Arquivos Mensais: junho 2011

Artigo

Porquê o BNDES financia o “companheiro” Diniz?

MIRANDA SÁ (e-mail: [email protected])

Todo mundo sabe do relacionamento íntimo do dono do grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, com Lula, o PT, e de enrolada, o Governo Federal. O empresário é tratado de “companheiro” pelo ex-presidente e mantém afetiva aproximação com o ex-chefe da Casa Civil de Dilma, Antonio Palocci.

Abílio Diniz tem como sócio a empresa supermercadista francesa Casino, com quem teria o compromisso de passar o controle do Pão de Açúcar em 2012. Essa perspectiva levou Diniz a escantear a Casino, conduzindo sigilosamente com o Governo Federal e o Carrefour a fusão de sua rede de supermercados desta rede francesa.

O dinheiro para impedir a perda do Pão de Açúcar é uma jogada obscura, meio confusa, em que a maior parte do dinheiro é nossa, do contribuinte brasileiro, R$ 3,9 bilhões, com um parceiro, o banco BIG Pactual, comparecendo apenas com R$ 710 milhões e com o companheiro Diniz entrando com o prestígio.

A imprensa chegou a anunciar que o BNDESPar, braço de investimentos do BNDES, estaria disposto até em assumir sozinho, R$ 5,6 bilhões, a megafusão do Pão de Açúcar com o Carrefour. Uma audácia que assusta as cabeças pensantes deste País.

Como a negociação se desenvolveu sem a participação da Casino, sócia do grupo Pão de Açúcar e comprometida a assumir o seu controle, espera-se que este grupo francês vete o acordo, inviabilizando-o. O advogado do Casino, José Carlos Dias, compara o conluio Abílio-BNDES para assumir o Carrefour, com um “golpe de Estado corporativo”.

Isto não seria possível num País sob o Estado de Direito. Ruim é que temos uma justiça a serviço do governo, do partido do governo e do sistema governante por cooptação das entidades representativas da sociedade civil. Diniz, com esses trunfos na mão, não está blefando.

Mas ninguém pode esconder que o caso envolve uma grande mentira, cheia de números e juras de patriotismo. No mínimo, é “uma história mal contada”, com o escreveu o editor de Mercado, Raul Juste Lores.

Também inspira suspeição à corrida da turma chapa-branca para trombetear que se o Casino adquirisse o Pão de Açúcar provocaria a desnacionalização do setor varejista, permitindo a compra do Carrefour pela rede norte-americana Walmart.

E tem mais: estão explorando o ufanismo cretino enaltecendo a importância dessa negociata em criar a terceira maior empresa de capital aberto do país, nivelando-se com a Petrobras e a Vale. São refúgios “patrióticos” para a transação canalha.

Teoricamente, a nova empresa (batizada prematuramente de “Novo Pão de Açúcar”) seria realmente a maior do setor, projetando R$ 65 bilhões em faturamento sobre 32% das vendas do varejo brasileiro. Mas quem lucraria com isso? Nós brasileiros, ou Abílio Diniz associado aos pelegos do PT-governo?

Outra pergunta que está em todas as cabeças questiona a razão do Governo Federal intervir numa disputa entre os sócios franceses e Abílio Diniz, desembolsando a significativa quantia de R$ 3.900 bilhões do contribuinte.

Não sei se ainda há “juízes em Berlim”, mas comenta-se que há virtualmente dois obstáculos para que a transação dê certo. Um deles é a aprovação da eventual operação pelo Cade; o outro é a necessidade intransferível do aval do sócio Casino, que já declarou em Nota, que o negócio Pão-de-Açúcar-BNDES-Carrefour é ilegal.

Outro probleminha é o morcego dos jogadores da Bolsa com as ações do Pão de Açúcar, que dia 28 subiram 12,6% e ontem, 29, caíram 3%, mostrando que a operação de compra e venda com o dinheiro da gente é uma trama armada para as mamatas do mundo financeiro.

Nesse cassino, a Casino corre para adquirir ações do Pão de Açúcar e, segundo experts já detém mais que o dobro da fatia de Abílio Diniz. Isso bota água no chope dos pelegos “consultores”.

