federal. Que tais agências levantem os próprios recursos para perseguirem seus objetivos.

De fato, acho que é uma norma para anuviar a crise que explodiu no Ministério dos Esportes – maculando o ministro Orlando Silva e seu partido, o PCdoB. Trata-se de uma velha tática do PT-governo, fazer agitação marqueteira e invocar ações populistas para ganhar tempo e lá adiante deixar ficar como sempre.

Para limpar a área do Ministério do Esporte a presidente Dilma não poderia indicar outro militante do PCdoB – que está sob suspeição – apesar do novo titular, Aldo Rebelo, se comprometer a suspender convênios com ONGs.

Resta saber se há firmeza “ideológica” nisso. Eu, por exemplo, não consigo esquecer a fragilidade da “ideologia” do PCdoB, lembrando-me de que, com a redemocratização este partido, na eleição1986 deixou de votarem Darcy Ribeiropara apoiar Moreira Franco.

Desde então, já praticava a “política de resultados” – muito antes de reforçar essa prática após aderir ao lulo-peleguismo, renunciando ao seu passado que tanto enaltece.

 

 

Governo só investe 9% do aumento de impostos

Elevação da carga tributária foi usada em gastos sociais e salários

Apenas 8,6% do aumento de impostos ocorrido de 1995 a 2010 se traduziu em novos investimentos públicos – isso significa que, de cada R$ 100 arrecadados a mais, só R$ 8,6 foram para gastos como construção de escolas e hospitais e melhorias em portos e estradas.

Os investimentos subiram R$ 56,9 bilhões nesse período, contra uma alta de R$ 661,6 bilhões na carga tributária, descontada a inflação. (Folha de SP)

Dilma suspende repasses a ONGs e ordena devassa

Medidas, que têm prazo de pelo menos 30 dias, atingem todo o governo

Quatro dias após demitir Orlando Silva do Ministério do Esporte, por denúncias de repasses irregulares de verbas a ONGs ligadas ao PC do B, a presidente Dilma Rousseff suspendeu ontem, por 30 dias, todos os repasses de verbas federais para essas instituições. Em decreto, ela determinou uma devassa em todos os convênios firmados entre o governo e ONGs até 16 de setembro, quando foram criadas regras mais rigorosas para contratos dessa natureza. Dilma preservou do bloqueio programas de proteção a testemunhas, serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios com histórico idôneo de pelo menos cinco anos. Se, em 30 dias, os órgãos não concluírem o pente-fino nos convênios, terão de instaurar processos financeiros, suspender os repasses por mais 60 dias e avisar a Controladoria Geral da União (CGU). Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), o governo federal repassou R$ 3,548 bilhões a ONGs só em 2010. (O Globo)

Chamadas de 1ª página_31.out.11

O GLOBO – Dilma suspende repasses a ONGs e ordena devassa

FOLHA DE SP – ONGs terão 60 dias para se regularizar ou restituir verba

ESTADÃO – Dilma suspende pagamento a ONGs e manda rever contratos

CORREIO BRAZILIENSE – Haddad pressionado

VALOR ECONÔMICO – Software do Dnit é porta aberta a fraude

ESTADO DE MINAS – Dilma suspende pagamento a ONGs até revisar contratos

JORNAL DO COMMERCIO – Devassa nos contratos das ONGs

ZERO HORA – Decreto de Dilma suspende repasses a ONGs por 30 dias

John Coltrane – Alabama

http://youtu.be/8j_TDoOPnIA

Chamadas de 1ª página_30.out.11

O GLOBO – Verba suspeita irrigou ONGs ligadas ao PCdoB

FOLHA DE SP – Esporte lidera nomeação de não servidores

ESTADÃO – Casos de violência contra professores crescem no País

CORREIO BRAZILIENSE – Denúncia liga Agnelo a PM em escândalo

ESTADO DE MINAS – Com câncer, Lula começa quimioterapia

JORNAL DO COMMERCIO – Lula começa tratamento de câncer amanhã

ZERO HORA – Exames detectam câncer em Lula

Ella Fitzgerald – Night and Day

Sinopse das revistas semanais

VEJA

Capa –Especial: Quanto mais prova, melhor * Brasil: “A coisa fugiu do controle” * A vingança contra os corruptos *A cereja no bolo de Kassab * Não era infâmia * O rei do cambalacho * Internacional: O tirano na ratoeira * Geral: Copa – Os palcos da festa * Economia: O BC caiu no samba

ÉPOCA

Capa – Reportagem: Comunismo de resultados * Da redação: O efeito da internet no nosso cérebro * Entrevista: Luiz Gonzaga Belluzzo * Brasil: A emissora que fala sozinha * A lista secreta de Dilma * O jogo baixo no Ministério do Esporte * Agnelo na mira * Os carros e os impostos

Istoé

Capa – Reportagem: O esquema de Agnelo (“Saquei R$ 150 mil para Agnelo”) * Brasil: O propinoduto das ongs * Um caminho para punir a ditadura * Palhaços da política * O farejador de contas * Um mafioso no Brasil * A guerra do Pará * Internacional: O fim do tirano * A era Cristinista * 5 ideias para fazer a lei seca funcionar

IstoÉ Dinheiro

Capa – Os caminhos alternativos dos herdeiros * Economia: Um Leão mais voraz * A coroação de Cristina * Amazônia em franca expansão * Uma indústria ameaçada *O silêncio dos banqueiros * Entrevista: Jim Rogers * Entrevista: Dante Sica * Finanças: Os bancos sobem o morro * Investidores: Todos querem crédito *  Artigo: Aeroportos: em vez de greve, eficiência

Carta Capital

Capa –O empresário brasileiro não se arrisca * Editorial: A máfia no poder * Dilma e sua faxina * A crise está lá fora * Não há bala perdida * Na marca do pênalti: Os cartolas espreitam *  “Fui eu quem denunciou o esquema” *  Reação à paranóia * Questão de partido * Atenuar a crise é mais importante *  Nosso Mundo: A globalização dos indignados

EXAME

Capa – A fuga da Bolsa * Marketing: A dúvida é cruel, como viu a Pepsico * Gestão: Mais de 100 demissões na Siemens

Chamadas de 1ª página_29.out.11

O GLOBO – Mais dois pedidos de anulação do Enem

FOLHA DE SP – Esporte anula acordos com ONGs ligadas ao PC do B

ESTADÃO – Outros 320 alunos tiveram acesso a questões do Enem

CORREIO BRAZILIENSE – TCU vai monitorar a venda de ingressos

ESTADO DE MINAS – Enem: Suspeita de vazamento em Minas

JORNAL DO COMMERCIO – Governo tem 72 horas para definir Enem

ZERO HORA – MEC tem de explicar Enem até segunda-feira