RJ: Cabral diz que vai ‘rever conduta’ e agora defende código de ética

Governador nega beneficiar empresas e misturar público com privado

Ao romper um silêncio de quase duas semanas desde que vieram à tona suas delicadas relações com empresários que têm direta ou indiretamente negócios com o Estado do Rio, o governador Sérgio Cabral afirmou ontem, em entrevista à rádio CBN, que assume o compromisso de rever sua conduta e até propôs a elaboração de um código de ética para governantes. Ele se defendeu das críticas de beneficiar empreiteiras e disse que jamais misturou assuntos públicos e privados. ”Vamos construir um código juntos, estabelecer os limites. Tem um código nacional e deve ter nos estados. Adoro Direito Comparado”, disse. (O Globo)

Dolores Duran – Fim de Caso

 

Ciranda financeira

Bolsa fica quase estável e dólar fechou em baixa de 0,38% vendido a R$ 1,572

O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) fechou praticamente estável, com ligeira alta 0,05%, aos 62.333,97 pontos. A cotação do dólar comercial fechou em baixa de 0,38%, a R$ 1,572 na venda. Com isso, a moeda norte-americana tem menor valor desde o dia 27 de abril (quando valia R$ 1,571).

UolEconomia

Servidor só pode ganhar até R$ 26.713

O teto salarial do funcionalismo público, já incluídas as gratificações, não pode ultrapassar R$ 26.713 – que é o vencimento atual recebido por ministros do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada por ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao julgar recurso referente a funcionários fiscais do Amazonas. No país, diversos órgãos públicos dos Três Poderes, entre eles o Senado e alguns tribunais, burlam a lei e pagam salários e aposentadorias acima do permitido, sob a justificativa de que determinada parcela não integra o limite constitucional. A sentença do STJ é mais um passo para estancar esse tipo de sangria dos cofres públicos. (Correio Braziliensa)

BNDES libera R$ 4 bi para Abílio comprar o Carrefour

Empresa resultante dominaria 32% do setor supermercadista; sócio do Pão de Açúcar promete veto

O empresário Abílio Diniz se associou ao banco BIG Pactual e ao BNDES para comprar as operações do Carrefour no Brasil. A negociação foi conduzida sem a participação da francesa Casino, sócia do grupo Pão de Açúcar, que é contrária à fusão e pretende utilizar seu poder de veto para inviabilizar o acordo

Governo quer reduzir pensão por morte

Proposta, com objetivo de cortar gastos, também eleva tempo de contribuição das mulheres

Equipes dos ministérios da Fazenda e da Previdência concluíram o projeto de uma minirreforma da Previdência que deve ser enviado ao Congresso este ano. A principal mudança seria nas regras das pensões por morte: com o objetivo de cortar gastos, o benefício, que hoje corresponde ao valor integral pago ao segurado, cairia para 70%. Outra proposta é reduzir o prazo da pensão para viúvos e viúvas com menos de 35 anos. O tempo de contribuição das mulheres passaria para 33 anos, em vez de 30. O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, destacou que as medidas valeriam apenas para quem vier a entrar no mercado de trabalho: “Não precisa sacrificar a geração que esta aí”.  (O Globo)

Primeiras páginas_29.jun.11

O GLOBO – Governo quer reduzir pensão por morte

FOLHA DE SÃO PAULO – Câmara muda regra de obra da Copa

O ESTADO DE SÃO PAULO – Grampo indica lobby no Planalto por chineses

CORREIO BRAZILIENSE – Servidor só pode ganhar até R$ 26.713

VALOR ECONÔMICO – Para Mercadante, ‘missão heroica’ levou a dossiê

ESTADO DE MINAS – Governistas ameaçam parar Câmara

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Base faz ameaças ao governo. Dilma reage

ZERO HORA – Francesa é eleita nova diretora-gerente do FMI

Roberta Sá – Errei Sim

 

 

Ciranda financeira

Bolsa tem maior alta em 4 meses e o dólar fechou em baixa

O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) fechou em alta de 1,77%, aos 62.303,37 pontos. Esta foi a maior alta percentual diária desde o dia 16 de fevereiro, quando valorizou 1,86%.

A cotação do dólar comercial fechou em baixa de 1,13%, a R$ 1,578 na venda. Com isso, a moeda norte-americana tem a maior queda desde o dia 2 de junho (quando teve a mesma desvalorização).

UolEconomia